Aba

1. Genericamente, qualquer saliência em um elemento ou uma peça da construção, ou parte de um elemento ou uma peça da construção em balanço, em obras de carpintaria, serralharia e alvenaria. Às vezes também o beiral do telhado é chamado aba. 2. Tábua disposta no beiral de telhados, unindo e tapando os topos de caibros ou cachorros. Nela é fixada a calha. É também chamada testeira (3). 3. Tábua presa à parede junto ao teto servindo de arremate para o forro. Pode ser utilizada associada a molduras e cimalhas danto um maior efeito decorativo ao forro. É também chamada rodateto.

Abacisco

Ver abáculo (1 e 2).

Ábaco

Parte superior do capitel de uma coluna (1). Sua função é transmitir as cargas vindas do coroamento da edificação ou de pavimentos superiores para a coluna. De seção quadrada nos capitéis antigos das ordens toscana, dórica e jônica. De seção quadrada côncava, em porção de círculo, e chanfrado nos quatro ângulos, nos capitéis mais recentes, das ordens coríntia, jônica moderna e compósita. De seção poligonal ou circular no gótico. [ENG] Abacus  [EPO] Abako

Abáculo
1. Pequeno ábaco; abacisco. 2. Pequeno paralelepípedo (1) ou cubo, de vidro ou de outro material colorido, usado em mosaicos (1) de piso (1). Também chamado abacisco, téssera e tessela. 3. Termo antigo para mesa pequena.
Ábato

Ver ádito (1).

Abaulado

Que se abaulou, que tem forma convexa.

Abaular

Dar ou adquirir forma convexa, semelhante à das tampas dos baús; arquear, curvar.

Ábax

Ver ábaco.

Abertura

1. Genericamente, qualquer vazio, oco, fenda ou recorte em elementos de construção e volumes construídos ou afastamento entre volumes ou elementos da construção. 2. Especificamente, rasgo (1) nas paredes e lajes (2) do edifício, principalmente de portas e janelas.

Abóbada
Teto ou cobertura (1) curva que tem, pelo menos uma de suas seções em linha curva, vertical ou horizontalmente, e cuja forma tem sua origem no deslocamento ininterrupto de um ou mais arcos ao longo do espaço que recobre e, neste caso, é uma abóbada de berço; no giro de um ou mais arcos em torno de um eixo que, neste caso, é uma abóbada de revolução chamada cúpula (1); ou nos vários tipos de intersecções de abóbadas. Difere do arco quanto à função e à forma. Enquanto um arco delimita um vão em paramento (1) vertical, a abóbada cobre uma superfície. Na abóbada, a planta (1) pode circunscrever, no mínimo, um quadrado cujo lado é igual à envasadura (1). Superfícies e elementos que compõem a abóbada, bem como os espaços compreendidos por ela, recebem denominações especiais. Sua face externa chama-se extradorso e a interna ou teto, intradorso. As paredes ou suportes isolados que a sustentam são os pés-direitos (2) ou encontros (2). O plano horizontal que separa a abóbada dos pés-direitos chama-se plano das impostas. A superfície onde se inicia a curvatura chama-se nascença. A distância entre e o plano das impostas e o ponto mais alto do intradorso é a flecha (2). Há espaços cheios ou vazios chamados rins. Construída em pedra ou tijolo, foi utilizada em prédios antigos e na cobertura de prédios suntuosos como igrejas, teatros e palácios. Quando feito de pedras ou tijolos, o conjunto formado pelas dimensões, disposições e pelo ajustamento do material chama-se aparelho (1). As pedras ou tijolos componentes da abóbada chamam-se aduelas. As aduelas que se apoiam diretamente nas nascenças chamam-se saiméis; a aduela situada no topo da abóbada é o fecho (1) ou chave (1); e as aduelas que ladeiam o fecho são os contrafechos. As aduelas são separadas por juntas (1). A abóbada pode possuir muitas formas, e dependendo de sua forma, seus sistema construtivo ou sua disposição no espaço, recebe um nome específico. O uso do concreto na construção possibilitou o emprego de amplas abóbadas em edifícios modernos.
Abóbada abaixada

Ver abóbada rebaixada.

Abóbada abatida
Abóbada cujo perfil (1) é o de um arco abatido, sendo sua flecha (2) menor que a metade da distância entre as impostas. A sua curvatura é muito semelhante a uma seção de elipse tendo por largura o eixo maior. É um tipo de abóbada policêntrica. Também chamada abóbada de asa de cesto, abóbada de sarapanel, abóbada de volta de sarapanel e abóbada de volta abatida.
Abóbada aviajada
Abóbada de berço formada por um arco aviajado, portanto com pés-direitos (2) desiguais. Também chamada abóbada de escarção, abóbada esconsa, abóbada oblíqua e abóbada de lado.
Abóbada cilíndrica

Ver abóbada de berço e abóbada de plena volta.

Abóbada cocleária

Ver abóbada de caracol.

Abóbada cônica
Abóbada que é a metade de uma superfìcie cônica ou troncocônica disposta horizontalmente, larga numa extremidade e estreita na outra. É usada na cobertura (1) de edifício ou ambiente com pés-direitos (2) diferentes. Também chamada abóbada de volta cônica.
Abóbada de abside
Semicúpula na abside (1 e 2) ou na cabeceira oriental de uma igreja. Às vezes também chamada simplesmente abside.
Abóbada de ângulo

Ver abóbada em arco de claustro.

Abóbada de aresta

Abóbada resultante da intersecção em ângulo reto de duas abóbadas de berço de mesmo tipo, com mesma altura e flecha (2), formando quatro triângulos esféricos salientes. Os seus arcos mestres limitam um tramo (2). Comparar com abóbada em arco de claustro.

Abóbada de asa de cesto
Abóbada de barrete de clérigo

Ver abóbada em arco de claustro.

Abóbada de berço
Abóbada construída basicamente como um arco contínuo em linha reta, adquirindo profundidade. Comumente é um arco pleno, gerando um semicilindro. Recebe nomes específicos quando é formada por outros tipos de arco, ou segundo o perfil (1) assumido por sua seção vertical. É a que mais se usa na construção. Quando é formada especificamente por um arco pleno, recebe vários nomes: abóbada mestra (1), abóbada de berço direito, abóbada cilíndrica, abóbada semicilíndrica, abóbada de canhão, abóbada de meio canhão, abóbada de canudo, abóbada de tubo, abóbada de tumba, abóbada de um só centro, abóbada de meio ponto, abóbada de volta de berço, abóbada de volta perfeita, abóbada de pleno cimbre e abóbada de plena volta. Comparar com abóbada de revolução ou cúpula (1).
Abóbada de berço com luneta
Abóbada de berço direito

Ver abóbada de berço e abóbada de plena volta.

Abóbada de canhão

Ver abóbada de berço e abóbada de plena volta.

Abóbada de canudo

Ver abóbada de berço e abóbada de plena volta.

Abóbada de caracol
Abóbada esférica ou cúpula (1) formada por um arco que gira em espiral (2), gerando uma superfície espiralada. Também chamada abóbada espiral, abóbada de espiral, abóbada cocleária, abóbada helicoide, abóbada helicoidal e abóbada de corno de vaca.
Abóbada de cebola

Ver cúpula de cebola.

Abóbada de corno de vaca

Ver abóbada de caracol.

Abóbada de declive
Abóbada, em geral com a forma da abóbada de berço, disposta inclinadamente em uma construção, servindo de cobertura (1) a rampas ou escadas, seguindo-as paralelamente. Também chamada abóbada em declive, abóbada descente e abóbada montante.
Abóbada de engras

Ver abóbada em arco de claustro.

Abóbada de escarção

Ver abóbada aviajada.

Abóbada de espiral

Ver abóbada de caracol.

Abóbada de lado

Ver abóbada aviajada.

Abóbada de luneta
Abóbada formada pela intersecção de duas abóbadas de berço de tamanhos e alturas diferentes. A desigualdade na altura proporciona abertura na cobertura. Essa abertura é chamada luneta (1), que permite iluminar e ventilar o interior do edifício. Também chamada abóbada de lunetas e abóbada de berço com luneta.
Abóbada de lunetas

Ver abóbada de luneta.

Abóbada de meio canhão

Ver abóbada de berço e abóbada de plena volta.

Abóbada de meio ponto

Ver abóbada de berço e abóbada de plena volta.

Abóbada de nível

Ver abóbada extradóssea.

Abóbada de plena volta
Abóbada de berço cuja seção vertical é um semicírculo. Também chamada abóbada mestra (1), abóbada de berço direito, abóbada cilíndrica, abóbada semicilíndrica, abóbada de canhão, abóbada de meio canhão, abóbada de canudo, abóbada de tubo, abóbada de tumba, abóbada de um só centro, abóbada de meio ponto, abóbada de volta de berço, abóbada de volta perfeita e abóbada de pleno cimbre.
Abóbada de pleno cimbre

Ver abóbada de berço e abóbada de plena volta.

Abóbada de quadrante
Abóbada que é metade de uma abóbada cilíndrica ou de volta perfeita, como se resultante do prolongamento ininterrupto de um arco aviajado cujo perfil é um quarto de círculo.
Abóbada de quarto de círculo
Abóbada de revolução

Ver cúpula (1).

Abóbada de sarapanel

Ver abóbada abatida.

Abóbada de tubo

Ver abóbada de berço e abóbada de plena volta.

Abóbada de tumba

Ver abóbada de berço e abóbada de plena volta.

Abóbada de um só centro

Ver abóbada de berço e abóbada de plena volta.

Abóbada de volta abatida

Ver abóbada abatida.

Abóbada de volta cônica

Ver abóbada cônica.

Abóbada de volta de berço

Ver abóbada de berço e abóbada de plena volta.

Abóbada de volta de sarapanel

Ver abóbada abatida.

Abóbada de volta perfeita

Ver abóbada de berço e abóbada de plena volta.

Abóbada descente

Ver abóbada de declive.

Abóbada em arco de claustro

Abóbada resultante da intersecção em ângulo reto de duas abóbadas de berço de mesmo tipo, com mesma altura e flecha (2), formando quatro triângulos esféricos reentrantes. Diferencia-se da abóbada de aresta porque nesta o encontro das duas abóbadas de berço resulta na formação de triângulos esféricos salientes. Foi muito usada na cobertura de torres (2), principalmente de igrejas. Também chamada abóbada de barrete de clérigo, abóbada de ângulo e abóbada de engras.

Abóbada em cúpula

Ver cúpula (1).

Abóbada em declive

Ver abóbada de declive.

Abóbada esconsa

Ver abóbada aviajada.

Abóbada esférica

Ver cúpula (1).

Abóbada espiral

Ver abóbada de caracol.

Abóbada extradorsada

Ver abóbada extradóssea.

Abóbada extradorsada horizontalmente

Ver abóbada extradóssea.

Abóbada extradóssea

Abóbada que tem como extradorso uma superfície plana, enquanto que o intradorso permanece uma superfície curva. Também chamada abóbada de nível, abóbada extradorsada e abóbada extadorsada horizontalmente.

Abóbada helicoidal

Ver abóbada de caracol.

Abóbada helicoide

Ver abóbada de caracol.

Abóbada mestra

1. Ver abóbada de berço. 2. A abóbada principal de um edifício.

Abóbada montante

Ver abóbada de declive.

Abóbada oblíqua

Ver abóbada aviajada.

Abóbada policêntrica
Abóbada cuja curvatura é determinada por mais de uma seção de círculo e com centros diversos, portanto tem o perfil de um arco policêntrico. A abóbada abatida é um tipo de abóbada policêntrica.
Abóbada rebaixada

Abóbada de berço cuja flecha (2) é menor que a metade da distância entre as impostas. É gerada da mesma maneira que uma abóbada de berço, porém a curvatura de sua superfície é menor do que um semicilindro, pois o arco que a gerou tem o centro abaixo da linha das impostas.Também chamada abóbada abaixada. Comparar com abóbada abatida.

Abóbada semicilíndrica

Ver abóbada de berço e abóbada de plena volta.

Abobadado

Relativo a abóbada, tal como uma cobertura (1) abobadada.

Abobadar

Fechar um espaço com uma abóbada.

Abobadela

Abóbada muito pequena.

Abobadilha
Pequena abóbada empregada, geralmente em série, como elemento estrutural para apoio do piso (1) de um pavimento (2) e que foi muito usada na construção (1) de sobrados (4). Foi muito empregada antes da introdução do concreto armado na construção (2). Era feita de tijolos ou ladrilhos cerâmicos colocados de chapa, e suas nascenças apoiavam-se quase sempre em vigas metálicas. Comumente tem a forma de uma pequena abóbada de berço. Atualmente é às vezes utilizada para possibilitar a redução da espessura da laje (2).
Abóbeda

Ant. Termo antigo para abóbada.

Abocadora

Ver seteira (1).

Absida

Ver abside.

Absidado

Que tem forma de abside (1), abobadado, arqueado.

Absidal

Relativo a abside (1) ou que tem forma de abside (1).

Abside

1. Construção com planta em forma de semicírculo, polígono ou lóbulos, coberta por meia abóbada ou semicúpula situada na parte posterior de igreja, capela ou basílica, geralmente atrás do altar-mor. As naves laterais e os transeptos também podem terminar em absides. 2. Nas basílicas (2) romanas antigas, recinto (1) semicircular de teto abobadado, situado na extremidade final da nave principal, construído em plano mais elevado, ocupado pelo juiz e seus assessores. 3. Espécie de êxedra (1) ou recinto (1) reservado ao clero, onde geralmente fica a cadeira episcopal. 4. Designação incorreta para capela-mor que, com o advento dos retábulos situados atrás dos altares, o emprego da planta semicircular do recinto (1) caiu em desuso para aqueles locais onde estão os altares-mores. 5. Capela (6) ou oratório (1) reservado, situado atrás do altar-mor. 6. Relicário cilíndrico com ossos de santos, exposto no altar. 7. Ant. Dossel sob o qual se expõe a custódia com a hóstia consagrada. Também chamada absida e ábsis em todas as acepções.

Absidíola

Diminutivo de abside (1). Pequena capela, nicho (1) ou abside secundária. As absidíolas rodeiam a abside propriamente dita de uma igreja. Em geral, internamente, é utilizada como capela.

Absidíolo

Ver absidíola.

Ábsis

Ver abside.

Absistério

Ver acistano.

Acabamento

1. Na obra, refere-se às tarefas de finalização e arremate final de todos os elementos constitutivos da edificação, no sentido amplo da técnica e da estética, com o fim de deixá-lo pronto para ocupação. Em geral, é o revestimento de paredes, pisos e tetos, colocação de peças relativas a instalações e equipamentos, e inclusão de elementos funcionais e decorativos. Frequentemente a qualidade de uma construção relaciona-se com o acabamento, quer seja na quantidade e qualidade dos elementos utilizados, quer na competência e cuidado na execução das tarefas. 2. Nos materiais, refere-se a algum tipo de textura, efeito ou aplicação de outro material, tal como levigado em granitos, acetinado em pinturas e pisos (4) cerâmicos, envernizado em madeira, acidado em vidro, etc.

Acanaladura

Ver canelura.

Acanalar

Colocar caneluras em um elemento, canelar.

Acanto

Ornato que é a principal característica do capitel coríntio. As folhas de acanto (Acanthus mollis) são de bonita forma, largas e recortadas. Foram usadas também no capitel compósito e nas artes românica, renascentista e barroca.

Acetinado

Acabamento (2) dado a um material ou superfície, para que tenha textura semelhante ao cetim (tecido de seda lustroso e macio). Possui um brilho suave, mais próximo do fosco que do polido ou do brilhante, ou seja, entre o semibrilho e o fosco. É comumente utilizado em pinturas de parede e de superfícies metálicas, assim como em pastilhas e pisos (4) cerâmicos. Às vezes é chamado fosco acetinado ou usada a expressão brilho acetinado.

Acidado

Acabamento (2) dado aos vidros com o objetivo de torná-lo opaco. Pode ser feito de forma artesanal ou industrial. O vidro é submetido a uma solução ácida que age no vidro de modo controlado, criando faixas, texturas, desenhos e letras, dando um aspecto translúcido.

Acistano
Mosteiro, especialmente de monjas. Também chamado absistério, acitano, acistério e acitério.
Acistério

Ver acistano.

Acitano

Ver acistano.

Acitério

Ver acistano.

Acoplamento

Colocação de duas colunas (2), ou semicolunas ou pilastras, a  grande proximidade entre si, formando pares. É comum as faces das bases (2) ou dos pedestais (2) praticamente se tocarem ou formarem um só volume.

Açoteia
Terraço (1) descoberto no topo (1) de um edifício, que substitui total ou parcialmente o telhado e é em geral ladrilhado. É comum sobretudo nas casas (1) do Algarve, em Portugal, e pode ter várias utilizações, desde aproveitamento de águas, secagem de frutos e como espaço de lazer. Elemento arquitetônico introduzido pelos árabes. Usualmente torres (1 e 2) e torreões (2) têm açoteias como cobertura (1). O termo é mais aplicado quando referido a prédios (1) antigos; nos mais recentes, é chamado terraço (1). Também chamado soteia e eirado.
Acrotério

1. Qualquer elemento decorativo no ponto mais elevado, ou cimo, de edifício.  2. Pequeno pedestal sem ornatos, geralmente colocado nas extremidades ou no cume do frontão; usado também para espaçar balaustradas, servindo de suporte para estátuas e vasos, entre outros ornamentos.

Ádito

1. Câmara (3) ou santuário (2, 3 e 4) secretos a que só tinham acesso os sacerdotes, nos templos antigos da Grécia. Pode ser uma subdivisão da nau, aberta para ela, ou uma câmara (3) isolada no centro da nau, ou um nicho (1) na parede posterior da nau. Também chamado ábato. 2. Por extensão, qualquer recanto (1 e 2) secreto, reservado. 3. Lugar de passagem, espaço que liga um lugar a outro; acesso, porta (1), portal (1).

Adro
Área na frente ou em volta de uma igreja, muitas vezes cercada por muro baixo, podendo ser plana ou escalonada. Por extensão, também pode designar as áreas em volta de uma construção (2). Pode ser chamado períbolo (2) e, mais raramente, átrio (6). Algumas vezes encontram-se implantados no adro edificações ou elementos construídos que fazem parte da igreja, como batistério (2), cemitério ou campanário.
Aduela

1. Pedra talhada ou tijolo seccionado, em forma de cunha (1), que compõe toda a volta de arco ou abóbada. É mais comum em elementos de cantaria. Também chamada cunha (2). 2. Peça (1), geralmente de madeira, fixa e vertical, voltada para a face interior do vão de portas e janelas, e onde articulam-se as folhas (2) das esquadrias, quando existentes; alizar (3). 3. Peça encurvada de madeira, que corresponde ao arco ou à arquivolta no coroamento de retábulos. 4. Na pré-fabricação, viga de concreto que é ligada a outras vigas, formando uma superfície. 5. O mesmo que caixão (3).

Aduela central

Aduela (1) que está no topo do arco ou da abóbada. Também chamada aduela de topo, pedra-chave, chave (1), fecho (1) ou verbo.

Aduela de arranque

Ver aduela de nascença.

Aduela de nascença

Primeira aduela (1) de arcos e abóbadas de tijolos ou pedras, que repousa diretamente sobre o pé-direito (2). Também chamada saimel, arranque, aduela de arranque, rumpante e seguintes de nascença.

Aduela de topo

Ver aduela central.

Adússia
Ant. 1. Espaço compreendido pelo arco cruzeiro (2) e a capela-mor. Também chamada dússia. Comparar com ousia, oussia e ussia. 2. Cadeira de espaldar (1) alto.
Afestoar

Ver afestonar.

Afestonar

Ornar com festões; festonar, afestoar, festoar.

Água
1. Substância líquida incolor, insípida e inodora natural, essencial à vida e de larga aplicação na arquitetura por constituir a base de preparo de vários materiais, conglomerados, tintas, cimento, concreto, argamassa etc. empregados na construção (2). Também torna-se elemento decorativo quando usada em tanques, piscinas, espelhos d'água, cascatas etc. 2. Ver água de telhado.
Água de telhado
Superfície geralmente plana e inclinada, usada como cobertura (1) de uma edificação, que vai do espigão (4) ao beiral, sobre a qual escoam as águas pluviais numa única direção. Sua inclinação depende do elemento e do material utilizado na cobertura, condições climáticas do local e do partido arquitetônico adotado. Comumente designa-se o telhado pelo número de planos inclinados que possui, podendo ser de duas águas, quatro águas etc. Mais de quatro águas dão ao telhado designações diferentes. Também chamado água (2), pano de telhado, pano, vertente de telhado, vertente (1) e, no estado de Sergipe, nordeste do Brasil, corte de telhado.
Água-furtada

Espaço compreendido entre a cobertura (1) do telhado e o teto do último pavimento (2) da edificação, provido de abertura para o exterior através da própria cobertura e geralmente é aproveitado como cômodo habitável, embora seja pouco recomendável para construções localizadas em áreas de clima mais quente. A abertura para o exterior é chamada trapeira (1), que também pode designar a própria água-furtada. Também chamada mansarda quando possui telhado de mansarda. Às vezes chamada sótão, quando usada apenas como depósito ou para arejar o desvão do telhado. Comparar com camarinha (1).

Agulha
1. Arremate de forma cônica ou piramidal de seção quadrangular, hexagonal ou octogonal, de pequena base e grande altura, que lhe dá um aspecto comprido e delgado. É colocada no ponto mais alto de um edifício, de um campanário ou de uma torre, principalmente de igreja. Pode ser de pedra, metal ou madeira. Também chamada pináculo, amortido, flecha (1), flecha de campanário e grimpa (1). [ENG] Spire 2. Na taipa-de-pilão, pequena peça de madeira, de forma cilíndrica, disposta horizontalmente, com orifícios nas suas extremidades e que suportava as duas tábuas paralelas do taipal. Nos seus dois orifícios eram encaixados os sarrafos ou pontais (1), que garantiam a verticalidade da parede. Quando colocada na parte de cima do taipal é chamada agulha superior ou cangalha (1) de cima; e na parte de baixo, agulha inferior ou cangalha de baixo. 3. Monumento em forma alongada; obelisco. 4. Haste de ferro cilíndrica, usualmente com cerca de 2 m de comprimento, com uma de suas extremidades dotada de ponta aguçada e provida de farpas, que se introduz no chão, por meio de bate-estaca, para que seja avaliada a resistência do solo à compressão. É o tipo de sonda mais elementar, usada em sondagem rápida em terrenos pouco consistentes. Permite conhecer sem precisão a natureza do solo pelos fragmentos que ficam aderentes às farpas.
Ajuntoira

Ver ajuntoura.

Ajuntoura

Pedra que atravessa uma parede em toda a sua espessura, tornando-se saliente, ultrapassando o paramento (2), e serve como elemento de amarração entre alvenarias contíguas, fazendo parte de um sistema construtivo usado em construções antigas. Também chamada ajuntoira, juntoira, juntoiro, juntora, juntoura e juntouro.

Ajuntourado

Parede, muro ou mureta que possuem ajuntouras.

Ala

Parte do edifício que constitui prolongamento do corpo principal. Diz-se ala direita ou ala esquerda em relação ao próprio edifício, com o observador de costas para o edifício, e não em relação à pessoa que o observa de frente.

Alarife

Termo antigo que podia designar o arquiteto, o construtor ou o mestre-de-obras.

Alçado

Desenho em projeção vertical da fachada de um edifício ou parte deste. O termo é comumente aplicado quando refere-se a fachadas de construções antigas. Atualmente, nos projetos arquitetônicos, o alçado de fachada é comumente chamado de fachada ou elevação; e o alçado de partes do edifício, vista.

Alcova

(pr. ô) 1. No Brasil, dormitório (1) situado no interior de uma residência, sem janelas ou portas para o exterior. Em geral é insalubre pela dificuldade de renovação de ar. Nas construções mais importantes do século XIX as alcovas eram iluminadas, durante o dia, por portas envidraçadas que davam acesso a cômodos com luz direta. Em certos casos, a alcova conseguia iluminação e ventilação através de porta com bandeira (1) envidraçada ou sem vidro, que dava acesso a cômodos iluminados e ventilados, tais como a sala de jantar e a antealcova. 2. Por extensão, modernamente passou a designar pequeno dormitório. 3. Antigamente, tabernáculo, ermida ou pequena edificação levantada em memória de pessoa importante.

Aldeamento

Ver aldeia (2).

Aldeia
1. Pequena povoação, menor do que vila (2); povoação rural. 2. No Brasil, povoação habitada apenas por índios; maloca (1), aldeamento. 3. No estado do Rio Grande do Sul, Brasil, grupo de casas (1) humildes de construção (1) barata, geralmente perto de quartéis e acampamentos, onde vivem as famílias dos soldados. 4. No estado da Bahia, Brasil, nos candomblés de caboclo, ou que por eles são influenciados, o terreiro (7) e o conjunto de pessoas que ali se reúnem.
Aldeola

Pequena aldeia (1); aldeota.

Aldeota

Ver aldeola.

Aldraba
1. Pequena peça de metal de formato variável, geralmente em forma de argola (2), mão, carranca etc., afixada na parte exterior da folha (2) da porta (2) para se bater a ela, ou para ajudar a cerrá-la.  Também chamada batente (4). 2. Pequena tranca metálica para fechar a porta, com dispositivo por fora para abrir e fechar; ferrolho. 3. Tranca usada para escorar portas (2) e janelas.
Aldrabagata
Aldrabagate

Ver aldrabagato.

Aldrabagato
Espécie de pequena aldraba (2), onde uma barrinha de ferro desliza através de um suporte e uma das extremidades entra numa argola ou encaixe.
Aldrava

Ver aldraba.

Aleta

1. Pequena ala. 2. Cada uma das faces de um pé-direito, ou membro, comum a dois arcos, voltadas para o vão (3). Neste caso também chamada alheta (2). 3. Elemento arquitetônico, curva (1), contracurva ou voluta com a qual se atenuava a dureza dos ângulos retos formados por dois corpos ou andares de altura desigual. Recurso muito utilizado no século XVII, principalmente no barroco brasileiro.

Algeroz

1. Condutor de águas pluviais, embutido no interior das paredes, substituto das incômodas gárgulas que despejavam água sobre os transeuntes. 2. Parte saliente para desviar as águas que caem do telhado na parede que o sustenta, geralmente constituída por duas fiadas de telhas sobrepostas, engastadas no alto das paredes. Ver beira-sobeira.

Alheta

1. Reentrância horizontal deixada entre a pedra e a alvenaria nos paramentos (1) dos edifícios. 2. O mesmo que aleta (2).

Alhete

Pequeno canal aberto no peitoril da janela, ou no piso (1) da calçada, para favorecer o escoamento de águas pluviais.

