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após o final da primeira guerra mundial, o arquiteto Walter Gropius é
chamado a dirigir a Grã-Ducal Escola Superior de Belas Artes (Sächsische
Hochschule für Bildende Kunst) e a Grã-Ducal Escola de Arte e Artesanato
(Sächsische Kunstgewerbeschule), a escola de van de Velde. Ele unifica
os dois institutos e funda, em 1919, a Bauhaus Estadual (Staatliches Bauhaus)
em Weimar.
O primeiro programa, publicado no mesmo ano, segundo Leonardo Benevolo,
tem um tom profético e obscuro:
"O fim último de toda a atividade plástica é a construção.
Adorná-la era, outrora, a tarefa mais nobre das artes plásticas,
componentes inseparáveis da magna arquitetura. Hoje elas se encontram
numa situação de auto-suficiência singular, da qual
só se libertarão através da consciente atuação
conjunta e coordenada de todos os profissionais. ..."
A Bauhaus Estadual em Weimar é uma instituição administrada pelo Estado
Livre da Saxônia-Weimar-Eisenach, na ocasião com poucos meses de vida.
O Manifesto Bauhaus expressa
o compromisso de unir todas as formas de arte em um único todo, juntando
todas as disciplinas artísticas - escultura, pintura, artes e artesanato
e ofícios - e fazê-las componentes integrantes de uma nova arte de construir:
Walter Gropius muda seu escritório de Berlim para Weimar (seguido depois
por Carl Fieger e Ernst Neufert).
Gropius ressalta três características principais do ensino na Bauhaus:
O paralelismo entre o ensino teórico e prático.
O contínuo contato com a realidade do trabalho.
A presença de professores criativos.
A escola é transferida para Dessau em 1925 e, mais tarde, em 1932, para
Berlim. Finalmente, a escola foi dissolvida por pressão dos nazistas em
1933.
A Bauhaus é inovadora na medida em que procura quebrar a dicotomia entre
arte e indústria. O racionalismo que Gropius invoca não é um programa
ideológico mas sim um método de trabalho. O seu pensamento encontra uma
ligação profunda, não convencional, com a herança do pensamento humanístico.
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