Aliaxé

Ver camarinha (3)

Alizar

1. Faixa estreita, em geral uma régua (2) de madeira fixa disposta horizontalmente ao longo de paredes internas, na altura do encosto das cadeiras, a cerca de 1,00 m de altura. Também chamado guarda-cadeira e rodameio. 2. Faixa revestida de azulejos decorados, ladrilhos, mármore ou madeira, na parte inferior das paredes internas, geralmente até a altura de 1,50 m a 1,80 m, usada para sua proteção ou ornamentação. Também chamada lambri, principalmente quando o revestimento vai até o teto. É mais frequente o termo no plural: alizares. 3. Peça (1), em geral, de madeira, disposta verticalmente, voltada para a face interna dos vãos (2) e onde se articulam as folhas das esquadrias. Também chamado aduela (2). 4. Em alguns lugares, como no Rio de Janeiro, Brasil, régua (2) de madeira disposta verticalmente para cobrir a junta entre a superfície da parede e a ombreira de portas ou janelas. Também chamado guarnição (2).

Altar
Nas igrejas, mesa de pedra ou madeira, elevada e quadrilonga, em que o sacerdote celebra os ritos religiosos. Alguns antiquários distinguem altar e ara, este último reservado aos pagãos. O altar dos cristãos tem sempre a forma de mesa, porque em uma ceia é que foi instituído por Jesus Cristo o sacrifício a ele destinado.  A trípode portátil era uma espécie de altar, e, segundo parece, a primeira de que os gregos costumavam servir-se. Os altares portáteis estavam em uso entre os romanos, e algumas vezes o altar entre estes era, como entre os hebreus, um monumento votivo, levantado no campo, ou em qualquer parte, em memória de algum sucesso extraordinário, atribuído à proteção especial da divindade.
Altar-mor

Altar principal de uma igreja, localizado em ponto oposto à porta de entrada, na capela-mor

Alto-relevo
Relevo esculpido ou fundido sobre um elemento de construção, em que os motivos representados ressaltam-se inteiramente ou quase que inteiramente da superfície em que se encontram, como que estivessem somente pregados ao fundo. Em geral, considera-se alto-relevo quando a saliência ultrapassa dois terços da sua profundidade real. Comparar com baixo-relevo, meio-relevo e relevo gravado.
Alvará de utilização

Ver habite-se.

Alvenaria

1. Elemento maciço e compacto resultante de blocos justapostos unidos ou não com argamassa. Pode ser composta por pedras, tijolos, adobes, blocos de cerâmica, blocos de concreto, etc., com o fim de construir paredes, muros ou alicerces. Cada uma das fileiras horizontais de alvenaria é chamada fiada. A linha formada pela união de seus elementos componentes é chamada junta. 2. Arte ou mister do pedreiro ou alvanel, que consiste em dispor pedras, tijolos ou blocos com argamassa ou não, segundo projeto arquitetônico. 3. O mesmo que alvenaria de tijolo.

Alvenaria de pedra seca

Alvenaria  formada por pedras de diversos tamanhos, arrumadas umas sobre as outras, sem utilização de um material ligante, tal como argamassa, e calçadas com lascas da mesma pedra. As pedras são grandes, achatadas e com faces planas. Deve constituir paredes ou muros com espessuras pelo menos igual a 1/5 da sua altura. Foi muito utilizada nas construções antigas, e ainda hoje usa-se em muros de arrimo, onde a permeabilidade é indispensável. Também chamada alvenaria seca, alvenaria insossa, parede insossa e muro insosso.

Alvenaria de tijolo

Alvenaria constituída por tijolos dispostos a prumo e ligados por argamassa. É o tipo de alvenaria utilizado mais amplamente, principalmente na execução de paredes. Também chamada simplesmente alvenaria.

Alvenaria insossa

Ver alvenaria de pedra seca.

Alvenaria seca

Ver alvenaria de pedra seca.

Amarração

1. Disposição de elementos construtivos, tais como tijolos, pedras ou blocos, de modo a obter uma junção eficaz entre eles e formarem um conjunto sólido e estável. O termo é mais comumente empregado para alvenaria. Para que seja conseguida uma boa amarração existem várias maneiras de serem colocados os elementos construtivos. Tais maneiras são chamadas aparelhos (1). 2. Ligação entre elementos construtivos através de pequenas peças (1) com o objetivo de dar melhor solidez e estabilidade ao conjunto.

Amazonomaquia

Representação da luta das amazonas com os gregos. Faz parte da representação das lutas míticas nas métopas, frisos e frontões do Partenon. A amazonomaquia está situada no lado ocidental. A centauromaquia no lado sul, a gigantomaquia no lado oriental e, no lado norte, cenas do saque de Troia.

Amortido

Termo antigo para pináculo.

Anáglifo

Obra gravada a cinzel em baixo-relevo.

Andar

Ver piso (2); qualquer pavimento (2) de uma edificação.

Ândito

1. Passagem estreita e elevada para pedestres ao longo das pontes, cais, túneis e mesmo ruas. 2. Espaço reservado para se andar à volta de alguma coisa, especialmente prédios (1) e monumentos. 3. Caminho estreito.

Anel

Moldura chata, de perfil reto e fino, colocada como elo entre duas partes separadas do fuste da coluna, com função estrutural e decorativa. Típico do estilo românico tardio e do gótico primitivo.

Anfiprostilo
Templo (1) que apresenta colunas (1) nas fachadas anterior e posterior. Comparar com prostilo.
Angular
1. Relativo a ângulo ou elemento que se situa em um ângulo. 2. O mesmo que pilastra angular.
Ângulo
1. Em geometria, figura formada por duas semirretas com a mesma origem, ou por dois semiplanos a partir de uma aresta comum. 2. Canto, esquina (2 e 3), aresta (1).
Anta
1. Nos templos gregos, cada uma das pilastras levantadas, ou salientes na face das paredes. Modernamente, pilastras angulares dos edifícios; os cunhais (2), em geral, de cantaria. Também chamada angular (2). 2. Monte de terra usado como marco (1) ou baliza. 3. Ver dólmen.
Antealcova

Cômodo, geralmente com iluminação direta, que antecede a alcova (1).

Antecâmara

1. Cômodo que antecede a outro. Pequeno compartimento que antecede outro de maiores dimensões e com uma função definida, tal como o espaço que antecede sanitários, em prédios públicos e comerciais. Nas antigas construções funcionava muitas vezes como sala de espera, nesse caso também chamada antessala. Nos grandes palácios (1), é o cômodo em que os criados esperam as pessoas antes de serem admitidas à sala, havendo às vezes duas dessas casas (2); diz-se primeira antecâmara e segunda antecâmara. 2. Antigamente referia-se com mais precisão ao compartimento situado antes do dormitório (1). O mesmo que antealcova.

Antecoluna
Coluna (1) na fachada principal do edifício, isolada das outras, não unida a algum corpo (2) em toda a sua circunferência.
Antefixo
Ornamento usado pelos arquitetos antigos, da forma de uma pequena palma, ou de uma cabeça, ou máscara de leão, aplicado nas extremidades dos telhados, para encobrir, ou mascarar os lugares vazios.
Anteigreja

Ver nártex.

Anteporta
1. Folha (2) da porta (1) que precede a outra em um mesmo vão. Porta dobrada, segunda porta ou porta anterior a outra, considerada principal. Antigas construções do século XIX possuíam, no mesmo vão, porta externa constituída por anteporta de veneziana abrindo para fora e porta interna de vidraça abrindo para dentro. 2. Espaço imediatamente anterior à porta. 3. Reposteiro ou cortina.
Antessala

O mesmo que antecâmara (1). Nas antigas construções de maior porte, sala (1) de pequenas dimensões que antecede a sala principal, e que, em geral, funcionava como sala de espera, permitindo maior privacidade, sendo aí recebidas as pessoas que não tinham intimidade com os moradores.

Ânulo

1. No capitel dórico, filete (1) que forma um anel ao longo da parte inferior do equino. São três ao todo e de mesma altura. Os seus diâmetros são decrescentes; o maior em cima e o menor embaixo. 2. Filete (1) colocado por sob o bocel (1) da cornija (2) do capitel jônico.

Aparelhar

1. Genericamente, dispor convenientemente, preparar, organizar, arranjar.  Ver aparelho (1 e 2). 2. Enfeitar, ornar, adornar. 3. Desbastar, lavrar, aplainar madeira ou pedra para obra; paramentar (1).

Aparelho

1. Disposição ou maneira de assentar as pedras ou os tijolos na construção de paredes, arcos ou cúpulas (1), com objetivo de obter boa amarração. Nas alvenarias, as fileiras horizontais de pedras ou tijolos são chamdas fiadas e as fileiras verticais, prumadas. Nos arcos e abóbadas, as pedras ou tijolos são chamados aduelas. O encontro dos materiais é chamado junta. As juntas verticais são quase sempre desencontradas. Existem vários tipos de aparelho que formam alvenarias, e caracterizam épocas e regiões. 2. Primeira mão (1) de tinta a óleo, tinta-base ou cal sobre as superfícies de alvenarias ou peças (1) de madeira ou ferro, preparando-as para a pintura definitiva. Também chamado apresto. 3. Aparelho sanitário (1). 4. Latrina (1).

Aparelho sanitário

1. Cada uma das peças (1) do equipamento dos banheiros, lavabos (2), etc., tais como a pia, a banheira, o chuveiro, o bidê, a bacia sanitária, com os respectivos acessórios; louça sanitária. 2. Aposento (1) dotado do conjunto, ou de parte, de tais peças; banheiro.

Apartamento

Partição de um edifício em espaços individualizados, cada um deles sendo uma unidade de moradia em prédios de habitação coletiva, ou uma unidade comercial, em prédios para escritórios. O termo é mais comumente usado para referir-se a uma residência.

Apartamento conjugado

Apartamento que possui um banheiro e um cômodo único, multifuncional, que serve de quarto (1) e sala (1), com uma pequena copa-cozinha integrada à sala, separada por um balcão (2 ou 3); ver cozinha americana. Anexa à cozinha geralmente há uma pequena área de serviço. Às vezes, embora mantenha-se a designação devido às dimensões reduzidas do apartamento, o quarto e a copa-cozinha são independentes, separados da sala por paredes. Também chamado conjugado, quarto e sala, quitinete e kitchenette.

Ápice

Extremo superior, cimo, topo, ponta de um elemento. Ver cume (1), vértice.

Apicoado

Acabamento (2) dado às pedras, principalmente o granito, que resulta em uma superfície antiderrapante. O apicoamento é um processo manual ou mecânico que utiliza o picão, ferramenta própria para desgastar pedras, através de impactos. Confere um aspecto furadinho ou poroso de textura uniforme. Aconselhado para áreas externas.

Apófige

Na coluna jônica, modelagem côncava, menor que um quarto de círculo, que faz concordância ou transição, por toda a volta, entre o pé do fuste e a base, ou entre a parte superior do fuste e o capitel; apófise.

Apófise
Ver apófige.
Aposento

1. Compartimento, cômodo de uma casa (1), especialmente o quarto de dormir. É mais usado no plural. 2. Local onde se mora, casa (1) , residência, habitação. É pouco usado neste sentido.

Apresto

Ver aparelho (2).

Ara
Entre os pagãos, espécie de mesa, quase sempre de pedra quadrada, redonda ou triangular, muito mais baixa que o altar dos cristãos, em que os pagãos queimavam incenso e faziam sacrifícios à divindade. Entre os cristãos, mesa, bancada sobre a qual se colocam o cálice e a hóstia, nas cerimônias religiosas. Também chamada altar.
Arcada
1. Série de arcos contíguos ao longo de um mesmo paramento (2). Comumente é usada em fachadas. 2. Passagem ou galeria (1) que possui pelo menos ao longo de um dos seus lados uma série de arcos contíguos. É comumente usada em pátios internos. 3. Conjunto de arcos em sequência e em alinhamento em um mesmo ambiente, geralmente formando uma galeria (1). 4. Atribuição dada a qualquer vão (1 e 2), geralmente de portas e janelas, em forma de arco. 5. Duas ou mais abóbadas arqueadas e em sequência formando um espaço. Nos sentidos 1, 2 e 3, também chamada arcaria.
Arcadura

1. Curvatura, arqueadura. 2. Elemento de construção de forma curva.

Arcaria

O mesmo que arcada (1, 2 e 3).

Arcatura

Arcos fingidos (1), formando saliências nos paramentos (2). Comumente é usada na ornamentação de fachadas.

Archete

pr. chê 1. Ver arco de escarção. 2. Ver contrapadieira.  3. Ornato em forma de arco (2). Também chamado arquete (1, 2 e 3).

Arciforme

Que tem forma de arco.

Arco
1. Elemento estrutural curvo que cobre um vão (3), entre dois apoios tais como paredes, ombreiras ou pés-direitos (2). Originalmente usado para suportar o peso da parede sobre o vão, atualmente possui frequentemente função decorativa. Distingue-se da abóbada por ter profundidade bem menor. Comumente é de alvenaria (1), metálico ou de concreto armado. Linhas e planos que compõem o arco recebem denominações especiais, muitas vezes iguais às correspondentes na abóbada. A superfície externa do arco é o extradorso e a interna o intradorso. A superfície onde começa a curvatura do arco chama-se nascença. O plano que passa pelas nascenças é chamado plano das impostas. A distância entre o plano das impostas e o ponto mais alto do intradorso é a flecha (2). A distância entre o extradorso e o intradorso chama-se altura e a linha média entre o extradorso e o intradorso é chamada comprimento do arco. Quando feito de pedras ou tijolos, o conjunto formado pelas dimensões, disposições e pelo ajustamento do material chama-se aparelho (1). As pedras ou tijolos componentes do arco chamam-se aduelas. As aduelas que se apoiam diretamente nas nascenças chamam-se saiméis; a aduela situada no topo do arco é o fecho (1) ou chave (1); e as aduelas que ladeiam o fecho são os contrafechos. As aduelas são separadas por juntas (1) dispostas no sentido normal aos esforços gerados no arco. Os arcos possuem muitas variantes na sua forma e recebem nomes específicos. 2. Na geometria, segmento de uma circunferência ou uma curva (1).
Arco abatido

Arco formado por círculos de centros e raios diferentes entre si. Sua flecha (2) é menor que a metade de sua corda, ou seja, a distância entre seus pontos de origem no plano das impostas. Quanto mais rebaixado, mais curvas e centros possui. Tem aspecto de um arco semielíptico e são mais comuns os de 3, 5 e 7 centros. No Brasil, foi usado nos vãos (2) de esquadrias (1) em construções influenciadas pelo romantismo em finais do século XIX. Também chamado arco em asa de cesto, arco de carpanel, arco de sarapanel, arco policêntrico, arco de volta abatida, arco de geração, carpanel e sarapanel. Comparar com arco rebaixado.

Arco abatido falso
Arco (1) que se curva em pequeno quadrante, próximo às impostas e depois vence o vão (3) de forma reta, à maneira de um arco adintelado. Também chamado arco pseudoabatido.
Arco abaulado

Ver arco rebaixado.

Arco acairelado
Arco (1) que tem o intradorso adornado com recortes em arqueaduras (2), criando ornato em forma de pequenos lóbulos, chamados cairéis. Também chamado arco angrelado.
Arco achatado

Ver arco adintelado.

Arco adintelado

Arco que possui o seu intradorso plano e horizontal. Na realidade é uma verga formada por várias aduelas (1). Também chamado arco achatado, arco degenerado, arco degenerado em linha reta, arco em nível e arco plano.

Arco alteado
Arco apontado
Arco (1) que tem um ponto de quebra no topo, portanto sem concordância entre suas duas curvaturas. É um tipo de arco quebrado. São exemplos o arco ogival, o arco lanceolado e o arco mourisco apontado, entre outros.
Arco árabe

Ver arco mourisco.

Arco ascendente

Ver arco aviajado.

Arco aviajado

Arco apoiado sobre pés-direitos (2) com alturas desiguais, portanto suas nascenças estão em planos horizontais diferentes. Também chamado arco ascendente, arco em rampa, arco obliquo, arco rampante e arco esconso.

Arco bizantino

Ver arco mourisco.

Arco califal
Tipo de arco mourisco em que o seu centro está perpendicularmente acima da linha das impostas, à distância correspondente a metade do raio. Também chamado arco de ferradura califal, arco de ferradura islâmico, arco islâmico e arco islâmico califal. Comparar com arco de ferradura e arco visigodo.
Arco canopial

Ver arco conopial.

Arco capaz

Ver arco mourisco.

Arco catenário

Arco (1) que tem a forma de uma catenária.

Arco cego
Arco que não ladeia uma passagem ou abertura e cujo vão (3) é tapado e geralmente surge como relevo em uma parede. Também chamado arco cheio.
Arco cheio

Arco cujo vão (3) é preenchido, não havendo portanto a abertura. O vão pode ou não ser preenchido com o mesmo material com que é feito. Também chamado arco cego.

Arco circular
Arco (1) constituído de um ou mais segmentos de círculo de forma contínua, com concordância, sem qualquer ponto de quebra, tais como arco pleno, arco abatido, arco rebaixado, arco mourisco etc. Comparar com arco não circular e arco quebrado.
Arco conopial
Arco formado, no mínimo, por quatro segmentos de arco de círculo, com dois centros em cima e dois embaixo, que geram duas curvas convexas em baixo que se prolongam para o vértice do arco em duas curvas côncavas. As curvas e contracurvas lhe dão um aspecto ondulado. Está muito relacionado com o estilo gótico flamejante e a arte manuelina. Também chamado arco canopial, arco contracurvado, arco conupial, arco de carena, arco de querena, arco de colchete, arco flamejante e arco infletido (1). [ENG] Ogee arch
Arco contracurvado

Ver arco conopial.

Arco conupial

Ver arco conopial.

Arco cruzeiro
1. Arco situado diagonalmente no intradorso de uma abóbada de aresta. Também chamado arco de encontro. 2. Nas igrejas, arco que separa a nave, ou o transepto, da capela-mor ou do coro (2), situando-se no cruzeiro (2), transversalmente ao eixo principal da construção. Pode ter uma trave  (1 e 2) unindo as aduelas de arranque.
Arco de abóbada
Arco (1) que é formado no local onde uma abóbada intercepta uma parede. Comparar com arco de penetração.
Arco de alívio

Ver arco de escarção.

Arco de carena

Ver arco conopial.

Arco de carpanel

Ver arco abatido; carpanel.

Arco de cinco centros

Ver arco abatido.

Arco de círculo redondo

Ver arco pleno.

Arco de colchete

Ver arco conopial.

Arco de cruzeiro

Ver arco cruzeiro.

Arco de descarga

Ver arco de escarção.

Arco de encontro

Ver arco cruzeiro (1).

Arco de escarção

Arco cheio, geralmente de tijolos e embutido na parede, que serve de estrutura suplementar a outro arco ou a uma verga, que pela sua forma torna-se insuficiente para suportar as cargas concentradas sobre a envasadura (1). Usado quando se deseja uma verga de alvenaria muito abatida ou mesmo reta, e por isso capaz de receber somente cargas pequenas. Antigamente era usado quando se pretendia vencer um grande vão (2). O arco de escarção situa-se acima do outro arco ou da verga e apoiava-se nos pés-direitos (1) ou encontros (2) recebendo e isolando as solicitações verticais. Tornou-se um elemento construtivo desnecessário com o uso do concreto armado nas vergas das construções. Também chamado arco de descarga, arco de alívio, arco de ressalva, sobrearco (1), archete (2), arquete (1) e enxalço (2).

Arco de ferradura

Tipo de arco mourisco em que o seu centro está perpendicularmente acima da linha das impostas, à distância correspondente a dois terços do raio. Comparar com arco califal e arco visigodo.

Arco de ferradura apontado

Arco de ferradura com um ponto de quebra na sua parte superior central. Ver arco mourisco apontado.

Arco de ferradura califal

Tipo de arco mourisco. Ver arco califal.

Arco de ferradura islâmico

Tipo de arco mourisco. Ver arco califal.

Arco de ferradura peraltado

Arco de ferradura em que a curva (1) começa a uma certa distância acima das impostas.

Arco de ferradura visigótico

Ver arco mourisco.

Arco de geração

Ver arco abatido.

Arco de meio-ponto

Ver arco pleno.

Arco de penetração
Arco resultante da intersecção entre duas abóbadas de berço. Comparar com arco de abóbada.
Arco de pés desiguais

Ver arco aviajado.

Arco de plena volta

Ver arco pleno.

Arco de pleno centro

Ver arco pleno.

Arco de pleno cimbre

Ver arco pleno.

Arco de pleno cintro

Ver arco pleno.

Arco de quadrante
Arco aviajado em forma de quarto de círculo. Configura-se a metade de um arco semicircular tomado desde o fecho (1).
Arco de quarto de círculo

Ver arco de quadrante.

Arco de quatro centros

Ver arco abatido.

Arco de querena

Ver arco conopial.

Arco de ressalva

Ver arco de escarção.

Arco de sarapanel

Ver arco abatido; sarapanel.

Arco de três centros

Ver arco abatido.

Arco de volta abatida

Ver arco abatido.

Arco de volta inteira

Ver arco pleno.

Arco de volta perfeita

Ver arco pleno.

Arco de volta redonda

Ver arco pleno.

Arco degenerado

Ver arco adintelado.

Arco degenerado em linha reta

Ver arco adintelado.

Arco deprimido
Arco formado por dois quartos de círculo, um em cada nascença, e por uma reta horizontal, ou uma curva muito suave, na parte superior.
Arco elíptico
Arco composto por um segmento de elipse. Pode ser um arco semielíptico se o segmento for meia elipse, mas também pode ser um segmento menor, deixando-o com o aspecto de um arco abatido.
Arco em asa de cesto

Ver arco abatido.

Arco em balanço

Ver arco misulado.

Arco em catenária

Ver arco catenário.

Arco em ferradura

Tipo de arco mourisco. Ver arco de ferradura.

Arco em nível

Ver arco adintelado.

Arco em rampa

Ver arco aviajado.

Arco em trifólio

Ver arco trilobado.

Arco esconso

Ver arco aviajado.

Arco falso

Ver arco misulado.

Arco flamejante

Ver arco conopial.

Arco gótico inglês

Ver arco tudor.

Arco infletido

1. Ver arco conopial. 2. Ver arco invertido.

Arco interrompido

Ver arco partido.

Arco invertido

Arco (1) que se constrói nas fundações, com o objetivo de descarregar pontos de apoio sobrecarregados. Também chamado arco infletido (2).

Arco islâmico

Tipo de arco mourisco; ver arco califal.

Arco islâmico califal

Tipo de arco mourisco; ver arco califal.

Arco joanino
Arco (1) formado alternadamente por segmentos côncavos e convexos. Próximos às impostas os segmentos de círculos são invertidos, isto é, côncavos, e são complementados por um segmento convexo de círculo na parte superior.
Arco lanceolado
Arco ogival cujos segmentos de círculo possuem seus centros acima da linha das impostas, assemelhando-se à ponta de uma lança. Também chamado de arco de ferradura apontado, arco mourisco apontado e arco túmido.
Arco maia

Ver arco misulado.

Arco mistilíneo

Arco (1) composto de linhas retas e curvas.

Arco misulado
Falso arco (1) construído através de balanços sucessivos em cada lado de uma abertura até o encontro destes em um ponto intermediário, no qual é colocada uma pedra de remate para completar a obra. É possível suavizar o contorno escalonado, mas não se tem nenhuma ação de arco, com distribuição de carga, pois os elementos que o constituem não são cunhas (2) e portanto não estão dispostos de forma radial. Também chamado arco falso, arco em balanço, arco maia e pseudoarco.
Arco mourisco

Arco (1) formado por um segmento de círculo cujo centro está acima da linha das impostas, fazendo com que a curvatura ultrapasse a semicircunferência, medindo mais que 180°. No Brasil, foi utilizado em edificações ecléticas no início do século XX influenciadas pelo estilo mourisco. O termo arco mourisco é abrangente e representa várias outras denominações: arco árabe, arco bizantino, arco capaz, arco revindo, arco ultracircular, arco ultrapassado e arco ultrassemicircular. Possui algumas variações, que recebem nomes específicos: arco califal, arco de ferradura, arco de ferradura califal, arco de ferradura islâmico, arco de ferradura visigótico, arco em ferradura, arco islâmico, arco islâmico califal, arco visigodo e arco visigótico. O arco mourisco é característico da arquitetura árabe da Espanha e do norte da África. Na arquitetura islâmica, além do arco mourisco, foram utilizados nos vãos (2 e 3) os arcos tudor, otomano e mitral.

Arco mourisco apontado
Arco (1) semelhante ao arco mourisco, mas a sua curvatura não é contínua, formando um ponto de quebra na sua parte superior central. Também chamado arco de ferradura apontado e arco túmido. Quando o ponto de quebra é mais pronunciado, também é chamado arco lanceolado, pois assemelha-se à extremidade de uma lança.
Arco não circular
Qualquer arco (1) que não seja arco circular, tal como arco elíptico, arco parabólico, arco catenário; ou que tenha pontos de quebra, tais como arco gótico, arco otomano, arco polilobado etc.
Arco oblíquo

Ver arco aviajado.

Arco otomano
Arco (1) amplamente usado na arquitetura islâmica, principalmente na cultura pérsica, constituído por quatro seções de círculo. Nas impostas forma uma curva próxima a um oitavo de círculo e depois o arco é completado com duas curvas suaves, que se encontram no vértice. O arco otomano é um tipo de arco apontado de quatro centros, mais alto que o arco tudor, o qual tem aparência abatida.
Arco parabólico

Arco (1) que tem a forma de uma parábola.

Arco partido
Arco (1) aberto, que tem descontinuidade na sua curvatura, geralmente no topo e no centro, que é omitido e substituído por um ornato. Usado no coroamento (2) de elementos ornamentados, por exemplo, em portadas (1). É também chamado arco rompido e arco interrompido.
Arco peraltado

Qualquer arco (1), geralmente o arco pleno, em que a curva (1) começa a uma certa distância perpendicularmente acima das impostas, portanto a flecha (2) é maior do que o raio ou a semiluz do arco (1). O centro do arco também está situado acima da linha das impostas, no mesmo nível de sua nascença. O arco é ampliado para cima mediante a inclusão de aduelas (1) colocadas sobre as impostas. Também chamado arco alteado e arco sobrelevado. Quando o peralte é claramente pronunciado, recebe o nome de arco peraltado realçado, característico da arte pré-românica, concretamente da arte asturiana. Há casos em que a curva (1) do arco (1) ultrapassa o semicírculo, isto é, vai além da prumada (1) do pé-direito (2), com o centro do arco situado acima das impostas, sendo denominado arco de ferradura peraltado. Comparar com arco rebaixado.

Arco peraltado realçado

Arco peraltado cujo peralte retilíneo é bem pronunciado, característico da arte asturiana.

Arco plano

Ver arco adintelado.

Arco pleno

Arco formado por uma semicircunferência, sendo portanto a sua flecha (2) igual ao seu raio. Também chamado arco de círculo redondo, arco de meio-ponto, arco de plena volta, arco de pleno centro, arco de pleno cintro, arco de pleno cimbre, arco de volta inteira, arco de volta perfeita, arco de volta redonda, arco redondo, arco românico, arco romano e arco semicircular.

Arco pleno falso

Ver arco rebaixado.

Arco policêntrico

Ver arco abatido.

Arco polilobado

Arco (1) formado por vários segmentos de círculo, ou polilóbulos.

Arco polilobulado

Ver arco polilobado.

Arco pseudoabatido

Ver arco abatido falso.

Arco quebrado
Qualquer arco (1) que tem pelo menos um ponto de quebra, não sendo contínua a sua curvatura. Às vezes também chamado arco apontado. É um tipo de arco não circular. Comparar com arco partido e arco circular.
Arco rampante

Ver arco aviajado.

Arco rebaixado
Arco formado por um segmento de círculo cujo centro está abaixo da linha das impostas. Foi muito usado na arquitetura colonial brasileira a partir de meados do século XVII. Também chamado arco abaulado e arco pleno falso. Comparar com arco abatido e arco peraltado.
Arco redondo

Ver arco pleno.

Arco reto

Arco em que a reta que une os arranques é perpendicular à flecha (2).

Arco revindo

Ver arco mourisco.

Arco românico

Ver arco pleno.

Arco romano

Ver arco pleno.

Arco rompido

Ver arco partido.

Arco semicircular

Ver arco pleno.

Arco semielíptico

Arco que se curva em metade de uma elipse. Comparar com arco elíptico e arco abatido.

Arco sobrelevado

Ver arco peraltado.

Arco trifoliado

Ver arco trilobado.

Arco trilobado

Arco (1) formado por três segmentos de círculo, compondo um perfil semelhante a um trevo. No Brasil, foi usado em edificações ecléticas do início do século XX, influenciadas pelo estilo mourisco. Também chamado arco em trifólio, arco trifoliado e arco trilobulado.

Arco trilobulado

Ver arco trilobado.

Arco tudor

Arco (1) característico do gótico inglês tardio, constituído por quatro seções de círculo. Nas impostas forma uma curva próxima a um quinto de círculo e depois o arco é completado com duas curvas suaves, quase retas, que se encontram no vértice. É um tipo de arco apontado de quatro centros. Também chamado arco gótico inglês. Comparar com arco otomano.

Arco túmido

Ver arco mourisco apontado.

Arco ultracircular

Ver arco mourisco.

Arco ultrapassado

Ver arco mourisco.

Arco ultrassemicircular

Ver arco mourisco.

Arco visigodo

Tipo de arco mourisco em que o seu centro está perpendicularmente acima da linha das impostas, à distância correspondente a um terço do raio. Comparar com arco califal e arco de ferradura.

Arco visigótico
Arcobotante

Elemento em forma de arco aviajado situado entre a parede externa da edificação e um contraforte (1) chamado botaréu. Sua função é tranferir os esforços de empuxo lateral da cobertura ou da abóboda para o botaréu. Pode ser simples ou duplo, um acima do outro.  É peça característica da arquitetura gótica, que pode ter duas fileiras de arcobotantes, paralelas entre si, que proporcionam grandes vãos nas igrejas. Tornou-se desnecessário na construção a partir do uso de elementos e materiais estruturais mais modernos. [ENG] Flying buttress [EPO] Abutmento

Arcossólio
Túmulo cavado na espessura da parede, em forma de nicho com arco, numa catacumba cristã. Era comum durante o período paleocristão, nas catacumbas romanas.
Areossistilo

1. Segundo Vitrúvio, disposição de colunas (1) cujos espaços são sistilos e areostilos alternadamente. 2. Colunata em que se alternam grupos de duas colunas separadas entre si por um módulo (1), ou semidiâmetro, enquanto cada grupo está espaçado sete módulos. Um arranjo na qual foram introduzidas as colunas acopladas. Este intercolúnio foi inventado por Perrault e usado por ele na fachada do Museu do Louvre, em Paris.

Areostilo

Intercolúnio de grande largura, com quatro diâmetros, ou oito módulos (1), e às vezes cinco diâmetros. Usado somente na arquitetura toscana quando as arquitraves (1) eram de madeira. Termo criado por Vitrúvio, assim como outros de significado análogo (areossistilo, diastilo, eustilo, picnostilo e sistilo) e são puramente convencionais. Nas estruturas das colunas (1) antigas pouco se consideravam essas proporções.

Aresta

1. Linha formada pelo encontro de duas superfícies de peças ou elementos da construção; quina. Ver cunhal (2). 2. Na arquitetura clássica, linha formada pelas caneluras da coluna dórica.

Aresta viva

Aresta (1) formada por duas superfícies ou peças fazendo um ângulo reto ou próximo de reto; quina viva.

Arqueação

Ação de arquear ou a própria curvatura de um arco.

Arqueada

1. Construção que depende estruturalmente do arco; construção sobre arcos. 2. Que tem forma de arco.

Arqueado

Curvado; que tem a forma de arco.

Arqueadura

1. Ação ou resultado de arquear; arqueamento. 2. Curvatura em arco.

Arqueamento

Ver arqueadura.

Arquear

Curvar ou curvar-se em forma de arco.

Arquete

1. Ver arco de escarção. 2. Ver contrapadieira; enxalço (1). 3. Ornato em forma de arco (2). Também chamado archete, em todas as acepções. 4. Sepultura, urna cinerária. 

Arquitetação

Ato ou resultado de arquitetar.

Arquitetado

Termo empregado para designar o que foi projetado, idealizado ou às vezes o que já foi construído.

Arquitetar

1. No sentido mais amplo, designa planejar, conceber um plano, traçar uma ideia. 2. Edificar, construir, fabricar, levantar um edifício. 3. Atividade peculiar do arquiteto.

Arquiteto

Pessoa que exerce a atividade da arquitetura (1, 3 e 4). Segundo a UIA (União Internacional de Arquitetos), "é aquele que, sendo mestre na arte de construir, ordena o espaço, cria e anima os lugares destinados ao homem, a fim de assegurar-lhe melhores condições de vida. Ele possui a arte da composição, o conhecimento dos materiais e suas técnicas e a experiência na execução de obras". O arquiteto é aquele que desenha, projeta ou idealiza os edifícios.

Arquitetônica

Ver arquitetura (4).

Arquitetônico
Designação de tudo aquilo referente ou pertencente à arquitetura.
Arquitetonografia

Descrição de um edifício ou obra de arquitetura. Arte de conhecer e descrever as construções.

Arquitetonográfico

Relativo à arquitetonografia.

Arquitetonógrafo

Aquele que estuda e descreve os edifícios ou os monumentos arquitetônicos.

Arquitetor

Ant. (pr. ô) O mesmo que arquiteto. Forma antiga e de rara aplicação, quase que exclusivamente no sentido figurado ou poético.

Arquitetura

1. A arte e a ciência de projetar, compor e construir edificações ou grupos de edificações, de acordo com critérios estéticos e funcionais, com a intenção de ordernar plasticamente o espaço, em função de uma determinada época, de um determinado meio, de uma determinada técnica e de um determinado programa. 2. Um exemplar ou o conjunto das obras (2) de arquitetura (1 e 3) realizadas em cada país ou continente, cada civilização, cada época, cada arquiteto, etc.  3. Disposição das partes ou elementos de um edifício ou conjunto arquitetônico. 4. Os princípios, as normas, os materiais e as técnicas utilizados para criar o espaço arquitetônico. Também chamada arquitetônica. 5. O conjunto de conhecimentos relativos à arquitetura (4), ou que têm implicações com ela, ministrados nas respectivas faculdades. 6. Boa forma de arquitetura (3).

Arquitetura clássica

Arquitetura da Grécia Antiga e do Império Romano no qual se basearam o renascimento, o neoclássico e, de uma certa maneira, o pós-modernismo. Os seus princípios se expressam nas cinco ordens: dórica, jônica, coríntia, toscana e compósita.

Arquitetura neoclássica

Ver neoclássico.

Arquitetural
Relativo a tudo aquilo concernente à arquitetura. O mesmo que arquitetônico.
Arquiteturismo
1. Atividade especialista na pintura, no desenho ou na fotografia da arquitetura (2 e 3). 2. No Brasil, neologismo que designa uma atividade que une arquitetura e turismo, com o fim de adquirir conhecimento e experiências na área, através de viagens programadas livres ou em excursões com guias especializados.
Arquiteturista
1. Pintor, desenhista ou fotógrafo especialista na reprodução da arquitetura (2 e 3) dos edifícios. 2. Praticante do arquiteturismo (2).
Arquitrave

1. Na arquitetura clássica, parte inferior do entablamento, logo abaixo do friso, que repousa nos capitéis das colunas (1). Chamada de epistílio quando é de pedra ou mármore. 2. Viga mestra, assentada horizontalmente sobre colunas ou pilares para vencer o vão (intercolúnio) entre eles, recebendo e transmitindo para os apoios as cargas de enventuais pavimentos superiores e da cobertura. 3. Moldura situada na parte inferior da aba (3), decorando elementos que fazem concordância entre a parede e o teto.

Arquivolta

Moldura ou molduras, com ornatos ou não, que guarnecem o arco na altura de sua parte externa (extradorso). Nos portais de muitos edifícios românicos e góticos, as molduras são concêntricas e decrescentes.

Arrancamento

Lus. Nascença.

Arranque

Ver nascença, quartilha e saimel.

Arrematar
Ver rematar.
Arremate

Ver remate.

Arrendado

1. Ver rendilhado e traceria. 2. Laçaria.

Arrendados

1. Ver arrendado (1 e 2).

Artes plásticas

Na antiguidade designava escultura, cerâmica e arquitetura. Na renascença foram acrescentadas desenho, pintura e artes gráficas. Atualmente, juntam-se as novas formas de representação tais como fotografia, cinema e vídeo, suportes numéricos (via computador) e numerosas práticas artísticas experimentais. Ver belas-artes (2).

Artesão

1. Lavor (2) ou ornato delimitado por molduras ou caixotões, em forma de painéis (1) quadrangulares, poligonais ou circulares, que se aplicam na decoração de tetos, abóbadas, voltas de arcos, etc. Os ornatos geralmente são feitos com motivo de escultura, talha (rosácea, etc.) ou pintura. (pl. artesões) 2. Artista que exerce uma atividade produtiva de caráter individual; indivíduo que exerce por conta própria uma arte, um ofício manual; artífice. (pl. artesãos)

Artesoado

Abóbada, teto ou intradorso de arco guarnecido de artesões (1).

Artesoar

Ornar com artesões (1); artesonar.

Artesonado

Ver artesoado.

Artesonar

Ver artesoar.

Artífice

Operário ou artesão que trabalha em determinados ofícios; artista.

Artista

Em geral, todo o criador na área das belas-artes. O artista é o que concebe, inventa a obra de arte e, por oposição, o artesão é o que a realiza. O artista pode ser o executante e realizador de suas concepções próprias, sem auxílio de um prático.

Assento

1. Superfície, ou parte do móvel em que se pode sentar. 2. Móvel apropriado para sentar, como um banco (1 e 2), uma cadeira etc. 3. Lugar em que está ou esteve erguida uma edificação, ou um conjunto delas. 4. Termo antigo para residência, habitação.

Astrágalo

1. Na arquitetura clássica, moldura arredondada e estreita, com seção semicircular convexa, que serve de base (1) ao capitel, logo acima do fuste de uma coluna (1); varinha, junquilho. Também usado para compor a base (2) de vários tipos de colunas (1). 2. Genericamente, dá-se o nome aos filetes (1) e molduras de arremate. Podem ser lisos ou contínuos ou fracionados por outros ornatos; bagueta, baguete. 3. Nas grades metálicas, cordão que liga os extremos superiores de balaústres ou elementos verticais. Nos sentidos 2 e 3, o mesmo que cordão (1) ou redondo. [ENG] Astragal  [EPO] Astragalo

Ático

1. Nas antigas construções, elemento situado acima das cornijas (2), guarnecido ou não de balaústres ou pilastras que serviam para ocultar o telhado. Atualmente é chamado com frequência de platibanda. 2. Por extensão, o último pavimento (2) da edificação, de menor altura que os demais, coroando o edifício e aproveitando o desvão do telhado. Comparar com sótão, água-furtada e mansarda. 3. Modernamente, em prédios de vários pavimentos e nos arranha-céus, o úlltimo pavimento, onde situam-se as casas de máquinas, caixas d'água, depósito etc. 4. Consultar base ática.  5. Relativo à Ática, região da Grécia; aticurgo.

Aticurgo
Feito do modo ático (5). Todo vão (2), porta ou janela, que é mais estreito na verga, não possuindo, portanto, ombreiras paralelas. Ver janela e porta aticurgas.
Atlante
Estátua em figura ou meia figura de homem que sustenta entablamento ou cornija. Muito usado na ornamentação das antigas igrejas barrocas brasileiras, onde sustentava geralmente o coro. Também chamado telamão ou télamon. A estátua correspondente com figura feminina é chamada cariátide.
Atocho

(pr. tô) Ver cunha (1).

Átrio
1. Recinto (1) ou compartimento na entrada do prédio. O termo é mais aplicado quando referido a antigas construções. Quando se constitui em um compartimento, é frequentemente chamado vestíbulo (1), geralmente espaçoso, servindo de sala de estar, particularmente em casas (1) comuns e edifícios não suntuosos. 2. Em prédios de maior porte, em geral suntuosos, amplo recinto (1) de distribuição da circulação. Comumente possui esmerado acabamento (1) com o uso de materiais nobres. Recentemente também é usado o termo hall. 3. Antigamente referia-se ao pátio central das casas (1) gregas e romanas. Nas casas (1) romanas, também era o segundo vestíbulo (1), o lugar do fogo sagrado, dos altares dos deuses-lares e de distribuição dos demais espaços. 4. Vestíbulo (1) de uma igreja paleocristã ou o espaço coberto que antecede uma igreja; nártex. 5. Pátio interno, fechado por alas de construções, geralmente vazadas em arcadas (2). 6. Termo pouco usado modernamente para designar pátio externo; adro.
Auto de conclusão

Ver habite-se.

Auto de vistoria

Ver habite-se.

Babilônia

1.  Edifício grande cujo tamanho causa admiração. 2. Cidade grande que cresceu de forma desordenada, sem planejamento urbano.

Babilônico

1. Que apresenta grandiosidade, imponência; majestoso. 2. Arquitetura babilônica.

Babilonismo

Aspecto ou caráter gigantesco dos edifícios, dos monumentos ou das cidades.

Bacia

1. Base (1) saliente em balcões (1) ou sacadas (2), que serve de apoio para o guarda-corpo, geralmente na fachada do edifício. Designa também saliência sobre a qual se apoia o peitoril do púlpito. Às vezes é chamada base (1), soleira sacada, soleira ressaltada e, quando em balanço, sacada (2 e 3). 2. Nos chafarizes, reservatório onde a água se deposita. Também chamada tanque (3). 3. O mesmo que latrina (1) ou bacia sanitária.

Bacia sanitária

Ver latrina (1).

Bagueta

Ver baguete.

Baguete
1. Moldura estreita arredondada, pouco saliente, lisa ou ornamentada com um padrão qualquer, usada para realçar um elemento decorativo ou estrutural. É mais estreita que o astrágalo (2). 2. Moldura simples, de seção reduzida, cujo perfil, em geral, é de um arco de círculo, em madeira, plástico ou metal, usado em aplicações ornamentais, arremates, fixação de vidros etc.
Baixo-relevo
Relevo esculpido ou fundido sobre um elemento de construção, em que os motivos representados ressaltam-se somente uma parte, às vezes apenas ligeiramente. Em geral, considera-se baixo-relevo quando a saliência ultrapassa até um terço da sua profundidade real. É o relevo mais utilizado na arquitetura. Também chamado celatura. Comparar com meio-relevo, alto-relevo e relevo gravado.
Balaúste

Ver balaústre.

Balaustrada

Fileira de balaústres dispostos ao longo balcão, terraço, alpendre e coroamento de prédio. A distância entre os balaústres é feita de modo a haver um equilíbrio entre cheios e vazios. Serve como proteção, apoio, vedação, ornamentação e guarda-corpo de balcões e escadas.

Balaustrado

Elemento guarnecido com balaústres.

Balaustrar

Guarnecer um elemento da edificação com balaústres.

Balaústre

1. Pequena coluna (1) que serve de elemento de sustentação de travessa ou corrimão, geralmente de forma torneada, disposta em intervalos regulares, que formam uma balaustrada. Possui altura e seção variáveis, podendo ser feitos de metal, madeira, pedra e, mais recentemente, cimento e areia. O tipo mais comum é constituído de capitel, colarinho, fuste e base (2). O fuste é estreito e côncavo na parte superior, chamada colo, e bojudo na parte inferior, chamada pança. O capitel, na parte superior se liga ao fuste pelo colarinho, uma moldura de seção variável. O balaústre foi muito utilizado para ornamentar o coroamento dos edifícios do século XIX. Frequentemente é composto de capitel, colarinho, fuste e base (2) emoldurados. [ENG] Baluster [EPO] Balustro 2. Em marcenaria, os balaústres são peças torneadas de madeira que formam o espaldar (1) da cadeira, a cabeceira (3) ou a pezeira (1) de uma cama, ou o guarda-corpo de escada ou balcão (1), e têm o perfil mais estreito.  [ENG] Banister [EPO] Balustro 3. Balaústre do capitel jônico, parte da voluta deste capitel. Também chamado pulvino, coxim (2) ou balaústre lateral. [ENG] Baluster side [EPO] Flanka balustro.

Balaústre lateral
Na arquitetura clássica, o balaústre (3) situado nos lados do capitel jônico, entre as faces frontal e posterior. Também chamado pulvino ou coxim (2).
Baldaquim

1. Dossel sustentado por colunas (1).  2. Peça em balanço, geralmente talha de planta (1) retangular, usada como ornamentação ou proteção sobre retábulos nas igrejas. Também chamado guarda-pó (3), sanefa (3), baldaquinobaldoquino.

Baldaquinar

Adornar, guarnecer ou proteger com baldaquim.

Baldaquino
Ver baldaquim.
Baldio

Lote ou qualidade do lote sem trato, cultura ou edificação; nesta última acepção refere-se ao lote urbano.

Baldoquino
Ver baldaquim.
Balesteiro
Ver balestreiro.
Balestreiro

Pequena abertura nas fortificações medievais, para permitir que se atire com besta ou balestra; balesteiro, seteira (1).

Balhestreira

Ver balesteiro.

Balteu
Faixa entalhada que normalmente circunda o pulvino do capitel jônico, parecendo comprimi-lo.
Banco

1. Assento (2) comprido, para várias pessoas, com ou sem encosto. 2. Assento (2) individual, sem encosto, geralmente pequeno; tamborete. 3. Mesa de tampo espesso onde carpinteiros, marceneiros e outros artífices assentam e fixam as peças que trabalham; bancada (2). 4. Instituição, agência ou o próprio prédio de estabelecimento ou sociedade mercantil de crédito, que tem por objetivo principal receber depósitos de dinheiro em conta-corrente e de poupança, realizar pagamentos e empréstimos, efeturar cobranças, operar em câmbio etc.

Banda

Ver faixa (2).

Bandeira

1. Caixilho (1) situado na parte superior de portas e janelas destinado a melhorar a iluminação e ventilação no interior da edificação. Pode estar situada em uma parede externa, principalmente na fachada, ou em uma parede interna. Em geral é envidraçada, podendo ser simplesmente vazada. Às vezes possui venezianas. Quando na fachada, orna a parte superior da porta principal e geralmente tem forma semicircular ou de um setor circular, e em ambos os casos é chamada bandeira arqueada. Ainda na fachada, com função também decorativa, muitas vezes é ornamentada. Em antigas construções (2), frequentemente possuía subdivisões formadas por rendilhados ou torneados de madeira ou peças (1) de ferro forjado. Quando interna, geralmente tem forma retangular, seguindo a largura de porta interna, com subdivisões de madeira, com o propósito de iluminar peças (2) da casa (1) sem aberturas (2) para o exterior, como por exemplo alcovas (1). Pode ser fixa ou móvel. Quando móvel, sua abertura é usualmente feita por meio de basculante manobrado através de alavanca. Foi muito utilizada nas construções (2) brasileiras do século XIX até as primeiras décadas do século XX, quando foi substituída por amplas esquadrias (1) possibilitadas pelo emprego do concreto armado. É às vezes também chamada sobreporta. 2. Elemento de sinalização que possui dupla face e é colocado perpendicularmente a uma parede ou a outro elemento de sinalização, como por exemplo um letreiro. Geralmente é externa e pode ser iluminada pela frente ou por trás.

Bandeira arqueada
Bandeira (1) que tem forma de um semicírculo ou setor de círculo, e geralmente orna a parte superior da porta principal do edifício.
Banqueta

1. Pequeno banco (2) sem espaldar (1) e geralmente guarnecido de estofo 2. Primeiro degrau situado atrás da mesa do altar, onde são colocados os castiçais que ladeiam o crucifixo central. Termo geralmente empregado em antigas especificações de construções religiosas. 3. Degraus altos que ladeiam, como calçadas (1) estreitas ao longo das ruas ou em torno dos parapeitos das fortalezas. 4. O mesmo que peitoril ou guarda-corpo de baixa estatura. 5. O mesmo que poial (1), quando situada ao longo da fachada de um edifício. 6. Ver andito (1). 7. Valo que separa propriedades agrícolas ou terrenos urbanos. 8. Conjunto de madeiramento empregado na execução de janelas de uma obra (1).

Banzo

1. Viga onde se engastam os degraus das escadas fixas ou móveis. Nas escadas fixas, geralmente há dois banzos, o externo, também chamado banzo da bomba ou simplesmente bomba (3), e o banzo interno, que se encontra junto à parede, também chamado perna. 2. Nas vigas metálicas, com perfis e duplo tê, cada uma das abas (1) normais à alma (1). Também chamado mesa (1).

Baquetilha

Ver junquilho, varinha e astrágalo (1).

Bareta
Moldura estreita côncava, cuja seção transversal se assemelha a uma meia circunferência; meio-redondo, meia-cana (1), junquilho inverso.
Base

1. A parte inferior de um elemento ou elemento que sustenta outro, como o pedestal (1), o soco ou o embasamento. Apoio, planta, fundamento. 2. Na arquitetura clássica, parte inferior de coluna (1), pilastra ou pedestal (2), podendo ser lisa ou emoldurada. Nas colunas jônicas, coríntias, compósitas e toscanas, é adornada com toro (1). escócia e filetes. Sua função original era distribuir melhor as cargas sobre os alicerces da construção (2). Passa a ter função decorativa e de acabamento com a introdução de novas técnicas construtivas, entre elas o concreto armado. 3. Componente da tinta que é responsável pela aglutinação e aderência. 4. Em pavimentações, a camada sobre a qual é colocado o revestimento (3). 5. Ver bacia (1).

Base ática

Uma base (2) que consiste de uma escócia entre dois toros (1) sem plinto (4), ou mais frequentemente com um plinto na parte inferior. O toro inferior é um pouco mais largo e tem o diâmetro maior, também chamado bocelão. Seu uso era próprio debaixo das colunas jônica e coríntia.

Base aticurga

Ver base ática.

Base compósita

Na arquitetura clássica, base (2) que possui um toro (1), e abaixo dele duas escócias separadas por um astrágalo (1); logo abaixo um outro toro (1) mais largo e de maior diâmetro, também chamado bocelão, apoiado sobre um plinto (1) ou soclo (1).

Base coríntia

Na arquitetura clássica, base (2) que possui um toro (1), e abaixo dele duas escócias separadas por dois astrágalos (1); logo abaixo um outro toro (1) mais largo e de maior diâmetro apoiado, também chamado bocelão, sobre um plinto (1) ou soclo (1).

Base dórica

Na arquitetura clássica, base (2) que possui um astrágalo (1), que foi acrescentado pelos modernos, sobre um toro (1), por sua vez apoiado sobre um plinto (1) ou soclo (1).

Base jônica

Na arquitetura clássica, base (2) que possui um toro (1) e abaixo dele duas escócias separadas por dois astrágalos (1), e logo abaixo um plinto (1) ou soclo (1).

Base toscana

Na arquitetura clássica, base (2) que possui apenas um toro (1), geralmente apoiado em um plinto (1) ou soclo (1).

Bastão

Ver toro (1).

Bastilha
Forte pequeno. Por extensão, o mesmo que fortaleza.
Bastilhão

Ver torreão (1 e 2).

Bastone

It. Termo italiano para bastão; toro (1).

Bataréu

Ver botaréu.

Bate-cadeira

Ver bate-maca e alizar (1). Também chamado guarda-cadeira.

Bate-carrinho

Barra que protege balcões e gôndolas de supermercado, a cerca de 0,20 m do piso, contra batidas de carrinho de compra. Faixa colocada ao longo de paredes em ambientes onde utilizam-se carrinhos para os mais variados fins. Em ambos os casos a altura de colocação do bate-carrinho é em função do tipo de carrinho utilizado. Se existir mais de um tipo de carrinho, pode haver a colocação de bate-carrinhos em alturas diferentes. As barras geralmente são metálicas, parecidas com corrimão e um pouco afastadas do objeto que protegem. As faixas em geral são de madeira, afixadas com parafusos.

Bate-maca

Faixa geralmente de madeira, para proteção das paredes, contra batidas de macas, móveis e outros tipos de objetos. Bate-cadeira. Às vezes chamado de rodameio.

Bate-pneu

Elemento fixado ao chão ou na parte inferior de muro ou parede, para evitar que um veículo avance determinado ponto, para evitar choques com paredes, vidraças ou outros veículos. Geralmente usado em estacionamentos e garagens, na forma de barra de cano aproximadamente na altura do pneu do veículo. Também chamado bate-rodas.

Bate-porta

Pequeno elemento metálico com uma esfera emborrachada na ponta, fixado no chão ou no rodapé, ou na parte inferior da parede ou da porta, para que a porta, ao abrir-se, não atinja e danifique a superfície da parede com a folha (2) ou a maçaneta (1). Comparar com trava-porta.

Bate-rodas

Ver bate-pneu.

Batistério
1. Lugar ou capela (6) dentro de um templo (3) onde está a pia batismal, que ordinariamente fica do lado esquerdo ao entrar da igreja. 2. Pequena igreja edificada no adro ou ao pé de algumas catedrais, para nela se administrar o batismo. Antigamente era vedada ao pagão a entrada no templo cristão, e os batistérios eram localizados em construções (2) executadas nos adros, fora, portanto, do recinto sagrado. Nos tempos modernos, os batistérios passaram para o interior da igreja. A pia batismal até hoje, assim como os antigos batistérios dos templos cristãos, têm forma octogonal, como símbolo da vida nova após o batismo.
Bauhaus

Escola alemã de arquitetura fundada pelo arquiteto Walter Gropius em 1919, em Weimar. Foi transferida para a cidade de Dessau em 1925 e, mais tarde, em 1932, para Berlim. A escola foi dissolvida por pressão dos nazistas em 1933. É inovadora na medida em que procura quebrar a dicotomia entre arte e indústria. Ver mais [+].

Beira

Aba (1) de telhado.

Beira e bica

Telhado que contém beiral cujas telhas da extremidade se apoiam e despejam águas pluviais (por isso chamadas bicas) em uma fiada ou beira de telhas engastadas no alto da parede externa, conhecidas como cimalha de boca de telha.

Beira-seveira
Ver beira-sobeira.
Beira-sob-beira
Ver beira-sobeira.
Beira-sobeira

Beiral de telhado cujas telhas da extremidade se apoiam em cimalha de boca de telha feita com duas fiadas de telhas engastadas no alto da parede externa. A fiada superior é chamada de beira e a inferior chamada de sobeira. Conhecido também como beiral em algeroz, beira-seveira e beira-sob-beira.

Beirada

Ver beiral.

Beirada de cachorrada

Ver beiral de cachorrada.

Beirado

Ver beiral.

Beiral

Prolongamento do telhado além da prumada das paredes. É composto por uma ou mais fiadas de telhas. Geralmente está em balanço, mas pode ser sustentado por mãos francesas. Quando está em balanço, há dois sistemas de sustentação: ou parte do madeirame do telhado se prolonga para fora das paredes, como por exemplo nos beirais de cachorrada; ou a parede, nas proximidades dos frechais se alarga em cimalha (1) de alvenaria em balanço, como se fosse uma mão francesa (1) de alvenaria maciça e contínua. Também chamado beirada e beirado.

Beiral de cachorrada

Beiral que tem cachorros como seu elemento de sustentação, ou com cachorros pregados a ele, apenas como elemento de decoração.

Beiral em algeroz
Ver beira-sobeira.
Beiral encachorrado.

Ver beiral de cachorrada.

Belas-artes

1. Estilo arquitetônico florescente no final do século XIX na França, seguindo os ensinamentos da École des Beaux Arts de Paris. Corresponde à arquitetura do Segundo Império francês. Caracteriza-se pelo uso dos princípios do classicismo, de formas pesadas e excessiva ornamentação. Teve ampla penetração por toda a Europa. No Brasil é usado no início do século XX em prédios públicos de caráter monumental. 2. Designação a um conjunto de artes, cuja natureza variou desde a Idade Média, modificando-se na renascença e no século XIX, até os dias de hoje, e são elas: arquitetura, escultura, pintura, música, poesia e dança (incluindo artes cênicas), às quais, no século XX, foram incluídas cinema, televisão, fotografia, banda desenhada (ou história em quadrinhos), arte numérica (ou arte digital) (via computador) e modelismo.

Belveder

Ver belvedere.

Belvedere

1. Torre (2), pavilhão (3), ou terraço elevado, que remata (2) um edifício, ou casa de campo, de onde se pode ver uma bela paisagem e um vasto panorama. 2. Pequena casa (3) ou gabinete (1) na extremidade de um jardim (2) ou parque, para gozar de algum ponto de vista agradável. Também chamado belveder, belvermirante (1 e 2).

Belver

Ver belvedere.

Betão

Lus. Ver concreto.

Betão armado

Lus. Ver concreto armado.

Biblioteca
1. Edifício ou recinto (1) onde ficam depositadas, ordenadas e catalogadas diversas coleções de livros, periódicos e outros documentos. Geralmente o público, os estudantes ou membros da instituição a que pertencem, sob certas condições, podem consultar no local ou levar para empréstimo domiciliar por um período limitado de tempo e devolução posterior. Neste caso, é chamada biblioteca circulante. Também chamada gabinete de leitura. 2. Aposento (1) ou gabinete (1) privado de trabalho que encerra coleções de livros. 3. Por derivação, móvel ou conjunto de móveis para livros; estante.
Biblioteca circulante

Biblioteca (1) que empresta livros por um período.

Bico

1. Ornato saliente e pontiagudo em forma de pequenas pirâmides (1) empregadas no frontispício de construções de alvenaria de pedra. Também chamado bico-de-diamante (1), ponta-de-diamante e diamante; foi comum nas ornamentações dos séculos XVII e XVIII, principalmente na marcenaria. 2. O mesmo que talão (2). 3. Massa de pedra que forma ângulo saliente nas extremidades dos pilares das pontes, e que lhes servem de contrafortes (1) e de dividir a água e os gelos.

Bico-de-diamante

1. Ornato semelhante ao talhe do diamante lapidado, em forma de pequenas pirâmides (1) agrupadas que formam uma superfície uniforme e áspera. Característico da arquitetura românica, surgida no século X. Também chamado ponta-de-diamante, diamante e bico (1). Usado também na renascença italiana, nos Palácios dos Diamantes, de Ferrara e Verona, e na Casa dos Bicos, em Lisboa, Portugal. 2. Padrão ornamental de azulejo na forma de diamante lapidado, típico da península Ibérica, nos séculos XVI e XVII.

Bico-de-mocho

1. Pequeno filete saliente na parte inferior da cornija, para impedir que as águas pluviais escorram pela parede; pingadeira. 2. Moldura côncava na parte inferior e convexa na parte superior, geralmente usada em decoração interna.

Biqueira

No alto de construções (2) antigas, canal (1) ou tubo de barro cozido, ou folha (1) de ferro por onde se dá saída às águas que caem dos telhados, e são recebidas nos algerozes dos edifícios, e daí passam ao campo ou à rua, longe das paredes externas. Evita que as águas escorram pelas paredes da fachada, deteriorando-as. Também chamada goteira (2) e calha (1). Quando constitui um pequeno tubo que despeja as águas da chuva, sem passar por condutores (1), é frequentemente chamada gárgula (1), buzinote e, também neste caso, goteira (1).

Bisel

Chanfro feito na extremidade ou borda de uma peça, cortado obliquamente ao seu eixo longitudinal, de modo a não deixar aresta ou quina viva. Termo muito utilizado quando se refere a vidros, espelhos (9) e azulejos. A peça com bisel é chamada biselada ou bisotada.

Biselado

Peça ou elemento com corte de bisel; bisotado.

Biselamento

Ação ou efeito de biselar; chanfradura.

Biselar

Dar corte de bisel a um elemento.

Bisotado

Ver biselado.

Bisotê

Termo aportuguesado do francês biseauté; bisotado, biselado.

Bocel

1. Moldura estreita convexa, com seção semicircular, de diversas aplicações, entre elas circundar a parte inferior dos fustes das colunas. 2. Parte do piso de um degrau que se projeta poucos centímetros (de 2 a 5) além da face do espelho. Nas escadas externas, principalmente as de pedra, costuma-se ter pingadeira. Não se considera o bocel para cálculo da largura do piso. Também chamado focinho (2). 3. Parte que fica mais saliente na extermidade dos cachorros. 4. Baguete (2) de madeira fixada no marco (2) de porta (1) para servir de batente (2) à folha (2), quando fechada.

Bocel de segurança

Bocel (2) com uma superfície de acabamento (2) antiderrapante, para evitar escorregões.

Bocelão

Moldura grossa convexa de seção semicircular, usada na parte inferior da base das colunas, junto ao soco ou ao plinto. É mais larga do que o toro (1).

Bocelim

Ver bocelinho.

Bocelinho
Moldura redonda muito estreita ou delgada, que circunda a parte superior da coluna (1) e toca o capitel, ou circunda a base da coluna (1); bocelim, bocelino. Comparar com astrágalo (1) e varinha.
Bocelino

Ver bocelinho.

Bocete
(pr. cê) Florão (1) ou outro ornato em forma circular, que cobre as intersecções das nervuras (1 e 3) dos tetos (1) artesoados e das abóbadas, como pregando-os ao teto (1). Às vezes é substituído por um ornato pendente ou um escudete.
Boleado

Arredondado, em forma de meia cana. Que tem superfície arredondada ou bordas boleadas; torneado.

Bolear

Dar formato de bola, arredondar, fazer ou tornar-se redondo.

Bomba
1. Espaço vazio compreendido por dois lances de escada de sentidos opostos. Se um dos lados da escada estiver engastado ou encostado em uma parede, o lado oposto que estiver livre também é chamado bomba. Também chamada bomba de escada, lanternim (2) e olho de escada. 2. Por extensão, genericamente costuma-se chamar bomba a própria caixa de escada. 3. O banzo (1) da bomba (1). 4. Alçapão situado sobre a manjedoura, pelo qual é jogado o alimento ao gado. 5. Ver bomba hidráulica.
Bomba de escada

Ver bomba (1 e 2).

Boneca

1. Saliência na alvenaria de paredes internas, para a colocação do marco (2) das esquadrias. Geralmente possui 0,15 m de largura. Termo usado no Rio de Janeiro e em outros estados brasileiros; espaleta (termo usado no estado de São Paulo - Brasil). 2. Armação de madeira composta de uma viga horizontal solidária, nas extremidades, em dois pontaletes, usada para escorar as vigas ou os dormentes (1) abaulados dos sobrados. 3. Chapuz colocado nas escoras dos simples dos arcos. 4. Chumaço de pano, ou de algodão envolvido em pano, usado para se aplicar verniz em madeira. Pintura pode ser feita com aplicação de boneca. Usada também para se limpar superfícies rebocadas e rejuntes de ladrilhos e azulejos, antes da pega.

Bordaleira

Ver gateira.

Botaréu

Maciço de alvenaria que tem a função de apoio para receber os empuxos laterais de coberturas (1), arcos e abóbadas, principalmente através do arcobotante, na arquitetura gótica. Tornou-se desnecessário com o surgimento de novos elementos estruturais.

Boulevard

Fr. Ver bulevar.

Braço

1. No templo cristão de planta cruciforme, cada uma das duas partes do transepto. 2. Cada uma das partes fixas laterais de um sofá, cadeira, poltrona etc., sobre a qual o indivíduo apoia o antebraço.

Bragueta
Moldura composta de dois abaulados convexos, de tamanhos diferentes. Ver toro comprimido.
Brefotroféu
Brefotrófio
Hospital de crianças enjeitadas, abandonadas por seus pais; roda de crianças enjeitadas; roda dos expostos. Na Idade Média, hospício ou asilo de enjeitados. Também chamado brefotroféu e brefótrofo.
Brefótrofo

Ver brefotrófio.

Brilhante

Acabamento (2) que algumas pinturas dão às paredes e superfícies metálicas, e superfícies esmaltadas de vários tipos de pastilhas cerâmicas com muito brilho.

Bruto

Acabamento (2) dado às pedras, tais como mármores e granitos, com um aspecto de como são achadas na natureza, apenas serradas. Utilizado em pisos de áreas externas.

Bucrânio

Cabeça ou caveira de boi em relevo, utilizada como motivo decorativo, frequentemente combinada com guirlandas ou alternando-se com rosetas (1).

Bulevar

Rua larga ou avenida, geralmente arborizada.

Buzinote

Pequeno cano situado na parte mais baixa dos balcões, terraços ou sacadas e nas calhas, destinado a escoar águas pluviais e de lavação, vertendo-as ao chão, evitando umidade na parede. Nas construções antigas às vezes era decorado com motivos em boca de peixe ou de dragão. Também chamado biqueira, goteira (1) e gárgula (1).

Cabeceira
1. Local no interior de uma igreja, principalmente em uma catedral de orientação leste-oeste, geralmente de forma semicircular e mais elevado que os outros recintos (1), situado na extremidade da nave principal, onde se encontra o altar-mor. Forma o conjunto das áreas situadas a leste, o lado oposto à fachada principal, no lado oeste. Quando vista do exterior, nas catedrais é formado pela abside (1), o deambulatório e as capelas radiantes. Em igrejas de planta mais simples é comum visualizar-se somente uma abside (1), mas em construções mais complexas, como nas catedrais góticas francesas, o remate após o coro (2) pode ser de tal modo complexo, com arcobotantes e diversos elementos decorativos a fazer a interligação, que se torna difícil distinguir os diferentes componentes do todo.  Também chamada cabeceira oriental. Comparar com cabeceira ocidental. 2. Parte horizontal na extremidade superior ou inferior de uma escada rolante. 3. Parte da cama para onde se deita a cabeça. 4. Componente da cama montado junto à cabeceira (3), geralmente feito do mesmo material, com desenho (2) próprio e, na maioria das vezes, alguma ornamentação (2). Comparar com pezeira (1 e 2). 5. Em recamiê de dois braços (2), o maior deles. 6. Cada lado mais estreito de uma mesa retangular, oblonga ou oval (1). 7. Almofada (3) ou travesseiro para repousar a cabeça.
Cabeceira ocidental

Estrutura (2) colocada a ocidente da nave, nas igrejas de abside (1) dupla, carolíngias, otonianas, ou do românico da Renânia, constituída por uma fachada ladeada por torres (2), a que corresponde no interior a um vestíbulo (1) e galerias (1) abertas sobre a nave. Também chamada westwerk. Comparar com cabeceira (1) e cabeceira oriental.

Cabeceira oriental
Extremidade leste, de forma arredondada, de uma catedral gótica. Também chamada simplesmente cabeceira (1). Comparar com cabeceira ocidental.
Cachorro

Peça de pedra ou madeira em balanço apoiada no frechal, que tem a função de sustentar beiras de telhados ou pisos de sacadas (2) ou balcões (1). Em geral é aparente e frequentemente é lavrado ou recortado, constituindo-se também em um elemento de ornamentação. Às vezes é apenas elemento de decoração; neste caso é pregado sob o teto do beiral. Nas antigas construções, o beiral composto por cachorros era chamado de beiral ou beirada de cachorrada, ou beiral encachorrado.

Cafofo
pron (fô) 1. Buraco de alicerce de casa, muro ou outra construção (1). 2. Cova, sepultura. 3. No Brasil, lugar pouco conhecido; esconderijo. 4. No Brasil, lugar onde se mora; casa (1), apartamento. 5. Cafoto, no sentido de latrina (2).
Cafoto

Ver latrina (2).

Cairel
Ornato em forma de pequenos lóbulos em fileira ao longo do elemento de construção. Geralmente adorna o intradorso de arcos (1), acompanhando a sua curvatura.
Caixotão

Reentrância moldurada, usada como motivo de decoração num teto ou abóbada de igreja, sacristia, capela, sala de habitação ou de prédio público. Pode revestir as formas mais diversas: quadrado, losango, oval (1), poligonal, ornados de molduras. Os caixotões são unidos ao teto por vigas de madeira chamadas madres ou por peças de madeira não estruturais. Quando os caixotões formam um reticulado no forro ou teto, é chamado teto ou forro artesoado, pois os painéis (1) formados recebem ornatos chamados artesãos (1).

Calçada
1. Caminho calçado ou pavimentado, destinado à circulação de pedestres, quase sempre mais alto que a parte da rua (1) que ladeia a calçada e por onde trafegam os veículos, e pela qual é separada por um meio-fio (1). Pode ter canteiros com árvores ou não. Quando não possui canteiros, sua largura mínima deve ser de 1,50 m e quando não possui, de 2,00 m. Esta largura permite a colocação de postes de iluminação, geralmente enfileirados. Os materiais mais comuns que pavimentam a calçada são o cimentado, o ladrilho hidráulico, a pedra portuguesa e o bloco de concreto. 2. Área pavimentada em torno de um edifício, junto às suas paredes externas, para proteger as fundações, impedir infiltrações de água e facilitar o acesso e circulação de pessoas. Geralmente é feita de lastro de concreto revestido com cimentado alisado e rematado com uma sarjeta no lado oposto ao da parede, para escoamento de águas pluviais. Nos sentidos 1 e 2 é também chamada passeio. 3. Caminho calçado de pedras ou pavimentado com outro material, em meio à terra ou à vegetação. 4. Em Portugal, rua íngreme; ladeira.
Calço

Cunha (1), pedra, pedaço de madeira, etc. que se coloca debaixo de um objeto para firmá-lo, segurá-lo, elevá-lo ou nivelá-lo.

Câmara

1. Compartimento de uma habitação, especialmente o dormitório; aposento (1). 2. Edifício ou recinto (1) onde funcionam tribunais eclesiásticos, civis, comerciais, políticos ou corporações de pessoas ligadas àquelas atividades. 3. Ver recinto (1 e 2).

Camarim
1. Genericamente, pequena câmara (1) ou pequeno recinto (1). 2. Nos teatros, cada um dos compartimentos situados na caixa do teatro, onde vestem-se e caracterizam-se os atores. 3. Nas igrejas, nicho (1) ou vão (2) situado acima ou na parte interna de altares ou arcos cruzeiros (2) onde se encontra o trono para exposição do Santíssimo ou imagem de santo. Nas antigas construções (2), muitas vezes era delimitado por molduras ou perfis (1) em talha (1) trabalhada e possuía pintura decorativa ou talha (1) em baixo-relevo nos panos laterais e de fundo. É também chamado tribuna do trono. 4. Ver gabinete sanitário.
Camarinha
1. Pequeno corpo (2) elevado no edifício, constituindo um pavimento (2) superior reduzido. Não representa um aproveitamento do desvão do telhado (1), como no caso da água-furtada. Usualmente possui telhado de duas águas independemente do telhado principal do prédio (1) e um ou dois compartimentos, em geral utilizados como quarto de dormir. É um elemento característico dos pequenos prédios urbanos do período colonial brasileiro. 2. Originalmente, diminutivo de câmara (1), no sentido de dormitório (1) ou alcova (1). Também chamada camarota. 3. Cômodo da casa de candomblé onde ficam, em retiro, as futuras iaôs durante o seu processo de iniciação religiosa. Também chamada aliaxé, roncó e runcó.
Camarota

Ver camarinha (2).

Camba

Ver cambota.

Cambota

1. Molde curvo de madeira ou ferro, com o perfil do arco a ser executado; cimbre. A peça curva da cambota chama-se camba. 2. Fôrma de madeira curva para execução de forros com superfície curva ou colunas (1) de concreto.

Cambra
1. O mesmo que câmara, no linguajar infomal do povo. 2. Antigamente era sinônimo de abóbada.
Câmera

O mesmo que câmara, principamente no sentido de quarto de dormir.

Camérula

Diminutivo erudito de câmara.

Campanário

Pequena torre para colocação de sinos. Pode estar implantado em construção (2) independente, junto ao edifício principal, ou integrado à edificação. Pode ter mais de uma sineira (1) e é frequentemente encontrado em igrejas e capelas. Também chamado sineira (2) ou torre sineira.

Campo-santo

Ver cemitério.

Canal
1. Conduto ou sulco em forma de meia-cana (1). 2. Genericamente, moldura ou ornamento com forma de canal (1), como estrias (1) ou caneluras. 3. Na arquitetura clássica, cada uma das zonas côncavas dos tríglifos, chamada glifo, ou das colunas (1), chamada canelura. 4. O mesmo que telha de canal (2). 5. Escavação artificial destinada a conduzir em longa extensão águas pluviais ou servidas. Pode ter seu fundo revestido ou não. 6. Leito de curso de água construído para servir de irrigação ou de navegação entre mares, rios etc.
Canapé

Leito de repouso ou divã com espaldar (1) e apoio para os braços, no qual uma pessoa pode estender-se ou várias pessoas podem sentar-se.

Canelado

Elemento que possui caneluras; estriado.

Caneladura

Ver canelura.

Canelagem

Ato de fazer caneluras em um elemento.

Canelar

Lavrar caneluras em uma superfície, que torna-se canelada.

Canelura

Ranhura, estria ou sulco semelhante a pequeno canalete aberto, meia-cana ou arco de círculo para ornamentar fustes de colunas (1), pilastras ou outras peças edificadas. Na arquitetura clássica, as caneluras ao longo dos fustes das colunas foram elementos característicos de certas ordens, entre elas a dórica, a jônica, a coríntia e compósita.  Também chamada acanaladura, canal (2 e 3) caneladura, estria (1), meia-cana (1) e antigamente craca.

Capa

1. Ver telha de cobrir. 2. Demão de tinta aplicada sobre qualquer superfície. 3. Camada de betume sobre pedra, etc.

Capela
1. Templo (3) que não é sede de paróquia. Sob o ponto de vista formal, não há diferença entre igreja e capela, podendo ter o mesmo tamanho e número de altares e, igualmente, batistério (1) e coro. Pela igreja católica, a diferença entre ambas é puramente de caráter administrativo, regulada pelo direito canônico. 2. Vulgarmente, templo (3) de pequenas proporções, de um só altar; santuário (1), ermida. 3. Templo (3) que, por razões administrativas, está fora da jurisdição da diocese e, portanto, da paróquia. 4. Em grandes edifícios, recinto (1) destinado à realização de cultos religiosos. Em construções (2) antigas, era comum em sedes de fazenda e palácios (1). Em construções (2) mais recentes, é comum em hospitais e escolas religiosas. 5. Pequena construção (2) ou reentrância, ou pequeno recinto (1), que contém uma imagem religiosa, podendo estar integrado a um edifício religioso ou laico, ou pequena construção (2) independente situada em vias ou estradas. 6. Nas igrejas, espaço reentrante onde está situado um altar, geralmente um altar colateral. Nesse caso, pode haver várias capelas em uma mesma igreja. Comparar com capela-mor. 7. Nas antigas construções (2), teto abobadado dos fornos; cúpula (2). 8. Ver coifa.
Capela-mor

Nas igrejas, capela (6) principal onde fica o altar-mor, que geralmente situa-se ao fundo, voltado para a porta principal. Também chamada ousia, oussia e ussia.

Capitel

1. Arremate superior de colunas (1), pilastras ou balaústres. Sua função original, em colunas, era aumentar a área de apoio dos elementos que sustentava, permitindo que as arquitraves fossem construídas mais curtas. Com o surgimento e utilização de materiais estruturais, seu uso foi se restringindo a uma função decorativa. Na arquitetura clássica, visualmente é o elemento que apresenta características mais marcantes das ordens arquitetônicas. [ENG] Capital  [EPO] Kapitelo

Capitel ático

Capitel que tem folhas (4) refendidas (2) na gola.

Capitel compósito

Capitel de ordem romana que possui ábaco estreito e é composto de elementos do capitel coríntio (folhas de acanto) e elementos do capitel jônico (volutas).

Capitel coríntio

Capitel de ordem grega que possui ábaco estreito, e embaixo molduras e ornatos em forma de folhas de acanto.

Capitel dórico

Capitel de ordem grega que possui ábaco largo de seção quadrada, equino e três ânulos.

Capitel jônico

Capitel de ordem grega que possui ábaco estreito, duas volutas unidas por uma moldura e uma moldura embaixo ornada com óvalos e dardos.

Capitel simbólico
Capitel ornado de atributos de divindades. Geralmente são capiteis antigos, que têm troféus, liras, águias, etc., e entre os modernos, os que têm escudos de armas e outros emblemas, etc.
Capitel toscano

Capitel de ordem romana que possui ábaco de seção quadrada um pouco mais largo do que no capitel dórico, equino e logo abaixo ornamentos constituídos de molduras.

Cariátide
Figura de mulher que substitui coluna (1) e pilastra, sustentando em sua cabeça um entablamento. Também chamada estátua cariática. Emprega-se também, para o mesmo efeito, figura de homem, chamada atlante. Comparar com estátua pérsica.
Carlovíngio

Lus. Ver carolíngio.

Carolíngio

Estilo pertencente ou relativo à dinastia de Carlos Magno, rei dos francos e imperador do Ocidente (742-814), que incorporou o patrimônio político, espiritual e artístico da Antiguidade tardia às culturas paleocristãs e alemãs. Os edifícios de pedra, predominantemente igrejas, têm paredes compactas e de forma cúbica, de planta centrada românico-bizantina, além de numerosos elementos formais de várias proveniências.

Carpanel

Ver arco abatido; arco de carpanel.

Carpintaria
1. Trabalho relativo a obras (2) em madeira, especialmente pesadas, tais como estruturas (1), vigamentos, tabuados etc. 2. Oficina em que se realizam trabalhos de carpintaria (1).
Carpintaria civil
Trabalho de carpintaria (1) na construção civil, em obras (2) rústicas provisórias, como tapumes e andaimes, e também em obras brancas definitivas, como portas, janelas, soalhos, forros (1), estrutura (1) de telhado etc.
Carpintaria de limpo
Em Portugal, trabalho relativo a obras (2) de carpintaria (1) que ficam à vista, como porta, janela, alizar etc. Também chamada obra branca, obra limpa e limpos.
Carranca
Cara ou cabeça, geralmente disforme e ampliada, feita de materiais diversos, com que se adornam chafarizes, frontarias, bicas (2 e 3), aldrabas (1) de portas (1) etc. 
Carta de habitação

Ver habite-se.

Cartela

Superfície lisa, geralmente à imitação de um pergaminho, delimitada por cercadura, para se gravar uma inscrição ou para ornato. Geralmente é disposta em parede, friso, pedestal ou cornija.

Casa

1. Edifício para habitação. Moradia, residência, vivenda. 2. Antigamente no Brasil, e ainda modernamente em Portugal, cada um dos compartimentos da moradia; casa de dormir, ou quarto (1); casa de banho, ou banheiro; casa de frente, sala da frente ou sala de visitas, etc. 3. Com o sentido de edifício, seguindo o mesmo costume, perduram vários termos tais como casa de máquinas; casa de despejo, ou depósito de trastes; casa de negócio, ou salão comercial; e assim é com vários edifícios importantes ou públicos, tais como casa de câmara e cadeia e casa do trem.

Casa bancária

Ver banco (4).

Casa comum

Ver latrina (2).

Casa de canbomblé
Local de culto da religião candomblé; o terreiro (7) como um todo. Também chamada ilê.
Casa de porta e janela
Casa térrea de pequeno porte, de frente de rua, cuja fachada tem uma porta e uma janela. Até o início do século XX no Brasil, foi um tipo muito comum de habitação, para se adaptar aos lotes urbanos muito estreitos. Era formada basicamente por uma sala (2) na frente, que se unia, através de um corredor (3), a uma ou duas alcovas (1), e até os fundos a uma sala de refeições, que por sua vez se ligava a um pequeno puxado, que era a cozinha. Com a proibição do uso de alcovas (1), por questões sanitárias, os lotes tiveram de ser alargados para permitirem modificações neste tipo de habitação, causando o seu desaparecimento. Também chamada porta e janela. Comparar com meia-morada e morada-inteira.
Casa térrea

Casa (1) de um só pavimento (2).

Casa terreira

Ver casa térrea.

Casinha

1. Pequena casa (1). 2. No Brasil, no interior dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o mesmo que latrina (2), principalmente quando constitui uma edificação independente ou um puxado.

Catacumba

1. Local em que se enterra o defunto; cova, sepulcro. 2. Galeria (9) ou outra construção (2) subterrânea, geralmente com recessos e nichos (1) que servem de sepultura para muitos defuntos; cripta. 3. Usado no plural, cemitério formado por catacumba (1 e 2). Especificamente, também no plural, conjunto de galerias (9) subterrâneas em que os primeiros cristãos se reuniam secretamente.

Caulículo

Haste que sai de dentro de cada folha de acanto do capitel coríntio e se enrola sob o ábaco. As hastes maiores, que ficam sob os cantos do ábaco, formam as volutas do capitel.

Cavalete de telhado

Ver cumeeira (1).

Caveto

1. Moldura côncava, cujo perfil é um quarto de círculo. 2. Nas cornijas, parte reentrante, em quarto de círculo.

Cavilha

1. Na arquitetura clássica, pequena saliência cônica, também chamada gota, em cada mútulo do templo da ordem dórica. Originalmente era em madeira, submetendo as juntas de cobertura dos caibros. Nos edifícios em pedra, elas desempenham apenas um papel decorativo. 2. Pequena peça de madeira, pedra ou metal, de formas variadas, usada para manter solidárias duas peças da construção. Feita em madeira, é comum seu uso nas sambladuras de mecha e encaixe, principalmente se as peças estão sujeitas a esforços de tração, tendo, para este caso, forma cilindro-cônica. Feita em metal, era muito comum em construções antigas, usada nas alvenarias (1) de pedra, principalmente em pilares e ombreiras, para evitar o seu escorregamento. Também chamada tarraxa (2). 

Cavilhar

Pregar cavilhas (2).

Cavilheta

Pequena cavilha (2).

Cela

1. Pequeno dormitório.  Câmara (1), alcova. 2. Nos conventos, cada um dos pequenos aposentos (1) dos religiosos. 3. Em cadeias ou penitenciárias, cada um dos pequenos compartimentos destinados aos presos. 4. Parte principal de um templo clássico, onde muitas vezes se encontra a estátua do deus ao qual  o templo é dedicado. Também chamada nau. Em latim cella; em grego naos ou sekos.

Celatura

Ver baixo-relevo.

Cella

Lat. Termo latino para cela (4).

Célula

1. Pequena cela (1, 2 e 3).

Cemiterial

Relativo a cemitério.

Cemitério

Espaço, terreno (1) ou recinto (1) em que se enterram e guardam os mortos; necrópole, campo-santo.

Centauromaquia

Representação da luta dos centauros com os lápitas, povo de origem pré-helênica que habitava a Tessália, na Grécia. Faz parte da representação das lutas míticas nas métopas, frisos (1) e frontões do Partenon. A centauromaquia está situada no lado sul.

Certificado de conclusão

Ver habite-se.

Certificado de conclusão de obra

Também conhecido pela sigla CCO. Ver habite-se.

Chanfrado

Elemento ou peça que possui chanfro.

Chanfradura

Ver chanfro.

Chanfrar

Fazer um chanfro em um elemento ou uma peça.

Chanfro

Recorte nas arestas vivas de um elemento ou peça formando uma superfície plana, geralmente fazendo um ângulo de 45° com as duas superfíces planas que formavam a aresta. Em peças de madeira, o chanfro geralmente é feito com uma plaina ou garlopa. O mesmo que chanfradura.

Chapéu de muro

Ver espigão de muro.

Chapim

1. Em geral, pequena base de elementos construtivos, principalmente metálicos, como colunas (1) e pilares de metal. 2. Elemento onde se apóia o banzo das escadas. 3. Peça onde se apóiam os balaústres de uma balaustrada, principalmente de madeira.

Chapitel

Nos escritos antigos, o mesmo que capitel. Há também as formas chapitéu e chapitéo, todas provenientes do francês chapiteau. [ENG] Capital [EPO] Kapitelo

Chapitéo

Ver chapitel.

Chapitéu

Ver chapitel.

Chave

1. Ver fecho (1). 2. Pequeno instrumento metálico, recortado especialmente para encaixar-se em uma fechadura e movimentar sua lingueta. 3. Ver chave de faca.

Chevrão

Ornamento arquitetônico formado por uma série de filetes em forma de "V", resultando num zigue-zague; dancete, zigue-zague[ENG] Chevron

Chincharel

Ver xinxarel.

Cima

1. Parte mais elevada de um elemento ou de um edifício. 2. Ver cumeeira.

Cimácio

Na arquitetura clássica, moldura que arremata uma cornija (1) na sua parte superior, principalmente se tiver a forma de uma gola ou garganta (2). Localizada acima do lacrimal, é composta por uma série de molduras, com seção convexa na sua parte inferior e côncava na superior, formando um "S" inclinado, cuja superfície está voltada obliquamente para baixo. O mesmo que cimalha (3).

Cimalha

1. Moldura saliente à superfície, com o fim de arrematar o alto das paredes externas, de forma contínua em toda a fachada, ocultando o telhado; neste caso é chamada de cimalha real. Também é usada, de forma interrompida, para arrematar o alto de portas e janelas, acima de suas guarnições; neste caso chamada de cimalha de sobreverga, coroa de porta, frontão (1) e simplesmente coroa (3). Quando há beiral, encontra-se abaixo dele, servindo de apoio. Na platibanda, ornamenta tanto sua parte inferior quanto superior. Quando ocorre no alto de todas as paredes do edifício, é chamada de cimalha de redondo. Nas igrejas, por analogia, diz-se da cornija que corresponde às cimalhas das fachadas laterais, como se fosse seu prolongamento. A cimalha pode ser feita de massa, pedra ou madeira. Além das molduras, pode conter ornatos. 2. Peça de madeira colocada obliquamente, que serve como arremate entre as superfícies do teto e da parede interna. 3. Na arquitetura clássica, parte superior da cornija; o mesmo que cimácio.

Cimalha de boca de telha

Arremate executado com telhas cerâmicas engastadas nas paredes. Serve de proteção às paredes e apoio à telhas do beiral. É muito comum nas construções de pedra e cal das cidades litorâneas brasileiras. Também chamada beira e bica e sobeira.

Cimalha de redondo

Cimalha (1) que ocorre no alto de todas as paredes do edifício.

Cimalha de sobreverga

Cimalha (1) usada de forma interrompida para arrematar o alto de portas e janelas, acima de suas guarnições (2).

Cimalha real

Ver cimalha (1).

Cimbramento

Ver simples.

Cimbre

Armação de madeira ou ferro que serve de molde para a construção de arcos ou abóbadas de alvenaria. Também chamada de simples, cambota ou calibre.

Cimo

1. Genericamente, o ponto mais alto de algum elemento ou de uma edificação. 2. Ver cumeeira (1).

Cintrar

Curvar, especialmente madeira amolecida pelo vapor.

Cintro

Volta de arco (1), curva (3) côncava.

Cintura

1. Anel colocado na parte superior e inferior do fuste de uma coluna. 2. Parte circundante de uma cidade.

Circunvolução

1. Genericamente, número de voltas em torno de um centro comum. 2. Espiral (1) da voluta jônica e da curva (1) que descreve a hélice (1) da coluna torcida.

Cizicena

Sala (1) magnífica em que os gregos comiam, geralmente em jantares e banquetes, ornadas de arquitetura (3) e escultura, voltada ao norte, e sobre os jardins. Corresponde ao que os romanos chamavam triclínio ou cenáculo (1).

Claraboia

Abertura na cobertura (1) do telhado, vedada por material transparente ou translúcido para possibilitar ou aumentar a iluminação e, às vezes, ventilação em cômodos sem acesso direto ao exterior ou com amplas dimensões. Pode estar no mesmo plano do telhado ou em nível ligeiramente superior; neste caso, as pequenas frestas laterais também podem proporcionar iluminação e ventilação.

Claustro
Pátio interior descoberto e geralmente rodeado de arcadas (2) nos conventos ou edifícios que tiveram esse uso. Pode incluir também a galeria (1) coberta que circunda o pátio, geralmente em sua totalidade.
Coberta

1. Termo usado em Portugal para piso (3). 2. Telha de cobrir.

Cobertor

Ver piso (3).

Cogoilo

Ver cogulho.

Cogulho

Ornato de uso comum na arquitetura gótica, em forma de folhas (4) estilizadas, de extremidades curvas e encrespadas, com que se adornam cornijas e especialmente, em repetição, como remate (2) nas arestas (1) de pináculos coroados por florão (2), agulhas (1) e baldaquins (1). Também chamado cogoilo e crochete.

Coifa
Elemento em forma de campânula ou tronco de pirâmide, usado em fogões, fornos, churrasqueiras e lareiras para receber e desviar fumaça, gases e vapores de gordura provenientes da queima de carvão ou madeira, ou da cocção de alimentos. Sobre fogões geralmente é metálica, enquanto que sobre fornos, churrasqueiras e lareiras o material comumente utilizado é tijolo e às vezes barro. Também chamada às vezes de cúpula (3).
Colarete
Moldura composta de um astrágalo e um filete.
Colarinho

1. Na arquitetura clássica, moldura que comumente contorna a parte superior do fuste de certas colunas (1). Na coluna dórica, moldura estreita que a circunda na parte superior do fuste, logo abaixo dos ânulos (1). Na coluna toscana, essa moldura é um pouco mais larga. O mesmo que hipotraquélio e hipotraquelo. 2. Em fôrmas de pilares, o mesmo que gravata e cinta. 3. Chapa protetora para canos de ventilação que se projetam acima de uma cobertura plana.

Color

(pr. colôr) Adorno, ornato.

Colosso

Estátua de proporções gigantescas.

Columela
Ver coluneta.
Columelado
Espaço que possui columelas.
Coluna

1. Elemento vertical de sustentação, e diferencia-se do pilar por ter seção transversal circular. Na arquitetura clássica é composta por três partes: base, na parte inferior, que transmite cargas verticais para as fundações ou pavimentos inferiores; fuste, na parte intermediária, principal elemento da coluna; e capitel, na parte superior, que aumenta a superfície de apoio do elemento construtivo sobre a coluna. Quando não há base nem capitel, os extremos da coluna são chamados de imoscapo na parte inferior, e sumoscapo na parte superior. Na arquitetura clássica, é constituída por proporções relativas à sua ordem arquitetônica, com base em um módulo que mede o semidiâmetro da base do fuste. 2. Em prédios de vários pavimentos (2) a tubulação vertical principal, comum a todos os andares, de onde se distribuem os ramais ligados às instalações de cada pavimento, que podem ser de abastecimento de água, esgoto sanitário, instalação elétrica, de gás e de telefonia. As colunas d'água são subdivididas em colunas de recalque, de distribuição e de incêndio. 3. Peça vertical que serve de suporte ao lavatório, com as mesmas características deste quanto a material, cor, acabamento  (2) etc. Serve também para ocultar o sifão. 4. Monumento isolado em forma de coluna (1).

Coluna acoplada

Ver acoplamento.

Coluna almofadada

Ver coluna anelada.

Coluna anelada

Coluna (1) que tem o fuste envolvido por faixas separadas por anéis, que parecem entalhes.

Coluna canelada

Coluna (1) que tem o fuste com caneluras. O mesmo que que coluna estriada.

Coluna cóclida

Coluna (1) que possui em seu interior uma escada de caracol. Também chamada coluna oca.

Coluna compósita

Coluna (1) pertencente à ordem compósita, com base (2), fuste canelado e listéis. Seu capitel possui elementos tanto da ordem jônica (duas volutas) quanto da ordem coríntia (acantos).

Coluna coríntia

Coluna (1) pertencente à ordem coríntia, com fuste canelado e listéis, base (2) e capitel ornado com acantos.

Coluna dórica

Coluna (1) pertencente à ordem dórica, de características singelas. Não possui base (2), tem fuste canelado com arestas (2), e capitel com ábaco quadrado, equino e ânulos (1).

Coluna duplicada

Coluna (1) que está unida a outra em até um terço de seu diâmetro.

Coluna embebida

Ver coluna nichada.

Coluna embutida

Ver coluna nichada.

Coluna emparelhada

O mesmo que coluna acoplada; ver acoplamento.

Coluna enfeixada
Coluna (1) composta de diversos fustes, justapostos ou separados, ou com meios-fustes com faces contrapostas. Também chamada coluna fasciculada.
Coluna estriada

Coluna (1) que tem o fuste, ao longo de sua altura, percorrido por estrias (1) equidistantes. Também chamada coluna canelada.

Coluna fasciculada

Ver coluna enfeixada.

Coluna galbada
Coluna (1) cujo fuste possui galbo (2) ou êntase.
Coluna jônica

Coluna (1) pertencente à ordem jônica, com fuste canelado e listéis, base (2) e capitel ornado com duas volutas.

Coluna nichada

Coluna (1) que tem a metade longitudinal do fuste embebida, embutida, no paramento (2) de uma parede.

Coluna oca

Ver coluna cóclida.

Coluna rostrada

Ver coluna rostral.

Coluna rostral

Na arquitetura romana, uma coluna (1) ornamental decorada com proas de navios (rostros), para celebrar uma vitória naval. Também chamada coluna rostrada.

Coluna salomônica

Coluna (1) que tem o fuste torcido de maneira helicoidal. Pode apresentar um efeito real de torção ou possuir molduras helicoidais, mais finas ou mais grossas, que envolvem a coluna. Às vezes também se apresenta como uma coluna (1) formada por colunetas trançadas helicoidalmente, típica do estilo manuelino. Também chamada coluna torcida e coluna torsa.

Coluna talhada

Ver coluna anelada.

Coluna torcida

Ver coluna salomônica.

Coluna torsa

Ver coluna salomônica.

Coluna toscana

Coluna (1) pertencente à ordem toscana, com capitel de ábaco quadrado e equino, parecido com o capitel dórico. Diferentemente da coluna dórica, possui base (2) e seu fuste é liso, sem caneluras.

Colunado

Elemento ou espaço que possui colunas (1).

Colunar

1. Referente a coluna (1). 2. Qualquer elemento que tenha a forma de coluna (1). 3. Dispor em colunas (1), em filas. 4. Dar forma de coluna (1) a algum elemento.

Colunário

Que tem ou é ornado por colunas (1), reais ou representadas.

Colunata

Fileira de colunas (1) equidistantes umas das outras. É frequente na fachada frontal do edifício ou circunda-o parcial ou totalmente. Também é comum em volta de pátios internos.

Colunela

O mesmo que colunelo, coluneta e columela.

Colunelo
Ver coluneta.
Colunelo ofídico

Colunelo em forma de serpente, enrolado em nós.

Coluneta

Pequena coluna (1). Columela, colunelo.

Cômodo

Compartimento, peça (2) ou aposento (1) de uma casa (1). Em geral é de habitação, e refere-se a quartos (1), salas (1) e até mesmo cozinha. Desse modo, os demais compartimentos tais como banheiros,  corredores (2 e 3) e varandas (3, 5 e 7) não são considerados cômodos.

Compartimento

Cada um dos espaços delimitados de uma edificação. Compartimento habitável é o que se presta adequadamente ou sem maiores inconvenientes para dormitório (1), como quartos (1) e salas (1). Compartimento não habitável refere-se aos demais, como banheiro, áreas de serviço, despensas e adegas. Também chamado peça (2), dependência (1), cômodo e, antigamente, repartimento ou repartição (3).

Compósito

Ver ordem compósita.

Comua

Ver latrina (2).

Concameração

Genericamente, qualquer parte arqueada ou côncava de uma edificação. Construção (2) abobadada; teto ou telhado abobadado; abóbada; arco de abóbada; arcada (5).

Concreto

Material de construção artificial aglomerado, semelhante à rocha, composto por cimento, agregados e água, formando massa consistente e compacta que com o tempo endurece. Os agregados  mais usados na sua preparação são a areia e a pedra britada ou brita. A pedra britada é às vezes substituída por pedregulho natural. Em geral, 4/5 de sua composição são de agregados. As proporções entre seus componentes é dada pelo traço, que varia em função da resistência necessária para a sua função. A resistência é principalmente influenciada pela relação entre o peso da água e do cimento, chamada fator água-cimento. Seu preparo pode ser feito no canteiro de obras, manualmente ou em betoneiras; ou em indústrias, chamado concreto usinado, que posteriormente é levado ao canteiro em caminhão-betoneira. O tempo máximo aceitável no transporte do concreto no caminhão-betoneira é de 90 minutos. Às vezes é chamado concreto simples para diferenciar-se do concreto armado. Em Portugal é chamado betão.

Concreto armado

Concreto reforçado internamente com uma armadura de aço para aumentar a resistência à tração e ao cisalhamento nos elementos do qual ele é constituído. Sua armadura é feita com barras de aço de seção circular de vários diâmetros. O dimensionamento e a disposição da armadura na peça é determinada pela função a que se destina na edificação, e é determinada por engenheiro especializado. Comumente é feito no canteiro de obras e montado em fôrmas de madeira. É amplamente utilizado em elementos estruturais como pilares, vigas e lajes. O concreto armado também pode ser pré-fabricado em uma indústria e posteriormente transportado para o canteiro e ali é montado com auxílio de equipamento adequado. A obra também pode usar um sistema misto, com elementos montados no local e pré-fabricados. Em Portugal é chamado betão armado e cimento armado.

Concreto simples

Ver concreto.

Conexão

Cada um de um conjunto de peças utilizadas para emendas, mudanças de direção, derivação, mudança de diâmetro, união e fechamento de cano em instalações hidráulicas, sanitárias e de gás. Geralmente são de metal ou plástico PVC. Os tipos de união e vedação utilizados são solda, rosca, fita veda-rosca, cola e anel compressível. O sistema de bolsa e ponta facilita o encaixe entre as peças.

Conjugado

Ver apartamento conjugado.

Consola

Lus. (pr. só) 1. Genericamente, o mesmo que consolo, repisa e peanha. 2. Na arquitetura clássica, é o mesmo que mísula, cuja função é suportar uma cornija ou um balcão. A consola invertida, também chamada quartela (2) ou aleta (3), é apenas um motivo decorativo, e também é chamada modilhão.

Consola invertida

Lus. (pr. só) Ver consola (2). Também chamada modilhão.

Console

Ver consolo.

Consolo

(pr. só) Saliência na parede ou pilar, que serve de apoio a outros elementos estruturais, tais como vigas, e aumentar a área de sustentação. Serve também de apoio para vasos, peitoris, balcões e cornijas. No caso de apoio para balcões, também é chamado de cachorro. No caso de apoio a objetos como vasos e estatuetas, também é conhecido como peanha.

Construção

1. Ação de construir. Maneira de erigir um edifício. 2. Qualquer realização arquitetônica, ver obra (1 e 2).

Construir

Edificar, arquitetar (2), erigir qualquer tipo de prédio (1), cidade, obra de arte (2) ou quaisquer elementos de uma obra.

Contrachave

Ver contrafecho.

Contracurva

Curva (1) que termina um arco (2), tomando direção oposta a ele.

Contrafecho

Em arcos e abóbadas de tijolos ou pedras, cada uma das aduelas (1) que ladeiam o fecho (1). Também chamado contrachave e seguintes do fecho.

Contraforte

1. Obra maciça de alvenaria que reforça paredes ou muros sujeitos a empuxos laterais. Pode ser executado interna ou externamente à edificação. Muito usado em prédios (1) com abóbadas, especialmente na arquitetura gótica. Também chamado gigante (1), encontro (2), encoste, encostes e pegão, nesse último caso, principalmente, se feito em alvenaria de pedra. 2. Nas coberturas (1) de telhas metálicas, chapa de metal que corre ao longo da cumeeira, e serve de remate superior da cobertura.

Contramarco

Peça de madeira justaposta ao marco (2) das esquadrias (1) na parte exterior. Possui saliências e reentrâncias que permitem o encaixe dos caixilhos de portas e janelas, e permite melhor acabamento das esquadrias.

Contrapadieira

Nas construções antigas, peça disposta junto à padieiras (1) de portas e janelas, usada quando o rasgo (1) é maior que o portal (1) das esquadrias (1), completando a espessura das paredes. Também chamada archete (1) e arquete (1).

Contrarrufo

Tipo de rufo (1) instalado nas junções das calhas e das platibandas, com o objetivo de reforçar a barreira contra infiltrações por esses pontos.

Contraverga

Elemento disposto sobre o contramarco para dar melhor acamento nas esquadrias, principamente metálicas.

Coríntio

Ver ordem coríntia.

Cornija

1. Na arquitetura clássica, parte superior do entablamento, composta de cimalha (3) ou cimácio, lacrimal e sofito. Possui diferentes ornatos e formas, de acordo com sua ordem. A cornija dórica caracteriza-se pela presença de mútulos. A cornija jônica caracteriza-se pela presença de dentículos sob o lacrimal. A cornija coríntia geralmente possui modilhões. 2. Moldura ou conjunto de molduras salientes que servem de arremate superior a elementos arquitetônicos ou ao edifício. Quando é arremate de um edifício, tem como função principal desviar as águas pluviais que descem pelo telhado das paredes externas. Muito usada em fachadas e edifícios de prédios ecléticos e da arquitetura colonial brasileira. Quando situada no alto de paredes externas e de portas e janelas é também chamada de cimalha.

Coroa arquitetônica
Ornamento que arremata o topo (1) de um edifício ou de um elemento arquitetônico; coroamento (2).
Coroa de porta
Ornamento em relevo, acima de uma porta ou janela; frontão (1), coroa (3).
Coroa do oitão

A pedra de topo (1) na face escalonada de um oitão.

Coroa mural

Ver espigão de muro.

Coroamento
1. Parte superior de um edifício ou parte da edificação. Pode ser composto por um ou mais elementos construtivos. Em antigas construções (1) de maior porte era constituído por elementos que tinham também uma função decorativa. Com a introdução do modernismo na arquitetura (1, 3 e 4), contrários às ornamentações (2), deixou de ser utilizado, ficando às vezes reduzido a uma faixa horizontal. 2. Ornamento que remata (2) o topo (1) de um edifício, vão (2), arco (1), uma abóbada ou de um elemento arquitetônico. No caso de um arco (1), inclui a chave (1). Também chamado coroa (2) e coroa arquitetônica. 3. Fortificação construída no cume de uma encosta.
Coroar
Pôr coroamento (2), remate (2) em edifício, elemento arquitetônico ou vão (2); arrematar, rematar (2).
Corpo

1. Na arquitetura clássica, o mesmo que dado. 2. Uma parte do edifício que se destaca horizontal ou verticamente do seu conjunto. Quando é a parte central e principal do edifício, é chamado corpo central.

Corrimão

Peça disposta ao longo de escada, rampa, parapeito ou sobre guarda-corpo e balaustrada em balcões (1 e 2), alpendres e terraços, servindo de apoio para as mãos ou remate. Os corrimãos devem ser colocados em ambos os lados da escada, com acabamento recurvado nas extremidades, para maior segurança das pessoas e com prolongamento mínimo de 0,30 m no início de o término de escadas e rampas. O corrimão deve ter dupla altura, uma de 0,70m e outra de 0,92 m, medindo-se verticalmente do topo do corrimão à superfície do piso do degrau, do patamar ou da rampa. A primeira altura (0,70 m) é destinada principalmente ao uso de pessoas em cadeiras de rodas. Os corrimãos devem ser projetados de forma a poderem ser agarrados fácil e confortavelmente, permitindo um contínuo deslocamento da mão ao longo de toda sua extensão, sem encontrar quaisquer obstruções, arestas ou solução de continuidade, e devem estar afastados no mínimo 0,04 m das paredes ou guardas onde forem fixados. Também chamado mainel (2).

Corte de telhado

Ver água de telhado.

Coruchéu

Arremate ornamentado de certos edifícios, às vezes provido de vidraças, fazendo o papel de claraboia. Comumente tem forma cônica e piramidal de base quadrada ou octogonal. Usado principalmente em construções antigas providas de torres (2) ou frontões, sobretudo em igrejas. Neste caso, geralmente é feito de pedra. Também chamado pináculo.

Costas

Ver espaldar (1); encosto.

Coxim

1. Peça reforçada de alvenaria na qual se apoia a extremidade de uma viga; elemento de ligação. 2. Na arquitetura clássica, o mesmo que equino no capitel dórico ou balaústre (3) no capitel jônico. 3. Na decoração, uma almofada (3) ou espécie de sofá sem costas. 4. Em ferrovias, suporte de ferro fundido que se coloca sobre o dormente (4) e onde se assenta o trilho.

Cozinha americana
Cozinha integrada à sala (2), separadas apenas por um balcão (2 ou 3). A cozinha fica exposta e deixa de ser um compartimento escondido e sem destaque. Esta solução sala-cozinha otimiza o uso dos cômodos e frequentemente é usada em espaços reduzidos, como nos apartamentos conjugados, ampliando os ambientes. O balcão (2 ou 3) pode fazer as vezes de mesa (2) de jantar, com banquetas (1) ou cadeiras. Geralmente o espaço acima do balcão (2 ou 3) é preenchido com prateleiras ou suportes para copos e taças. A peça (3) que separa a cozinha da sala (2) é o elemento mais importante de uma cozinha americana, e frequentemente é bem explorada também como elemento de decoração.
Craca

Termo antigo para canelura.

Crépido

Ver crepidoma.

Crepidoma

1. Qualquer base elevada sobre a qual coisas são colocadas ou edifícios são construídos, tais como obelisco, altar, templo, etc. Pódio, crépido. 2. Ver estereóbata.

Crépis

Ver crepidoma.

Crista

Aresta (1) de muralha, muro (2) ou telhado; neste último caso, o mesmo que cumeeira (1) e espigão (4). Ver florão (2).

Cristalização

Acabamento (2) que se consegue com processo feito por empresas especializadas com a função de criar uma película protetora para os pisos de mármore e granito.

Crochete

Ver cogulho.

Cruciforme

Elemento ou prédio (1) em forma de cruz.

Cruzeiro
1. Grande cruz sobre pedestal, erguida em adros de igrejas, cemitérios, praças (1) e largos. 2. Nas igrejas e catedrais cristãs que apresentam um planta em forma de cruz latina, espaço situado na intersecção da nave central com o transepto. Frequentemente possui cobertura (1) abobadada.
Cubículo

1. Pequeno dormitório (1). 2. Cela (2) de religiosos em convento, câmara (1), pequeno compartimento.

Cume

1. Genericamente, o ponto mais alto de algum elemento ou de uma edificação; cimo (1). 2. Ver cumeeira (1).

Cumeada

Ver cumeeira (1); cumeada.

Cumeeira

1. Aresta (1) superior do telhado. Também chamada cavalete de telhado, cimo (2), cume (2), cumeada, encumeada, topo (2), crista e espigão (4); neste último termo, especificamente o espigão horizontal. 2. Nos vigamentos de telhado, peça (1) de madeira disposta ao longo dos vértices (1) das tesouras, tornando seu elemento de união. As extremidades dos caibros apóiam-se sobre ela. Em geral apóia-se no topo do pendural. Tem frequentemente seção retangular com 0,06 m x 0,16 m. Também chamada pau-comprido, pau de cumeeira e pau de fileira.

Cumieira

Ver cumeeira.

Cuneu
Um dos setores em forma de cunha, da platéia de um teatro ou anfiteatro, delimitada por degraus e passagens horizontais.
Cunha

1. Peça metálica, de madeira ou pedra, de formatos variados, principalmente em forma de prisma triangular reto, com inúmeras aplicações na construção, tais como fixar pontaletes, fender pedras, separar elementos justapostos, levantar objetos, calçar elementos arquitetônicos, etc. Pode ser usada isoladamente, ou de duas a duas, com vértices opostos. 2. Cada um dos elementos que compõem os arcos ou abóbadas. O mesmo que aduela.

Cunhal

1. Faixa vertical saliente nas extremidades de paredes ou muros externos das edificações, em geral abrangendo da base ao coroamento. 2. Ângulo externo e saliente formado pelo encontro de duas paredes externas, e serve de proteção à quina do edifício ou de ornamentação da fachada. Geralmente é construído com material diferente do utilizado na alvenaria das paredes. Também chamada quina e pilastra angular.   [ENG] Quoin

Cúpula
1. Abóbada cuja forma é gerada por um arco que gira em torno de um eixo, de modo que tenha sempre seção horizontal circular. Também chamada abóbada de revolução e abóbada esférica. Na maioria das vezes as cúpulas são calotas esféricas. Foi muito utilizada em prédios suntuosos, como palácios, igrejas e teatros. Muitas vezes tinha no seu ponto mais alto uma pequena lanterna (1), propiciando iluminação zenital e pontual no interior do edifício. A superfície que arremata externamente a cúpula chama-se zimbório ou domo (1). 2. Ver capela (7). 3. Ver coifa.
Cúpula de cebola
Cúpula (1) constituída por mais da metade de uma esfera, fazendo com que o seu diâmetro seja maior que o do cilindro ou da base circular em que é ajustada, e geralmente a sua altura excede a sua largura. A estrutura bulbosa converge-se suavemente para um ponto, assemelhando-se muito com uma cebola. A catedral de São Basílio, em Moscou, e o Taj Mahal, na Índia, são exemplos desse tipo de cúpula. Na maioria, são encontradas na arquitetura (2) oriental, particularmente na Rússia, Turquia, Índia e no Oriente Médio.
Cúpula falsa
1. Cúpula (1) construída através de balanços sucessivos de pedras ou tijolos até que a cúpula (1) se feche em um ponto intermediário, no qual é colocada um elemento de remate (1) para completar a obra (1). O comportamento estático é de uma estrutura adintelada, sem esforços horizontais de grande importância. É possível suavizar o contorno escalonado, mas não se tem nenhuma ação de cúpula (1), com distribuição de carga, e está sujeita a desmoronar-se com maior facilidade. 2. Ver cúpula fingida.
Cúpula fingida
Cúpula (1) apenas pintada no teto de um edifício, principalmente em igrejas. O recurso utilizado é o trompe l'oeil (Fr. engana o olho), que cria uma ilusão visual de uma cúpula (1) real. Também chamada cúpula falsa (2).
Cúpula hemisférica

Cúpula (1) cuja superfície é a metade de uma esfera.

Cupulado

Elemento em forma de cúpula (1) ou prédio que apresenta uma cúpula (1); cupular, cupuliforme.

Cupular

Referente ou assemelhado a cúpula (1); cupulado, cupuliforme.

Cupuliforme

Em forma de cúpula (1); cupulado, cupular.

Cupulim
1. Pequeno lanternim (1) que, num terraço (1), resguarda a entrada da escada. 2. Pequena cúpula (1) que arremata o lanternim (1).
Curva

1. Genericamente, qualquer linha ou superfície que tenha um centro ou seja composta de vários centros que a determina, tais como círculo, arco, elipse, parábola, hipérbole, etc., ou esfera, superfícies do cilindro, do cone, etc. 2. Tipo de conexão para canos e tubos, de metal ou plástico PVC, usada para unir dois tubos retos em instalações hidráulicas, sanitárias ou de gás. Pode ser longa ou curta. Comumente seu diâmetro varia de 12 mm a 50 mm. 3.  Na arquitetura (3 e 4), arco (1), curvatura de abóbada e elemento arqueado em construções, móveis etc.

Curva reversa

Na geometria, curva (1) não contida num plano.

Curvatura

Forma curva de qualquer superfície; arqueadura, arqueamento.

Curvidade

Ver curvatura.

Cúspide

1. Ponta aguda e geralmente alongada de um elemento. 2. Por extensão, cume (1), vértice (2) e píncaro. 3. Na geometria, ponto de uma curva (1) onde o vetor tangente inverte o seu sentido. Também chamada ponto cuspidal e ponto de reversão.

Dado

1. Na arquitetura clássica, parte principal do pedestal da coluna (1), em forma de hexaedro (cubo, prisma ou paralelepípedo), ordinariamente com uma base (2) e coroado por uma cornija (2), sobre a qual se assenta a base da coluna. 2. Plinto ou cubo que serve de base para um ornato qualquer. 3. A porção inferior de uma parede quando é nitidamente diferenciada da porção superior, seja pelo uso de saliências, painéis (1) ou molduras tanto em uma porção quanto na outra.

Dancete

Ver chevrão e zigue-zague. [ENG] Dancette

Dardo

Ornato com forma de pequena lança ou seta, usado em série nas arquiteturas clássica e neoclássica. Encontra-se no equino do capitel jônico.

Decastilo

Edifício ou pórtico (1) com dez colunas (1) na fachada.

Decoração

Ato ou efeito de decorar e embelezar. Ornamentação que complementa o ambiente arquitetônico, chamada de elemento de decoração. Engloba cor das paredes, cor e moldura dos tetos, painel mural, escultura, mobiliário, cortinas, tapetes, luminárias, plantas, objetos em geral, que integram a arquitetura (3) como espaço organizado.

Decorar

1. Guarnecer ambientes de um espaço arquitetônico, ou parte dele, com móveis, tapetes, etc. 2. Ornamentar, enfeitar um elemento arquitetônico ou qualquer outro objeto.

Decorativo

Aquilo que decora, orna e embeleza.

Deflexão

Ver flecha (3).

Degrau

Elemento formado por duas superfícies em desnível, em geral paralelas, que permite a passagem entre níveis diferentes. O degrau que tem a figura de um retângulo chama-se reto. O degrau anguloso ou oblíquo chama-se ingrauxido. Nas escadas, a parte horizontal é chamada piso (3) cobertor ou passo (2), e a outra, vertical, é chamada espelho (1) ou eretor. A linha formada pelos planos do piso e do espelho é chamada quina ou aresta. Algumas vezes o degrau é arredondado e não possui aresta. Outras vezes, o piso forma uma saliência em relação ao espelho, chamada bocel (2) ou focinho (2), geralmente de 0,02 m a 0,05 m. Para que uma escada seja cômoda e não cansativa, Blondell, matemático e teórico da arquitetura, estabeleceu uma  fórmula adequada: p+2a=64. Sendo p=piso, a=altura (espelho) e 64=quantidade em centímetros de um passo desenvolvido normalmente pelo homem. Mais recentemente Doll e Lehrman estabeleceram um dado objetivo para atender ao menor consumo de energia no uso da escada, expresso pela fórmula p-a=12. Como são variadas as situações em que a escada cumpre a sua função, pela prática estabeleceu-se que o piso pode variar de 0,28 m a 0,32 m e o espelho entre 0,165 m e 0,17 m.

Demão

Camada de tinta que se estende por uma superfície.

Dentações

Ver espera (2).

Dentado

Ver denteado.

Dentar

Ver dentar.

Dente

1. Formação de elementos de alvenaria, que ficam salientes em uma parede para servirem de amarração aos elementos de parede a ser construída depois. O mesmo que espera (2). 2. Entalhe (1) feito em peças (1) de madeira, principalmente tábuas (1), para que sejam unidas entre si. Em geral, essa união são sambladuras, principalmente as de mecha e encaixe. 3. Saliência que se destaca do corpo (2) de edifício, elemento ou ornato. 4. Cada um dos ressaltos ornamentais quadrados ou retangulares encontrados no topo (1) de uma parede ou entablamento (1); dentículo. 5. O corpo (2) mais alto e saliente dos telhados em shed

Denteação

Conjunto de saliências em forma de dentes (3) em edifício, elemento ou ornato; denteadura.

Denteado

Obra (2), elemento ou peça (1) de construção (2) que possui ornatos ou entalhes (1) em forma de dentes (3); dentado.

Denteadura

Ver denteação.

Dentear

Recortar ou fazer saliência em edifício, elemento ou ornato em forma de dente (3).

Dentelo
Ver dentículo.
Denticulado

Elemento que possui dentículos.

Denticular

Elemento que possui dentículos.

Dentículo
Ornato ou entalhe em série, constituído de elementos em forma de dentes (3), com cheios e vazios. Os vãos correspondem à metade da largura do dente (3). Muito usado para ornamentar cornijas, principalmente na arquitetura neoclássica. Também chamado dentelo. O elemento que possui dentículos é chamado denticulado, denticular ou denteado.
Dentilhão

Conjunto de tijolos ou pedras deixadas salientes nas paredes para serem úteis à continuação das obras (1), como por exemplo para amarrar outra parede; espera (2), dente (1).

Dependência

1. Cada parte componente de uma casa ou de um edifício, considerada isoladamente (mais usado no plural); compartimento. 2. Edificação anexa a uma casa ou um prédio.

Desenho de interiores
Área da arquitetura (1 e 5) especializada em espaços interiores do ambiente construído. Parte de uma planificação geral até a criação de esquemas cromáticos e revestimentos de paredes, pisos (1), tetos, seleção do mobiliário, de luminárias, cortinas e outros objetos que compõem o ambiente; interiorismo.
Design de interiores

Ver desenho de interiores.

Desmembramento
Divisão de um lote em dois ou mais lotes. Comparar com remembramento.
Desvão

1. Espaço situado entre a cobertura (1) do telhado e o forro (1) do último pavimento (2). Quando possui abertura para o exterior, permitindo que o cômodo seja utilizado, é chamado água-furtada. 2. Espaço situado embaixo de escada, compreendido pela sua parte inferior e o piso (1) onde ela se inicia. 3. Em Portugal, ferramenta usada por carpinteiros e marceneiros, semelhante ao guilherme, para formar ranhuras com seção em meio círculo nas peças.

Diamante

Ver bico-de-diamante (1).

Diastilo

Intercolúnio em que as colunas (1) são espaçadas de três diâmetros, ou seis módulos (1). Comparar com areostilo e outros termos análogos.

Dintel

1. Verga aparente e saliente de porta ou de janela, feita em diversas formas, no paramento (2) da parede. Também chamado lintel e padieira (1).  2. Peça que serve de apoio a uma prateleira.

Diostilo

1. Frontaria formada por colunas emparelhadas. 2. Edifício com duas colunas (1) na fachada; distilo.

Díptero

Edifício, geralmente um templo (1), que possui duas fileiras de colunas (1) no seu entorno. Comparar com monóptero e pseudodíptero.

Distilo

Edifício ou pórtico (1) com duas colunas (1) na fachada; diostilo (2). Comparar com outros termos de significado análogo (tristilo, tetrastilo, pentastilo, hexastilo, heptastilo, octostilo, eneastilo, decastilo, undecastilo e dodecastilo).

Distríglifo

O mesmo que ditríglifo ou métopa.

Ditríglifo
Ver métopa.
Dodecastilo

Edifício ou pórtico (1) com doze colunas (1) na fachada.

Dólmen
Monumento neolítico formado por dois (dólmen bilítico) ou mais megálitos (dólmen trilítico, dólmen tetralítico etc.), que formam uma estrutura em forma de mesa e caracteriza-se por ter uma câmara  (3) de forma poligonal ou circular utilizada como espaço sepulcral. As pedras em posição vertical são chamadas esteios (1) ou ortóstatos. A pedra horizontal é chamada chapéu (1), mesa (4) ou tampa (2). Também chamado dólmin, anta (3) ou orca.
Dólmin

Ver dólmen.

Domicílio

1. Casa (1) de residência (2); habitação fixa; lugar onde alguém reside com ânimo de permanecer. 2. Lugar da sede da administração das pessoas jurídicas.

Dórico

Ver ordem dórica.

Dormitório

1. Aposento (1) onde se dorme; quarto de dormir. 2. Numa comunidade, convento, colégio, quartel, universidade, etc., local onde estão os leitos. Estende-se o termo para o corredor (2) ladeado de celas (1) ou o próprio edifício que encerra aqueles aposentos (1).

Dossel

Qualquer cobertura (1) a meia altura, no interior de um cômodo ou ambiente interno. Pode ser de madeira, pedra ou tecidos como o veludo, a seda ou o damasco. Comumente é colocado sobre tronos reais, altares, púlpitos ou camas senhoriais. Nas igrejas antigas é frequentemente muito ornamentado. Quando o dossel é sustentado por colunas (1) é chamado baldaquim (1). Quando apresenta a forma de guarda-sol é chamado umbrela ou umbela. Também chamado às vezes de sobrecéu (1) e guarda-voz.

Dússia

Ant. Ver adússia (1).

Edificação

Ato ou efeito de edificar. Edifício.

Edificador

Aquele que edifica. Construtor. Arquiteto.

Edificamento

Ver edificação.

Edificar

Construir ou levantar um edifício. Erigir uma construção.

Edifício

Qualquer construção destinada a ser habitada, seja qual for a sua função. Casa, habitação, prédio (1). Edificação térrea ou de vários pisos (2).

Eirado

Ver açoteia e terraço (1).

Elefante branco

No Brasil, coisa que traz problemas ou dá trabalho, sem ter grande utilidade ou importância prática. Por extensão, obra grande sem muita utilidade ou que teve sua construção (1) interrompida, permanecendo inacabada.

Elemento

Ver elemento de construção; elemento arquitetônico.

Elemento arquitetônico

Ver elemento de construção.

Elemento construtivo

Ver elemento de construção.

Elemento de construção

Cada uma das partes componentes de uma construção, podendo ser constituído pela conjunção de duas ou mais dessas partes. Um simples tijolo, uma porta, uma laje de concreto ou uma parede pré-moldada são elementos de construção. Pode ser denominado, quanto à sua característica, como estrutural, decorativo e funcional, respectivamente uma laje, um ornato e uma parede apenas de vedação. Um elemento pode ter mais de uma característica, como uma parede autoportante, que é estrutural e de vedação. Também chamado elemento arquitetônico.

Elevação

Ver alçado e fachada.

Empetecar

Ver petecar.

Enastrado

Ornato com nastros entrançados. Obra (2) feita com nastros, fitas.

Enastrar

Fazer ornato em forma de nastros entrelaçados.

Encontro

1. Cada um dos maciços de alvenaria que sustentam uma ponte. 2. Cada um dos pés-direitos que neutralizam os empuxos laterais de arcos e abóbadas. Também chamado contraforte (1), encontro de abóbada ou pé-direito de abóbada.

Encontro de abóbada

Ver encontro (2).

Encoste

Ver contraforte (1).

Encostes

Ver contraforte (1).

Encosto

Ver espaldar (1).

Encumeada

Ver cumeeira (1); cumeada.

Endonártex

Ver nártex (2). Também chamado esonártex e nártex interior.

Eneastilo

Edifício ou pórtico (1) com nove colunas (1) na fachada.

Engra

1. Canto ou quina formados por duas paredes concorrentes para designar o canto ou quina reentrante, sendo chamado cunhal (2) o canto ou quina saliente. 2. Cada uma das faces laterais dos rasgos (1) de portas ou janelas, quando a espessura é maior do que o portal (1) da esquadria (1). Nas antigas construções coloniais brasileiras muitas vezes é chanfrada. Também chamada face-do-rasgo e enxalço (1).

Enramada

Ver ramada.

Enrolamento

Ver espiral (1).

Êntase

Na arquitetura grega, a partir do século VI, curva suave do perfil vertical de uma coluna, provocada pelo adelgamento, ou afunilamento, no seu diâmetro, a partir do meio do fuste em direção à extremidade superior. Na arquitetura romana, geralmente o adelgamento também ocorre, em menores proporções, em direção à base (2) do fuste, dando à coluna a "forma de charuto". Galbo (2).

Entrecolúnio

Ver intercolúnio (1 e 2).

Entreforro

1. Ver desvão (1) do telhado. 2. Ver guarda-pó (1).

Entrepano
1. Espaço entre pilastras e entre colunas (1); intercolúnio (1). 2. Divisória vertical em armários e estantes.
Entrepilastra

Ver intercolúnio (1).

Entretalhadura

Baixo-relevo, meio-relevo, obra de lavores e figuras; escultura.

Entretalhar

Esculpir em meio-relevo; abrir baixos-relevos em; cortar lavores (1) vazados e figuras.

Envasadura

1. Vão (2) aberto nas paredes para colocação de portas e janelas, mais comumente usado para referir-se às paredes externas. 2. Envasamento, embasamento (1).

Envasamento

Ver embasamento.

Enxalço

1. O mesmo que engra (2), quando designa a face chanfrada dos rasgos (1) de portas ou janelas. 2. Ver arco de escarção.

Epistílio
Ver arquitrave (1).
Equino

(pr. ki) No capitel dórico, moldura larga, arredondada ou curva, sob o ábaco e acima dos ânulos; coxim (2). No capitel toscano, o equino é semelhante, e está entre o ábaco e um anel ou filete. No capitel jônico, moldura recoberta de óvalos e dardos, situada entre as volutas. [ENG] Echinus [EPO] Ekino

Eretor

Ver espelho (1).

Ermida

Pequena igreja ou capela (2), geralmente de só um altar, situada em lugar ermo e descampado.

Escada

Elemento cuja função é proporcionar a circulação vertical entre dois ou mais pisos (2) diferentes, através de uma sucessão de degraus. Geralmente as escadas são de alvenaria, madeira, metálicas ou de concreto armado. Uma sucessão ininterrupta de degraus é chamada lance ou lanço. Dois lances sucessivos são intercalados por um patamar (1), descanso ou patim. O lance pode ser reto, de degraus de plantas (3) retangulares, ou curvo, de degraus retangulares ou triangulares, chamados ingrauxidos. Quando interna, desenvolve-se dentro do espaço chamado caixa de escada, ou simplesmente caixa. Quando a escada faz um retorno, ou se dobra, ou seja, quando o lance não é reto, o espaço resultante do lado interno chama-se bomba, lanternim (2) ou olho de escada. Escada engastada é aquela situada entre duas paredes paralelas, não havendo bombas laterais. Quando solta ou desencostada, pelo menos em um dos lados, a perna ou viga onde são engastados os degraus chama-se banzo. O varão que acompanha a escada e serve de apoio à mão para quem desce ou sobe é chamado corrimão ou mainel.

Escada de caracol

Escada que possui um lance contínuo, em que a superfície tangente aos degraus desenvolve-se em espiral (2) em torno de um eixo quase sempre vertical. Pode possuir ou não bomba central. Quando o núcleo central  não é um vazio, ou seja, é maciço, este recebe o nome de mastro, piãopilar, ou escaparate (2). Também chamada escada espiral, escada torcida, escada helicoidal, escada de parafuso ou escada de rosca. É usada quando há pouco espaço para se ocupar com uma caixa de escada.

Escada de parafuso

Ver escada de caracol.

Escada de rosca

Ver escada de caracol.

Escada elíptica

Escada de caracol cuja projeção no plano possui a forma de elipse.

Escada espiral

Ver escada de caracol.

Escada helicoidal

Ver escada de caracol.

Escada torcida

Ver escada de caracol.

Escadaria
1. Escada ampla, geralmente monumental, de acesso ao edifício, utilizada principalmente em prédios (1) suntuosos, palácios e igrejas. Também chamada escadório e escadós. 2. Escada ou série de escadas, com vários lances separados por patamares (1), para circulação entre pavimentos (2) de um edifício ou acesso a um local elevado, como um mirante (1).
Escadório

Ver escadaria.

Escadós

Ver escadaria (1).

Escaparate

1. Haste ou corpo roliço semelhante a uma coluna (1). 2. O mesmo que mastro e pião das escadas de caracol. 3. Cantoneira. 4. Pequeno armário.

Escapo
1. Moldura estreita côncava, com seção de um quarto de círculo, usada como elemento de ligação entre o fuste e a base (escapo inferior) ou entre o fuste e o capitel (escapo superior). 2. No bate-estacas, aparelho que é colocado no topo, responsável pela queda do macaco.
Escarção

Ver arco de escarção.

Escócia

Moldura côncava na base de uma coluna (1), formada por um quarto de círculo e mais algumas partes de círculo com centros diferentes. Também chamada nacela. Esta moldura costuma ter um perfil muito cavado e reentrante, e por isso mesmo escuro (Lat. skotios = escuro).

Escócia profunda

Moldura com as mesmas características da escócia, com perfil ainda mais reentrante.

Escudete
(pr. dê) Ornato de chapa de metal lavrada ou de madeira embutida, empregado como florão (1) que guarnece a parte da porta (2), do móvel, da caixa ou do estojo onde entra a chave (2) pela fechadura ou onde se fixam maçanetas, aldrabas (1), argolas (2) ou puxadores. Também chamado espelho (2).
Esonártex

Ver nártex (2). Também chamado endonártex e nártex interior.

Espalda

1. Espaldar (1). 2. Nas fortificações, parte saliente de um bastião.

Espaldão

Anteparo de fortificações.

Espaldar

1. Parte superior vertical, de um banco (1), cadeira, cadeiral, contra a qual uma pessoa sentada apoia as costas; respaldo (2), respaldar (2), espalda (1), encosto. 2. A parte superior do dossel.

Espaleta

Termo usado no estado de São Paulo, Brasil, e outras regiões, para as saliências das portas, como se fossem pilastras, feitas para receber os marcos das portas. Ver boneca (1).

Espelho
1. A face que corresponde à altura do degrau da escada, geralmente vertical. As escadas também podem ter a face do espelho levemente inclinada ou não tê-la, sendo chamado espelho vazado. Em todos os casos, para cálculo, é considerada a altura de piso (3) a piso (3). Em Portugal, também chamado eretor. 2. Placa com orifício fixada no paramento (1) da porta (2) guarnecendo maçanetas, trincos, entrada da chave (2) na fechadura e puxadores de móveis. Também chamado escudete e painel (4). Se possuir forma circular, é também chamado roseta (2). 3. Placa de metal, plástico, madeira, vidro etc, afixada no paramento (1) da parede, e às vezes no piso (1), para proteger e dar acabamento em tomadas e interruptores, referentes a pontos elétricos, telefônicos e lógicos. 4. Peça colocada na parede ao longo de bancadas (1) de pia e lavatório. Também chamado frontão (2) e frontispício (2). 5. Genericamente, qualquer remendo feito na superfície de peças (3) de madeira. 6. Especificamente, peça (3) de madeira quadrangular embutida em peça (3) da construção, para esconder a cabeça de uma cavilha (2) cravada. 7. Nas antigas igrejas, abertura (2), geralmente oval ou circular, envidraçada, situada no alto dos frontispícios (1). 8. Ornato oval (1) entalhado em molduras côncavas, muitas vezes ornamentado com florões. 9. Superfície refletora, extremamente polida, que reflete a luz (1) que sobre ela incide.
Espera

1. Em geral, qualquer peça apoiada ou engastada em outro elemento construtivo de modo a permitir que outro elemento seja posteriormente acoplado a ela, tal como a armadura de espera do pilar, também chamada arranque. 2. Formação que se dá às pedras e aos tijolos de modo que fiquem salientes, geralmente nos cunhais, para que seja possível posteriormente a amarração (2) de novas peças de alvenaria da outra parede a ser acrescida. 3. Pequena chapa chumbada no piso, em geral metálica, fixa ou dobrável, na qual se encosta a folha da porta de abrir. Frequentemente usada em portões de ferro. 4. Pequena peça de madeira, em forma de cunha, que impede o deslizamento de uma viga ou sarrafo de madeira sobre outra peça inclinada. 5. Nas bancadas de carpinteiro, saliência que impede o escorregamento de peças que estejam sendo aplainadas ou aparelhadas.

Espigão de muro
Cobertura (1) protetora, geralmente inclinada ou curva, geralmente um revestimento (1) ou fiada (1) de acabamento (1), sobre a última fiada (1) de uma parede externa, um muro ou um parapeito, para o escoamento de água (1). Também chamado chapéu de muro e coroa mural.
Espira

1. Cada uma das voltas ou arcos da espiral, da coluna salomônica ou da escada de caracol. 2. Cada uma das roscas de um parafuso.

Espiral

1. Curva (1) plana gerada por um ponto que se desloca em torno de um ponto fixo, aproximando-se e afastando-se dele constantemente em seu percurso. 2. Curva (1) tridimensional traçada em um cone ou cilindro, mediante a rotação de um ponto que cruza suas seções direitas a um ângulo oblíquo constante.

Espreitadeira
Pequena abertura (1) dotada de esquadria (1) situada na parte superior da porta (2), que permite o olhar para o lado de fora; postigo (1). Comparar com óculo de inspeção.
Esquadria

1. Elemento que guarnece vãos (2) de passagem, ventilação e iluminação. O termo é mais comumente empregado para vãos de portas, portões e janelas. 2. O mesmo que esquadro.

Estátua

Obra de escultura em volume, que representa figura humana, animal, divindade ou ser mítico, em escala levemente reduzida, real ou monumental. Geralmente é esculpida em pedra, principalmente mármore e granito, ou fundida em metal.

Estátua cariática

Estátua de mulher que serve de coluna (1) a um entablamento; cariátide. Comparar com atlante.

Estátua colossal

Estátua representada à maneira de um colosso.

Estátua curul

Estátua que representa uma figura humana em carro.

Estátua equestre

Estátua que representa uma figura humana a cavalo. Há significados conforme a posição do cavalo: se o animal se apresenta com as duas patas dianteiras no ar, a pessoa que o monta foi morta em batalha; se apresenta uma pata dianteira no ar, foi ferida em razão de batalha; e se tem as quatro patas pousadas no chão, a pessoa morreu de causas naturais.

Estátua hidráulica

Estátua que serve de adorno às fontes.

Estátua jacente

Estátua que representa uma figura humana deitada.

Estátua pedestre

Estátua que representa uma figura humana de pé.

Estátua pérsica

Toda figura humana que serve de coluna (1) a um entablamento; figura pérsica, persa. Originariamente era uma figura retratada com vestimentas persas. Comparar com cariátide e atlante.

Estátua religiosa

Estátua que representa a divindade, um santo ou um anjo; imagem (2).

Estátua sedestre

Estátua que representa uma figura humana sentada.

Estatuária

Conjunto de estátuas de um estilo, uma época, uma cultura, um escultor ou conjunto de estátuas situadas em um elemento do prédio ou em todo o conjunto arquitetônico. Algumas construções antigas possuíam estatuária nas balaustradas das platibandas.

Estereóbata

Na arquitetura clássica, massa sólida que forma uma plataforma escalonada, geralmente composta de três degraus e destituída de molduras ou saliências, sobre a qual um templo é erguido no último nível, chamado estilóbato. Às vezes também é chamado de crepidoma e pódio (3).

Estética
1. Parte da filosofia voltada para a reflexão a respeito da beleza sensível e do fenômeno artístico. Termo introduzido pelo filósofo alemão Alexander Baumgarten em 1.735. 2. Harmonia e equilíbrio das formas e/ou das cores; beleza.
Estilete
1. No tríglifo, cada um dos três ressaltos que separam as duas caneluras ou estrias (2) em bisel. 2. Utensílio com lâmina móvel e bastante afiada, protegido por invólucro de plástico, usado para cortar diversos tipos de material, tais como papel, papelão, couro, borracha etc.
Estilóbato

1. Na arquitetura clássica, fiada superior e último nível dos três degraus, chamados estereóbatas, que compõem o embasamento de um templo (1) clássico. 2. Ver pedestal (2).

Estria

1. Na arquitetura clássica, sulco vertical com seção em forma de arco de círculo, escavado nos fustes de colunas e pilastras. O mesmo que canelura. 2. Genericamente, qualquer sulco ou faixa lisa e estreita, disposta verticalmente, usada como decoração. Pode ser uma saliência, reentrância, textura ou pintura de cor diferenciada na superfície de qualquer elemento da construção.

Estriado

Elemento que possui estrias; canelado.

Estrutura adintelada
Tipo de estrutura que tem o comportamento de um pórtico (3), com dois pilares sustentando um dintel (1) ou uma arquitrave (2).
Eustilo

Intercolúnio em que as colunas (1) são espaçadas de dois diâmetros e um quarto, ou quatro módulos (1) e meio. Comparar com areostilo e outros termos análogos.

Êxedra
1. Amplo átrio (2) ou pórtico (1), ambos de formato circular, com assentos (2), cobertos ou expostos ao ar livre, que serviam de local de reunião dos antigos filósofos, oradores e literatos, para discussões científicas, filosóficas etc. 2. Sala (1)  ou prédio (1) grande, providos de bancos (1 e 2), com o mesmo propósito da definição anterior.
Exonártex

Ver nártex (1). Também chamado nártex exterior.

Extradorso

Superfície exterior e convexa de um arco ou abóbada. Também chamado extradós e tardoz (1 e 3). O oposto de  intradorso.

Extradós

Ver extradorso.

Face-do-rasgo

Ver engra (2).

Fachada

Cada uma das faces externas de um edifício. O caráter ou estilo de uma edificação é, em grande parte, devido às suas fachadas. O projeto arquitetônico sempre contém o desenho de todas as fachadas do prédio (1). A fachada que dá para a rua é chamada fachada principal, as outras são denominadas fachada posterior e fachada lateral. No desenho arquitetônico, a vista que mostra o aspecto externo do edifício e em geral especifica materiais de revestimento, funcionamento de esquadrias, cores e textura dos seus elementos. Também chamada elevação ou alçado. Em prédios mais complexos ou em terrenos (1) amplos ou sem referências urbanas claras ou próximas, também podem as fachadas ser denominadas segundo os pontos cardeais, por exemplo, fachada norte, fachada oeste, etc., ou com números ou letras, fachada 1, fachada 2, fachada A, etc.

Fachada anterior

Fachada de frente (2); o mesmo que fachada principal.

Fachada frontal

Ver fachada principal.

Fachada lateral

Fachada voltada para casa, edifício, lote ou espaço ao lado, ou voltada para um logradouro público ao lado, com acesso secundário ou sem acesso ao prédio.

Fachada posterior

Fachada voltada para o quintal dos fundos, ou fundos com ou sem recuo, ou para logradouro público ao fundo, com acesso secundário ou sem acesso ao prédio.

Fachada principal

Fachada que se volta para o logradouro público e que tem o acesso principal ao prédio. Também chamada fachada anterior, fachada frontal, frontal (1), frontaria, frontispício, frente (1) portada (2) ou portal (4).

Fachadeiro

1. Nas construções e reformas, principalmente de edifícios de vários pavimentos, tela de proteção de fachada, com a função de proteger pessoas que transitam nas proximidades e também a obra, reduzindo a ação dos ventos, chuvas, granizos e sol. Em geral, é totalmente plástica, resistente e durável, podendo ser reaproveitada por várias vezes. 2. Andaime usado nas fachadas de prédios em construção. Também chamado andaime fachadeiro. 3. Painel ou estrutura que serve de suporte para letreiros, luminosos ou propagandas nas casas comerciais, ocultando parcial ou totalmente a parte superior da fachada. Quando é painel, geralmente é feito de perfis de alumínio ou alumínio composto, fica parcialmente aparente e é o fundo de letreiros, logomarcas e etc. É comum a sua montagem sobre marquises (1).

Faiscado

Em Minas Gerais, Brasil, gênero de pintura que procura fingir ou imitar pedra, principamente mármore. Em geral, é executado em superfícies dos elementos de madeira com pintura a têmpera ou a óleo. Foi frequentemente usado em antigas igrejas para ornamentação de retábulos, arcos-cruzeiros, pilastras e portais internos. Também chamado fingido (2), fingimentos e imitação.

Faixa

1. Moldura chata e larga, de pouca saliência, disposta horizontalmente, usada nas fachadas dos edifícios, para separar os pavimentos. 2. Na arquitetura clássica, elemento entre a arquitrave e a cornija, neste caso chamada também de friso. Também conhecida como banda.

Faraônico

1. Próprio dos faraós ou de seu tempo. 2. Que é grandioso, monumental, luxuoso. Ver obra faraônica.

Fasquia
Ripa (1) de madeira serrada, comprida e estreita que tem diversos usos auxiliares na construção (1). Utilizada em elementos de construção feitos de treliças (1). Particularmente, quando se refere à ripa (1) usada em treliças (1) ou rótulas, é chamada reixa.
Fasquiado
Elemento ou peça (1) composto de um conjunto de fasquias.
Fasquiar
Utilizar fasquias em serviços variados, ou executar peças (1) com fasquias ou serrar a madeira em fasquia.
Fecho

1. Bloco superior, de pedra ou tijolo, que fecha ou trava a estrutura de um arco ou abóbada; aduela de topo. Na abóbada, designa o seu ponto de fecho, onde os arcos que a compõem se cruzam, geralmente em forma estilizada de flor. O fecho pode ser saliente, na testa do arco ou no intradorso da abóbada, e também ter ornatos de diversos tipos. 2. Ferragem utilizada para manter a esquadria fechada. Pode ser vertical ou horizontal e estar embutido ou fixado nas folhas (2) da esquadria. O outro elemento de fixação pode ser o batente, a soleira ou a verga.

Fecho de abóbada

Ver fecho (1).

Festão

Ornamento composto de flores, de frutos e de folhas (4) entrelaçadas e suspensas em grinaldas. Entre os pagãos, punham-se festões nas portas dos templos e em todos os lugares em que se queriam fazer manifestações de alegria pública. Os primeiros cristãos ornavam com festões as portas das igrejas e os túmulos dos santos. Os festões pintados ou esculpidos foram um dos principais ornamentos da arquitetura (1, 3 e 6). Algumas vezes se compõe de instrumentos de caça, de música e de diferentes tributos. Quando feito de flores e folhas entrelaçadas também é chamado grinalda ou guirlanda. Comumente utilizado em paredes internas ou externas nas antigas construções, era feito de estuque (2), madeira ou pintura a cola e a têmpera.

Festoar.

Ver afestonar.

Festonadas

Grandes festões, naturais ou artificiais em pintura ou escultura, para servirem de ornamento a obras de arquitetura (1 e 3).

Festonar

Ver afestonar.

Fiada

Conjunto de materiais iguais dispostos em uma fileira horizontal de mesma altura. Em geral, refere-se à fiada de tijolos ou pedras em muro ou parede. O termo também é usado para referir-se a uma fileira de telhas cerâmicas no telhado. A fiada de remate (1) ou arremate é aquela que fica disposta por cima de todas as outras.

Figura pérsica

Ver estátua pérsica; persa.

Filete

Moldura chata, fina e lisa, usada em fachadas, tetos, corrimãos, entablamentos e colunas (1). Se usado para separar caneluras no fuste da coluna (1), é conhecido como listel, nervura (3) ou mocheta.

Fingido

1. Porta, janelaarco ou qualquer outro vão simulado para fazer simetria com outro verdadeiro ou compor uma fachada. 2. Certo trabalho de pintura que imita mármore, pedra, madeiras finas, etc. A imitação de marmoreados (1) é muito frequente no período rococó. Em antigas edificações era principalmente executado sobre elementos de madeira, pintados com tinta a óleo ou têmpera. No estado de Minas Gerais, Brasil, a imitação de pedras é chamada faiscado.

Fingidos

Ver fingido (2).

Fingimentos

Ver fingido (2).

Fita
Ornato em forma de fita enrolada que se usa sobre as varinhas, nas caneluras, em baixo relevo ou entalhados em cordão, ou envolvendo colunas (1) ou decorando (2) sancas (1) e entablamentos. Geralmente é feita de entalhes (2) na pedra, na madeira ou no estuque (2). Também chamada nastro.
Flameado

Acabamento dado às pedras, principalmente o granito, feito a fogo, que resulta em uma superfície antiderrapante de aspecto rugoso e ondulado. A queima da pedra faz com ocorra o desprendimento de alguns cristais. Indicado somente para granitos com espessura igual ou superior a 0,02 m. Também chamado flamejado. Utilizado para áreas externas.

Flamejado

O mesmo que flameado (2).

Flande

Ver folha-de-flandres.

Flandre

Ver folha-de-flandres.

Flandres

Ver folha-de-flandres.

Flecha
1. Arremate aguçado piramidal ou cônico que geralmente coroa um campanário, o topo, a cumeeira (1) ou a torre  (1 e 2) de uma edificação, principalmente de igrejas. Quando em formato de pirâmide, (1) geralmente tem seção quadrangular, hexagonal ou octogonal. Também chamada agulha (1), flecha de campanário, grimpa (1), amortido e pináculo. 2. Em abóbadas e arcos (1), distância entre o plano das impostas ou linha das impostas e o ponto mais alto de seu intradorso. 3. Distância perpendicular a que um elemento destinado a cobrir um vão (3) se desvia de um curso verdadeiro mediante a aplicação de uma carga transversal. O comprimento da flecha está sujeito a vários fatores como carga, vão (3), momento de inércia e o módulo de elasticidade do material. Também chamada deflexão. 4. Em uma estrutura de cabo, distância vertical entre os suportes e o seu ponto mais baixo.
Flecha de campanário

Ver flecha (1) e agulha (1).

Flecheira

Ver seteira (1); frecheira, frecheiro.

Florão
1. Ornato, geralmente circular, que imita ou reproduz flores. Em antigas edificações foi muito usado no centro de painéis (1), tetos e abóbadas. Nas igrejas era usado na volta do arco cruzeiro (2) e no coroamento de retábulos. Comparar com escudete. 2. Ornato na forma de flores ou folhas (4), de tamanho relativamente pequeno, empregado na extremidade de uma flecha (1) ou um pináculo. Também chamado crista (2).
Focinho

1. A parte mais saliente na extremidade dos cachorros de telhado. 2. Parte do piso (3) da escada que se projeta além do espelho (1); o mesmo que bocel (2).

Fogaréu
1. Ornamento em pedra, em forma de pedestal (1) redondo ou pira, terminando em chamas de fogo, com que se decoram os ângulos superiores das igrejas, e pode significar a fé, a devoção e o sacrifício. 2. Material inflamável que se acende para iluminar um lugar ou caminho, ou aquecer um ambiente. O próprio fogo; fogueira.
Folha-de-flandres

Folha (1) delgada de ferro ou aço chapeada de estanho para protegê-la da oxidação. Também chamada flande, flandre e flandres.

Folhagem

Ajuntamento ou grupo de ramos com folhas, naturais ou artificiais, pintados ou esculpidos com arte nas decorações arquitetônicas.

Fortaleza

Ver forte e fortificação.

Forte

Construção (2) fechada destinada à defesa militar. Geralmente situa-se em locais estratégicos, na entrada dos mais importantes sítios conquistados. Muitas vezes dá origem a povoações e cidades, e outras vezes é erguida para dar proteção a elas. É construída utilizando-se os mais diversos materiais, principalmente a pedra. Também chamado fortaleza ou fortificação.

Fortificação

Obra de defesa militar. Pode compreender, além de forte, muralhas (1) e diques. Também chamada fortaleza e forte.

Fortim

Pequeno forte.

Foscar

Tirar a transparência de um material, principalmente vidro, deixando-o fosco; opacar. Nos vidros, pode ser efetuado com jateamento de areia ou pós abrasivos, com ácido ou com aplicação de uma fina película fosca. O vidro jateado proporciona a privacidade parcial dos ambientes, ao mesmo tempo em que mantém sua luminosidade com luz difusa.

Fosco

Acabamento (2) baço, sem brilho, de material ou superfície tal como vidropintura de parede ou de superfície metálica, e de pastilhas cerâmicas em que o pigmento é incorporado à massa antes da queima, não havendo esmalte na superfície, que nela provoca vitrificação.

Frecheira
Ver seteira (1).
Frecheiro

Ver seteira (1).

Frente

1. Fachada principal de uma edificação. Também chamada frontaria e frontispício. Em geral, voltada para o logradouro público e com os principais acessos ao público. 2. Genericamente, atribuição dada a qualquer elemento da fachada principal, tal como janela de frente, beiral de frente, balcão de frente. 3. Lado do lote ou terreno voltado para o logradouro público. Também chamado testada e testeira (1).

Frentista

Oficial que trabalha nos acabamentos (1) e ornatos das fachadas dos edifícios. Hodiernamente, termo em desuso em virtude da enorme variedade no acabamento não só das fachadas, mas também de qualquer elemento arquitetônico, recebendo os diversos especialistas denominações variadas.

Fresta

Abertura (2) apertada na parede para dar luz (1), muito menor que a janela e maior que a seteira (2), sendo aberta com chanfro, longitudinal ou transversalmente, para que possa clarear melhor as casas ou andares subterrâneos. Frei Luís de Sousa constantemente usa deste termo para designar as janelas esguias e pontiagudas da arquitetura gótica.

Friso

1. Na arquitetura clássica, espaço que separa a arquitrave (1) da cornija (1), na parte superior do entablamento (1) de um edifício ou monumento, que é frequentemente ornado de esculturas, com inscrições. 2. Em geral barra ou faixa pintada, esculpida ou com inscrições, disposta horizontalmente, que guarnece exteriormente ou interiormente a parte superior de um edifício ou cômodo. 3. Tábua (1) estreita e aparelhada, tendo na beirada forma semicircular, própria para forros ou tetos. 4. Moldura estreita e contínua que contorna qualquer elemento da construção, para realçá-lo, podendo ser acompanhada de pequenos ornatos.

Frontal

1. Frontaria, fachada principal de um edifício. 2. Ornato usado como remate (2) de portas (1), janelas (1), nichos (1), peças (3) de ourivesaria ou de mobiliário. Também chamado frontão (1). 3. A parte da frente de um altar. 4. Processo construtivo usado na elevação de paredes. Caracteriza-se pelo emprego de uma estrutura de madeira, o engradamento, formada basicamente por esteios (3), baldrames (3) e frechais (2). Várias técnicas são utilizadas no fechamento dos vãos (1) entre o engradamento. No Brasil colonial, o tipo de frontal mais usado foi o pau a pique. 5. Por extensão, parede de pouca espessura feita com estrutura de madeira, cujos vãos são preenchidos com alvenaria (1) ou entulho e é rebocada com cal. Foi muito usado em antigas construções (2). 6. Cada uma das tábuas (1) situadas nas extremidades do taipal (1) usado na confecção da taipa de pilão. 7. Ver parede de meio-tijolo. 8. Frontaleira. 9. Cada um dos lados maiores de uma caixa tumular ou do que é visível em um arcossólio.

Frontão
1. Elemento de coroamento da fachada em forma triangular, aproximadamente triangular ou em arco (2) de círculo, que compõe a fachada na parte superior do edifício ou parte dele. Originalmente tinha como função arrematar externamente os telhados de duas águas, daí a sua forma triangular. Ao longo do tempo tornou-se elemento essencialmente decorativo e sua forma sofreu alterações, assim como sua localização na fachada tornou-se arbitrária, sendo usado como ornamento sobre portais (2), portadas (1), portões, portas (1), janelas, e até nichos, peças de ourivesaria ou mobiliário; nesse caso também chamado frontal (2).  Especificamente no caso de portas e janelas, também chamado coroa de porta. Usado também para arrematar alpendres que são formados pelo prolongamento de telhados de duas águas. Foi muito utilizado, com formas variadas, no coroamento superior central das fachadas de antigas igrejas. É composto essencialmente pela cimalha (3), a base horizontal; empenas (4), os lados inclinados, e o tímpano (1), a superfície central limitada pelas outras duas partes. 2. Peça (1) geralmente de pedra, alongada e de pouca espessura, colocada na parede ao longo de bancadas, em geral de pia de cozinha ou lavatório. Sua função é arrematar as duas superfícies e proteger a parede contra infiltração de água. Costuma medir entre 0,07 m e 0,10 m de altura. Em bancada de aço inoxidável, o frontão e a cuba são incorporados a ela, formando uma peça única. Também chamado espelho (4), frontispício (2) e, popularmente no Brasil, de rodapia.
Frontaria

Fachada principal de uma edificação. Termo aplicado quando referido a prédios (1) antigos cujas fachadas possuem alguma ornamentação (2). Em geral, está voltada para logradouro público e possui o acesso principal ao prédio. Também chamada frente (1) ou frontispício (1).

Frontispício

1. Fachada principal de uma edificação, ver frontaria. 2. Peça colocaca na parede ao longo de bancadas de pia e lavatório. Também chamado frontão (2) e espelho (4).

Frutos
Ornamentos de pintura e escultura compostos de diversos frutos, com que se fazem grinaldas, festões e outras decorações nos edifícios.
Fuste

A parte principal da coluna (1) e do pilar. Na coluna, normalmente de seção circular ou aproximada, entre o capitel e a base, quando existentes. No pilar, geralmente de seção quadrada ou retangular. Na arquitetura clássica, pode ser de peça única ou dividida. Se a altura do espaço entre as divisões for menor do que seu diâmetro, a peça é chamada tambor (1). Em caso inverso, é chamada tronco (1).

Gabinete de leitura

Prédio onde se podem ler e emprestar livros. Ver biblioteca (1) pública.

Gabinete sanitário
Gablete
Parede ornamental triangular, construída sobre um arco (1), vão (2) de porta (1), portal (1), janela ou nicho (1). Também chamado pinhão (2). Foi muito utilizado na arquitetura gótica para proporcionar uma maior ilusão de verticalidade aos edificios. Pode apresentar elementos decorativos laterais e no vértice, ou ainda ser rendilhado em traceria.
Galantaria

Ornato arquitetônico em geral.

Galba

Ver galbo.

Galbo

1. Genericamente, curva agradável que concorda duas retas concorrentes. 2. Na arquitetura clássica, o mesmo que êntase. 3. Termo aplicado para designar o perfil resultante da introdução do contrafeito, que suaviza o ângulo formado pelos caibros do telhado no lugar em que interceptam o plano formado pelos cachorros horizontais. Também chamado galbo do contrafeito.

Galbo do contrafeito

Ver galbo (3).

Galilé

Pórtico (1) alpendrado ou pórtico (1) com arcadas (3) situado na fachada frontal de igrejas. Também chamada nártex (1 e 2) e paraíso (1).

Ganapo
Fôrma convexa, de madeira ou ferro, usada na fabricação manual de telha-canal, e que dá o formato abaulado da telha, que é de única dimensão e pode ser usada voltada para cima como para baixo. Depois de moldado o barro, a telha, já com as dimensões definidas e ainda plana, é cuidadosamente lançada sobre o ganapo, onde a massa é moldada com a mão. Posteriormente, o ganapo, que possui um cabo, é levado com a telha em cima, para secagem em um terreiro. Ainda no chão, são dados com a mão os arremates finais na telha. Finalmente, puxa-se o ganapo pelo cabo, deixando a telha para secagem, que posteriormente será levada para queima.
Garganta

1. Moldura côncava mais larga e menos profunda que a escócia. 2. Moldura de curvatura dupla e sinuosa, cujo perfil é formado por dois arcos de círculo que formam um "S" inclinado, mais alongado do que a gola, côncavo na sua borda superior e convexo na inferior. Sua superfície está voltada obliquamente para baixo. É usada às vezes nas cornijas (1) do entablamento (1) e do pedestal (2). Na base (2) do pedestal da coluna (1), é usada de maneira espelhada, ficando sua superfície voltada obliquamente para cima. [ENG] Quirked cyma recta. 3. Em topografia, ponto mais baixo de uma linha de cumeada e mais elevado de um talvegue. Também chamada colo.

Garganta reversa

Moldura cujo perfil é inverso ao da garganta (2), côncavo na sua borda inferior e convexo na superior. Sua superfície está voltada obliquamente para baixo. É usada às vezes nas cornijas do entablamento e do pedestal. Na base (2) do pedestal da coluna, é usada de maneira espelhada, ficando sua superfície voltada obliquamente para cima.

Gárgula

1. Cano estreito e de pequeno comprimento unido à calha (1) do telhado, voltado para o exterior, disposto no alto dos edifícios, beirais ou cimalhas (1), saliente nas fachadas, com a finalidade de despejar as águas pluviais recolhidas da cobertura (1 e 2) longe das paredes, impedindo que escorram por elas. Antigamente era motivo de ornamentação de fachadas, apresentando-se de várias formas, frequentemente como carranca (1) de animais. O seu incoveniente era causar um jorro excessivo de água de uma altura considerável em um ponto. Com a introdução de condutores (1) verticais embutidos nas paredes, os algerozes (1), as gárgulas foram abandonadas. Também chamada goteira (1), biqueira e buzinote. 2. Orifício por onde escoa a água de fontes e chafarizes.

Gateira
Abertura (1) na parte inferior de uma porta (2) para entrada e saída de gatos; bordaleira; postigo (6).
Gateiro

Relativo a gateira.

Geison

Gr. Termo grego para cornija (1).

Gerocômio

Ver gerontôcomio.

Gerontôcomio

Asilo, albergue ou abrigo para pessoas idosas.

Gigante

1. Maciço de alvenaria que reforça, de maneira geral, uma parede, um pilar ou um muro transversalmente. Também chamado contraforte (1) ou tirante (4).

Gigantomaquia

Representação da luta dos gigantes com os deuses do Olimpo. Faz parte da representação das lutas míticas nas métopas, frisos e frontões do Partenon. A gigantomaquia está situada no lado oriental.

Glifo

Pequeno canal (1) aberto em painel de pedras ou de madeira. Na arquitetura clássica é usado para compor o tríglifo e tem seção em forma de "V" ou de canal (1). Também chamado canal (3).

Gola

Genericamente, moldura de curvatura dupla e sinuosa, cujo perfil é formado por dois arcos de círculo que formam um "S" inclinado. Em Portugal e no Brasil, o termo gola tem o mesmo significado de talão, que refere-se à gola reversa.  Em outros países, o termo gola, sem ser especificado, geralmente refere-se à gola direita. Usada principalmente nas cornijas do entablamento e do pedestal da coluna. [ENG] Cyma, cima or ogee molding.

Gola direita

1. Moldura de curvatura dupla, sinuosa, cujo perfil é formado por dois arcos de círculo que formam um "S" inclinado. De superfície convexa na sua borda inferior e côncava na superior. Sua superfície está voltada obliquamente para baixo. Também chamada gola dórica. Na base (2) do pedestal da coluna (1), é usada de maneira espelhada, ficando sua superfície voltada obliquamente para cima. [ENG] Cyma recta

Gola dórica

Ver gola direita.

Gola lésbia

Ver gola reversa.

Gola reversa

Moldura com perfil inverso ao da gola direita, convexo na sua borda superior e côncavo na inferior. Talão. Sua superfície está voltada obliquamente para baixo. Na base (2) do pedestal da coluna (1), é usada de maneira espelhada, ficando sua superfície voltada obliquamente para cima. [ENG] Cyma reversa

Gota

Na arquitetura clássica, pequeno ornato que tem, geralmente, forma de tronco de cone, mas algumas vezes tronco de pirâmide, cilindro, sineta ou gota d'água. Comumente encontra-se em série de seis, pendente da face inferior dos mútulos e das réguas (3) dos entablamentos da ordem dórica. Cavilha (1), campainha (1). Esse elemento, sem utilidade aparente na arquitetura em pedra, é sobrevivência das cavilhas (2) de madeira que ligavam os vigamentos dos entablamentos primitivos em madeira.

Goteira
1. Nos beirais, cada uma das bicas (4) pelas quais goteja ou se concentra a água dos telhados, quando chove. Também chamada biqueira, gárgula (1) e buzinote. 2. Cano ou canal (1) destinado a captar essas águas pluviais; calha (1). 3. Ver telha de canal (2). 4. Buraco, fenda ou falha no material de cobertura (1 e 2) de um prédio (1), por onde penetra água de chuva e escorre ou pinga no seu interior.
Gotejador

Ver lacrimal.

Granito

Rocha magmática formada de feldspato, quartzo e mica. Com cores variadas, é mais duro que o mármore e não possui tantos veios. Tanto o granito quanto o mármore podem receber acabamentos (2), tais como bruto, apicoado, jateado, flameado, lixado, cristalização, polido, semipolido e levigado. Tem vasta aplicação na arquitetura, especialmente em revestimentos de pisos, paredes, bancadas e pias, em áreas internas ou externas. [ENG] Granite [EPO] Granito

Grimpa

1. Genericamente, a parte mais alta de um objeto, de uma árvore ou de um edifício; e neste último caso também chamada pináculo, flecha (1) e agulha (1). 2. Por extensão, elemento ornamental feito de chapa metálica usado no alto das torres de edifícios, principalmente igrejas. Comumente assume várias formas, muitas vezes simbólicas, tais como cruz, galo, lua ou estrela. Quando é peça que gira em torno de uma haste, pela ação do vento, que indica sua direção, é chamado cata-vento.

Grinalda

Ornato, geralmente circular, composto de flores, folhagens e às vezes até frutos, entrelaçados com fitas, usado para decorar (2) frisos (2). Se usada em interiores, tais como tetos ou paredes, é feita de estuque (2), pintada a cola ou a têmpera, ou entalhada em madeira. Também chamada festão ou guirlanda. Há quem diferencie o festão da grinalda; esta pode apresentar somente flores e folhagens, enquanto o primeiro necessariamente deve ostentar frutos.

Guarda

Ver guarda-corpo.

Guarda-cadeira

Moldura ou régua (2) horizontal de madeira, ao longo de uma parede interna, destinada a impedir o atrito dos espaldares (1) das cadeiras contra a superfície da parede, danificando-a. Ver alizar (1); bate-cadeira, rodameio, guarda-rodas (2).

Guarda-corpo

Proteção a meia altura, podendo ser cheio ou vazado, em gradil, balaustrada, alvenaria, etc., que resguarda as faces laterais de escada, terraço, balcão, rampa, varanda, sacada ou vão (1 e 2). Também chamado guarda, peitoril (4) ou parapeito. A altura das guardas, internamente, deve ser, no mínimo de 1,05 m ao longo dos patamares, corredores, mezaninos, e outros, podendo ser reduzida para até 0,92 m nas escadas internas, altura esta medida verticalmente do topo da guarda à ponta do bocel (2) ou quina do degrau imediatamente abaixo do ponto de medição, não sendo dispensável a exigência do corrimão. Quando vazado, as guardas deverão ser fechadas de forma a não permitir a passagem de um esfera de 0,15 m de diâmetro por nenhuma abertura existente, bem como serem isentas de saliências, reentrâncias ou quaisquer elementos que possam enganchar em roupas. Muitas vezes é encimado por corrimão ou travessa (1), principalmente quando vazado.

Guarda-pó
1. Forro (1) de tábuas dispostas de forma a recobrirem apenas o ripamento do telhado, apoiadas sobre os caibros (1) e os cachorros do madeiramento, deixando-os à mostra. É usado mais frequentemente na parte aparente dos beirais do telhado, especificamente os beirais de cachorrada. 2. Caixilho fixo com vidros situado na parte interna das claraboias, apoiado diretamente no teto do edifício. Em construções (2) antigas era feito de ferro. 3. Ver baldaquim (2).
Guarda-porta

Ver reposteiro.

Guarda-rodas

1. Ver rodapé (1). 2. Ver guarda-cadeira. 3. Em rodovias, dispositivo de segurança lateral, geralmente uma peça (1) maciça de concreto, fracamente armada, onde se engastam as peças pré-moldadas de concreto armado dos guarda-corpos.

Guarda-vassoiras

Ver rodapé (1); guarda-vassouras.

Guarda-vassouras

Ver rodapé (1); guarda-vassoiras.

Guarda-voz
Baldaquim (1) de alguns púlpitos (1) que funciona como uma concha acústica fazendo com que a voz do pregador desça e se espalhe bem por um auditório ou pela nave de uma igreja. Às vezes também chamado simplesmente dossel e sobrecéu.
Guarnecer

Ornar com guarnições (1, 2, 3 e 4); pôr ornatos na fímbria de um elemento; enfeitar, adornar.

Guarnecimento

Ver guarnição (2 e 4).

Guarnição
1. Adorno, enfeite, ornato. 2. Moldura em volta de um elemento de construção, como portas, janelas e tetos, dando-lhe arremate ou ornamentação (2). Geralmente é uma régua (2) ou sarrafo que cobre a junta formada pela parede quando se encosta ao marco (2) ou montante (2). Em sentido mais amplo, é uma pequena fasquia ou régua (2) usada para cobrir fenda ou junta resultante da junção ou justaposição de duas placas, painéis ou tábuas. Também chamada guarnecimento, mata-junta e cobrejunta, e em algumas regiões do Brasil, alizar (4), no sentido de mata-junta (2) nas junções verticais de janelas e portas com as paredes. 3. Conjunto de peças (1) que arrematam o vão (2) de portas e janelas, permitindo colocação das folhas (2) da esquadria (1). Comumente é composta de caixão (3) ou marco (2). 4. Camada de gesso ou cal usada para branquear paredes ou tetos já rebocados, como preparativo para receberem pintura; guarnecimento.
Guichê
1. Geralmente, portinhola feita numa parede, grade (1), vidro, divisória, porta etc. para pagamentos e recebimentos, vendas e atendimento ao público; postigo (5). 2. Móvel projetado especificamente para pagamentos e recebimentos em instituições bancárias. Em geral possui tampo a uma altura para que clientes e usuários sejam atendidos em pé e, em casos específicos, um segundo tampo mais baixo, para atendimento de pessoas em cadeira de rodas.
Guilherme

Tipo de plaina manual usada por carpinteiros e marceneiros, para fazer ranhuras, frisos ou filetes em peças de madeira, como marcos ou caixilhos de esquadrias. Pode ter rastro plano horizontal ou inclinado, ou convexo. Também chamada plaina-guilherme.

Guirlanda

Ornato composto de flores, frutos e folhas (4) entrelaçadas, dispostos em forma de fita pendente. Usada em fachadas, feita de estuque (2), ou em portadas (1), feita de talha (1) de madeira. Também chamada  grinalda, quando composta apenas de flores e folhas (4) entrelaçadas, ou festão.

Habitabilidade

Qualidade daquilo que é habitável. Condições funcionais e racionais para se habitar.

Habitação

Cômodo, lugar ou casa onde se habita; morada, vivenda, residência. Constitui o invólucro que protege o homem. Pode ser unifamiliar, quando se destina a uma única família, sendo comumente uma casa; ou multifamiliar, quando se destina a mais de um domicílio, como o edifício de apartamentos.

Habitacional

Que se refere à habitação.

Habitáculo

Habitação pequena e modesta.

Habitar

1. Ocupar como residência; residir, morar, viver. Estar domiciliado. Fazer uso do abrigo como elemento de proteção, sob condições especiais que favoreçam o desenvolvimento do homem tanto do ponto de vista material como espiritual. 2. Estar, permanecer.

Habitável

Apropriado para se habitar. Em condições adequadas para abrigar, em seu interior, a vida do homem.

Habite-se

No Brasil, documento emitido pelo poder municipal, que atesta que todas ou uma parte específica de uma construção estão de acordo com as cláusulas do código de edificações e autoriza a ocupação para o uso a que foi destinada, depois de verificada a correta execução do projeto aprovado preliminarmente. O termo é o mais genérico, e originalmente se referia a construções residenciais. Para construções não residenciais, o termo mais correto seria auto de conclusão ou auto de vistoria. O termo varia entre os municípios, pois trata-se de matéria disciplinada pelas leis municipais. Em São Paulo (SP) é chamado certificado de conclusão, ainda que se faça referência ao nome mais conhecido (habite-se); no Rio de Janeiro (RJ) e Jundiaí (SP), habite-se; em Sorocaba e Campinas (SP), certificado de conclusão de obra (CCO); em Porto Alegre (RS), carta de habitação ou habite-se. Algumas prefeituras utilizam os termos habite-se para obras residenciais e ocupe-se para não residenciais. Para um famoso jurista brasileiro, Hely Lopes Meirelles, o termo correto seria alvará de utilização.

Hall

Ingl. 1. Ver átrio (2). 2. Salão (1) na entrada ou vestíbulo (1) espaçoso, em prédios (1) particulares ou públicos; saguão (1). 3. Saleta que faz as vezes de vestíbulo (1); hall de entrada.

Hall de entrada

Ver hall (3).

Hallenkirche

Al. Ver igreja salão.

Hecatônstilo

Ver hecatostilo.

Hecatostilo

Pórtico (1) ou edifício de cem colunas (1).

Hélice

1. Qualquer objeto ou ornato em forma de caracol; espiral. 2. Na arquitetura clássica, cada uma das pequenas volutas que entram na composição do capitel coríntio, também conhecidas como orelhas. 3. Na geometria, curva reversa cujas tangentes formam um ângulo constante com uma reta fixa do espaço; curva reversa em que é constante a razão entre a curvatura e a torção.

Helicoidal

O mesmo que helicoide.

Helicoide

Superfície gerada por uma reta horizontal apoiada constantemente sobre uma hélice e sobre o eixo vertical do cilindro reto em que está traçada esta curva.

Hemiglifo

O meio canal que forma uma estria em cada bordo vertical de um tríglifo.

Hemitríglifo

Meio tríglifo.

Heptastilo

Edifício ou pórtico com sete colunas (1) na fachada.

Hercotectônica

Arte de fortificar praças (2) e construir fortificações militares.

Hercotetônica

Ver hercotectônica.

Herma

1. Pedestal (1) geralmente de seção retangular encimado por cabeça ou busto de uma divindade grega, originariamente Hermes ou Mercúrio, usado em ornamentação externa ou interna. O pedestal pode ter forma de prisma, coluna, coluneta ou pirâmide, nesses casos também chamado hermeta, mas também pode ser um plinto (1) ou uma mísula. O mesmo que hermes, geralmente constituído pela cabeça, pescoço e parte do tronco cortado à altura dos ombros e acima dos mamilos ou com o peito, as costas e os ombros cortados por planos verticais, em geral continuados pelos planos da base. Era usado pelos antigos gregos como marco (1) indicador nas encruzilhadas, ao longo de estradas, nos ginásios etc. 2. Escultura de um busto em que o peito, as costas e os ombros são cortados por planos verticais e normais entre si. Foi usada principalmente em praças (1) públicas de cidades do interior do Brasil.

Hermes

O mesmo que herma (1), especificamente quando se refere ao deus Hermes ou Mercúrio.

Hermeta

O suporte, geralmente uma coluneta, de hermes, representação do deus Hermes. Também chamada hermete.

Hermete

Ver hermeta.

Hermético

1. Encimado por um hermes. 2. Inteiramente fechado, de maneira que não deixe penetrar o ar, no caso de vaso, janela, etc.

Hexaprostilo

Na arquitetura clássica, um templo com seis colunas (1) na fachada principal e sem colunas laterais.

Hexastilo

Edifício ou pórtico (1) com seis colunas (1) na fachada.

Hipetra

Ver hipetro (2).

Hipetro

1. Templo ou edifício descoberto ou sem teto. Em sua maioria gregos, os edifícios hipetros eram os mais importantes e magníficos, mas a dificuldade de se colocar um teto sobre uma grande superfície motivou em parte esta disposição. 2. Janelas colocadas sobre as portas principais de um templo.

Hipostilo
Grande sala (1) com colunas (1) que sustentam o teto de um templo grego. O vão (3) formado longitudinalmente entre as colunas (1) é chamado nau.
Hipotraquélio

Ver colarinho (1).

Hipotraquelo

O mesmo que hipotraquélio, colarinho (1).

Iconóstase
1. Nas igrejas cristãs do Oriente, espécie de divisória ou biombo com três portas (2), encimado por uma arquitrave (1), que separa a nave, onde ficam os fiéis, do santuário (2), reservado ao clero, de modo a ocultar o altar da vista dos fiéis. Sustenta, normalmente, uma fileira de estátuas na trave (2) superior e dispõe a série de ícones em sua superfície. 2. Nas primitivas igrejas e basílicas (3) cristãs, divisória baixa, da altura de uma teia (1), de onde se descortina a abside (1).
Iconostásico
Relativo ou pertencente à iconóstase; iconostático.
Iconostásio
Iconostático

Ver iconostásico.

Igreja salão
1. Igreja cujo espaço interior é constituído de um salão único e uniforme, contendo três naves de mesma altura. Seu partido tem origem na Alemanha. Foi adotada em Portugal no século XVI e a partir de então influenciou as construções religiosas brasileiras dos séculos XVII e XVIII. Esta forma de igreja atingiu o seu auge especialmente no gótico tardio. Também chamada hallenkirche. 2. Por extensão, igreja formada por nave única, nave-salão, com corredores laterais. É um dos dois partidos que se impõem com maior força na construção religiosa colonial brasileira.
Ilê

Ver casa de candomblé.

Imagem
1. Genericamente, representação de um objeto pelo desenho, pela pintura ou pela escultura. Pode, ainda, referir-se a uma comparação ou a um símbolo usado em relação a alguma coisa. 2. Especificamente, a representação de divindade, santos, assunto religioso, etc. por qualquer um daqueles processos. No caso de escultura, estátua religiosa, que pode ser ritualmente abençoada.
Imitação

Ver faiscado.

Imoscapo

Nas colunas (1) que não possuem base (2) nem capitel, a sua extremidade inferior. O oposto de sumoscapo.

Imposta

1. Em arcos ou abóbadas, cada uma das pedras ou tijolos, por onde se inicia sua curvatura. Podem ser salientes ou não, e também podem se constituir em um ornato com forma de consolo. 2. Por extensão, moldura situada em linha ou plano das impostas. 3. Em obras antigas, cornija assente sobre a ombreira de uma porta, janela ou pilar, e que serve de base ao dintel (1) ou arco.

Impostas

Em arcos ou abóbadas, linha ou plano onde se inicia sua curvatura. Comumente era destacada por elementos salientes ornamentais nas construções antigas. Também chamada plano de nascença, plano das impostas, linha das impostas e linha de nascença.

Ingrauxido

Degrau de piso (3) oblíquo, com uma extremidade mais larga que a outra, como por exemplo em uma escada de caracol.

Intercolunar

Relativo a intercolúnio.

Intercolúnio

1. Espaço livre entre duas colunas (1) adjacentes, comumente medido entre as superfícies das partes inferiores do fuste. Na arquitetura clássica era medido pela sua correspondência ao diâmetro da coluna. O termo estende-se para o pedaço de parede compreendido entre duas semicolunas ou entre duas pilastras. Também chamado entrecolúnio, entrepano (1) e entrepilastra. 2. O sistema de espaçamento entre as colunas que determina o estilo: picnostilo, 1 1/2 diâmetro; sistilo, 2 diâmetros; eustilo, 2 1/4 diâmetros; diastilo, 3 diâmetros, e areostilo, 4 diâmetros.

Interiorismo

Ver desenho de interiores.

Intradorso

Superfície côncava interior de um arco, abóbada ou caixa de escada cilíndrica; intradós. O oposto de extradorso.

Intradós
Ver intradorso.
Janela aticurga
Janela (1) que tem o peitoril (1) mais largo do que a verga, não sendo paralelos os pés-direitos (3), como se vê no templo de Sibila em Tiveli, e na cúpula (1) da igreja da Sapiência em Roma. Chamada assim por ser semelhante às portas aticurgas de Vitrúvio.
Janela sineira

Ver sineira (1).

Janelo

1. Genericamente, pequena janela. 2. Abertura (2) à altura dos olhos numa porta (2) grande; postigo (1).

Jardim público

Terreno (1) ajardinado que pode ser frequentado gratuitamente pela população, geralmente em área urbana; praça (1). 

Jateado

Acabamento (2) dado aos vidros e às pedras, principalmente granitos e mármores. Nos vidros é feito a partir de jatos de areia ou pós abrasivos e menos tóxicos. Nas pedras é feito de jatos de areia ou de água em alta pressão, que dão aspecto opaco ao material. Nas pedras, o jateado com água é feito em material bruto. O jateado com areia dá acabamento antiderrapante, muito utilizado em escadas.

Jónico

Jônico. Ver ordem jônica.

Jônico

Ver ordem jônica.

Junquilho
Na arquitetura clássica, moldura delgada de seção semicircular, convexa, semelhante ao bocel (1), que geralmente se usa dobrada na base das colunas jônica e coríntia. Também chamado varinha, astrágalo (1) e baquetilha.
Junquilho inverso

Ver meia-cana (1); bareta.

Juntoira

Ver ajuntoura.

Juntoiro

Ver ajuntoura.

Juntora

Ver ajuntoura.

Juntoura

Ver ajuntoura.

Juntouro

Ver ajuntoura.

Kirigâmi

Jap. Variação do origâmi. Também chamado origâmi arquitetônico. O objeto, geralmente feito de cartão, é bidimensional quando dobrado, e tridimensional quando esticado. Esta arte combina três técnicas, a dobradura do origâmi, o kirigâmi tradicional, arte japonesa de recorte e colagem de papel, e a engenharia de antigos livros infantis "pop-ups". A concepção original foi desenvolvida em 1981 por Masahiro Chatani, professor de arquitetura do Instituto de Tecnologia de Tóquio.

Kitchenette

Ing. Ver apartamento conjugado; quitinete.

Krêmlin

Rus. Termo russo para fortaleza. Refere-se a qualquer complexo fortificado encontrado nas cidades russas históricas. A palavra é mais frequentemente utilizada em referência ao mais conhecido, o krêmlin de Moscou, sede do governo da Rússia e da extinta União Soviética.

Laçaria

Nome genérico dos ornatos compostos de festões, folhagens, fitas e laços; fitas entrelaçadas. O mesmo que arrendado (2).

Lacrimal

Face plana e vertical situada ao longo da parte superior de cimalhas e cornijas, terminada por pequeno sulco ou pingadeira, e que se destina a impedir que a chuva escorra pelo entablamento e pela fachada; lagrimal, gotejador. A arquitetura moderna, que acabou por eliminar ornatos das fachadas, fez com que as cornijas e cimalhas desaparecessem, e junto com elas os lacrimais, restando poucas alternativas para a solução construtiva que esse elemento proporcionava.

Lagrimal

Ver lacrimal.

Laje

1. Placa de pedra, de superfície plana e pouca espessura, usada para revestimentos, tais como para cobrir sepulturas e claustros. Em construções antigas, era comum em cozinhas e pátios. Grande ladrilho de pedra, podendo não ser perfeitamente quadrado nem retangular. 2. Superfície contínua e horizontal que serve de pavimento (2) ou teto (1) de uma construção. Em geral, compõe com pilares e vigas a estrutura do prédio, e é feita de concreto armado. Recebe as cargas do edifício e as transfere para as vigas.

Lájea

Ver laje.

Lajem

Ver laje.

Lambrequim

Ornato de madeira ou folha metálica recortada e vazada em forma de rendilhado usado na decoração das extremidades dos beirais, comumente colocado a prumo (1). Pode também situar-se entre colunas de alpendres e nos vãos (2) de janelas, nestes casos é também camado sinhaninha. No Brasil é usado em certo tipo de construção europeia da zona alpina, o chalé, que entrou em voga a partir do século XIX, especialmente na arquitetura particular, e também nos estados do sul, principalmente no Paraná, nas casas de imigrantes alemães, poloneses e italianos. Servia prioritariamente como pingadeira, mas sem deixar de lado a função estética.

Lambrequinado

Edifício ou elemento que possui lambrequim.

Lambrequinejar

Enfeitar com ou à maneira de lambrequins.

Lambrequins

Ver lambrequim.

Lambri

1. De maneira geral, revestimento (1) de paredes internas, mais comumente de madeira, mármore, plástico, alumínio ou aço inoxidável. Tem como finalidade realçar uma parede ou parte dela. 2. Especificamente, revestimento feito de tábuas (1) de madeira, com encaixe macho e fêmea. 3. Faixa formada por revestimento de azulejo, ladrilho, mármore ou madeira na parte inferior de uma parede interna, para sua proteção e ornamentação. Também chamado alizar, nos sentidos 1, 2 e principalmente no 3.

Lambril

Ver lambri.

Lambrim

Ver lambri.

Lambris

Ver lambri.

Lambrisada

Superfície revestida com lambris (1 e 2).

Lambrisar

Guarnecer uma parede com lambris (1 e 2).

Lanceolado

Elemento cuja forma é semelhante à ponta de uma lança, com base (1) larga e que se afina em direção à extremidade. Também chamado lanceolar.

Lanceolar

Ver lanceolado.

Lanterna
1. Espécie de pequena torre (2), cilíndrica ou prismática, mais alta que larga, colocada a meio de um grande zimbório, ou sobre o cume de uma igreja ou outro edifício para lhe dar claridade e para lhe servir de remate. As lanternas são sempre envidraçadas, e algumas vezes sustentadas por colunas (1). Lanterna de Demóstenes: monumento antigo de pequenas dimensões, situado em Atenas, com a forma de uma pequena torre sustentada por colunas. 2. Luminária com caixilhos (1) envidraçados, que era frequentemente usada em antigas construções. 3. Luz (1), geralmente acima da entrada de um elevador, em cada piso de um edifício de vários pavimentos (2), que sinaliza a chegada da cabine. 4. Dispositivo metálico usado no alongamento de peças metálicas de seção circular pela sua junção. Utilizada na união de tensores horizontais em tesouras (1) metálicas, para evitar que seja necessário empregar peça única. Também chamada esticador.
Lanterneta
1. Arremate superior de uma cúpula (1), visando proporcionar iluminação ao espaço interno abobadado. 2. Por extensão, o mesmo que lanterna (1). Modernamente o termo é usado para designar praticamente todos os sistemas de iluminação superior ou zenital, incluindo o que os ingleses chamam de shed.
Lanternim
1. Pequeno telhado sobreposto ao telhado principal do edifício, para ventilar e iluminar o interior da construção. Em prédio com tesoura (1), situa-se sobre toda a cumeeira (1) ou parte desta. Pode ser provido de caixilhos (1) envidraçados ou venezianas. No Brasil, foi muito utilizado em mercados, prédios (1) industriais, oficinas e depósitos. 2. Também chamado bomba (1) ou bomba de escada.  3. Em uma luminária de teto (1), dispositivo provido de lâminas ou palhetas para controlar a irradiação da fonte de luz (1).
Lanternina

Ver lanterneta (1).

Lanternino

Ver lanternim (1).

Lar
1. A parte da cozinha onde se acende o fogo. O fogão. 2. Laje horizontal da base da lareira (1) na qual se acende o fogo; lareira (2). 3. Casa (1) de habitação. Por extensão, família, núcleo familiar, pátria e terra natal.
Lareira
1. Vão (1) emoldurado e aberto, dotado de uma chaminé (1), destinado a abrigar uma fogueira. Sistema de aquecimento de ambiente interno, geralmente construído de tijolo ou pedra. A câmara de combustão, que contém o fogaréu (2), tem como base uma laje horizontal e suas paredes laterais são construídas ou revestidas com tijolos refratários. A fumaça é levada para cima e para fora através de um duto no interior da chaminé. A lareira também é usada como motivo de decoração. 2. A própria laje onde se acende o fogo.
Latrina

1. Aparelho sanitário onde são feitas as dejeções; vaso sanitário, bacia sanitária, privada, secreta, aparelho (4), retrete. Nos estados do sul do Brasil, o mesmo que  patente. 2. Cômodo onde está instalado este aparelho; quartinho (2), casinha (2), privada, cafoto e cafofo (5). Particularmente no Norte e no Nordeste do Brasil é chamada sentina. Nas antigas construções era chamada secreta, casa comum ou comua. Nas antigas construções urbanas estava localizada isoladamente, nos fundos do terreno, conectada a uma fossa. Com a instalação de rede de água e esgoto na cidade, começou a ser incorporada ao edifício, inicialmente como um puxado e posteriormente no seu interior. Quando o cômodo é provido de vaso sanitário, ligado às instalações de água e esgoto, é chamado W.C. e, principalmente em Portugal, retrete.

Lavor

1. Ornato com desenhos, relevos, entalhes, recortes, etc., executado com cuidado e habilidade, principalmente quando referido a elemento em material lavrado. 2. Trabalho manual.

Levigado

Acabamento (2) dado às pedras, principalmente granitos e mármores, que resulta em uma superfície áspera e antiderrapante de aspecto semipolido ou opaco. As pedras são desgastadas por abrasivos de granulometria grossa e não recebem mais nenhum tratamento. Indicado para áreas internas e externas. O mesmo que semipolido.

Lierne

1. Nervura (1) no intradorso da abóbada ogival ou gótica, em forma de cruz, que parte da chave (1) até os terciarões. 2. Viga que une, pelos topos ou extremidades, uma série de estacas (1) ou barrotes.

Ligadura

Ver lierne.

Limpos

Ver obra branca.

Linha das impostas

Ver impostas.

Linha de nascença

Ver impostas.

Lintel
Ver dintel.
Liso
Sem adornos nem qualquer desenho, relevo ou ornamentação.
Listão

1. Ver listelão. 2. Régua de carpinteiro.

Listel

1. Filete vertical, estreito e geralmente liso, que separa as caneluras do fuste de uma coluna (1); mocheta. 2. Moldura estreita e lisa que acompanha outra maior. 3. Por extensão, qualquer faixa lisa, estreita e horizontal no paramento (2) da parede.

Listelão

Grande moldura lisa de seção quadrada ou retangular; listão (1). É a maior de todas as molduras quadradas e lisas.

Listelo
1. O mesmo que listel. 2. Peça de cerâmica esmaltada e vitrificada usada para compor uma faixa ao longo de uma parede revestida de azulejos. O listelo é frequentemente de largura mais estreita que a do azulejo e com motivo diferenciado.
Lixado

Acabamento (2) dado às pedras, entre elas o granito, que resulta em uma superfície antiderrapante. Utilizado em áreas de grande circulação.

Lobado

Elemento ou recinto (1) que é dividido em ou que possui lobos; lobulado

Lobo

(pr. lóbo) Ver lóbulo.

Lobulado

Elemento ou recinto (1) que possui lóbulos dispostos em sequência e ligados pelos pontos extremos.

Lóbulo
Elemento decorativo ou recinto (1) formado por um segmento de círculo, que pode se multiplicar formando um conjunto ornamental ou um espaço polilobulado, como em algumas absides (1). No caso de elemento, o conjunto pode ter três arcos (2), formando um trilóbulo ou trifólio; quatro arcos, quadrilóbulo ou quadrifólio; ou podem ainda formar polifólio ou polilóbulo, quando apresentam mais de quatro arcos (2) de círculo.
Logradouro

Ambiente externo e espaço livre, inalienável, destinado à circulação pública de veículos e pedestres, e reconhecido pela municipalidade, que lhe confere denominação oficial. São as ruas, avenidas, praças, travessas, becos, passeios, jardins, pontes, rodovias, etc.

Lote

Área de terreno, urbano ou rural, vinculado à posse ou propriedade da terra. Na cidade, destina-se basicamente às edificações e deve possuir acesso ao logradouro público. O lote de frente tem testada voltada para o logradouro, enquanto que o lote de fundos, em geral, tem apenas um acesso estreito ao logradouro.

Lucarna

Fresta ou pequeno caixilho, geralmente que se projeta de um telhado em vertente, para se obter iluminação e ventilação no interior do edifício. Também chamada lucerna, claraboiatrapeira (1).

Lucerna

Abertura por onde se coa luz (1). O mesmo que lucarna, claraboia e trapeira (1).

Lugarejo

Lugar pequeno. Por extensão, povoado.

Lume

Vão de uma janela, porta ou arco. O mesmo que luz (3) e (4).

Lumeeira

1. Abertura em telhado ou abóbada para proporcionar iluminação e às vezes também ventilação; claraboia, lucarna, lucerna, lumidária. 2. Fresta numa parede que dá luz (1) ao interior do cômodo. 3. Bandeira (1) de porta ou de janela, para iluminar e às vezes também ventilar. 3. Peça horizontal, geralmente de pedra ou madeira, sobre o vão  (2) de porta ou janela; lintel, dintel (1) ou padieira (1). 4. O mesmo que lustre (1).

Lumeeiro

Ver lumeeira.

Lumidária

O mesmo que claraboia; lucarna.

Lumieira

Ver lumeeira.

Luneta
1. Abertura (1) de forma circular, oval (1) ou semielíptica sobre parede, abóbadas ou bandeiras de portas ou janelas, para iluminar o interior do edifício. Especificamente, na abóbada de luneta, abertura semicircular formada pela intersecção de duas abóbadas de berço de alturas diferentes. Às vezes as lunetas são decoradas de pinturas e esculturas. 2. Tímpano (3) em forma de meia lua sobre portas ou janelas, geralmente decorado com quadros ou imagens. 3. Na arquitetura militar, uma espécie de meia lua maior ou menor, que se constrói defronte das praças de armas, dos ângulos reentrantes, do caminho coberto, etc.
Luz

1. Radiação eletromagnética visível a olho nu, cujo comprimento de onda varia de 380 a 760 nanômetros. Por extensão, iluminação, claridade, quantidade de luz que entra em um cômodo.  2. Distância entre paredes opostas de um compartimento. 3. Em portas e janelas, distância livre entre ombreiras e entre verga e peitoril e entre verga e soleira.  Em arcos (1) e abóbadas, distância livre entre as impostas, medida entre suas faces internas. 4. O mesmo que vão livre. 5. Folga na mecha de sambladuras para que não se alcance o fundo do encaixe.

Luzerna

Janela vertical instalada abaixo do plano de um telhado em vertente. Também chamada lucarna (1) interna.

Macéria
Obra construída com alvenaria de pedra seca.
Mainel

1. Pilarete (1), colunelo ou montante (1) que divide vãos (2) de janelas, seteiras e frestas em duas ou mais luzes (3), permitindo formar janelas geminadas, triplas, quádruplas e assim por diante. Quando as janelas possuem bandeiras, serve também para sua sustentação. 2. Ver corrimão.  3. Parapeito (2) ou mureta de guarda nas escadas, pontes etc. . Também chamado parte-luz nas 3 acepções.

Mansarda

Água-furtada provida de janelas para o exterior, proporcionando ventilação e iluminação, com o fim de aproveitar o desvão do telhado para habitação. Em caso muito específico, também chamada mirante (3). Geralmente é coberta por um telhado de mansarda.

Maqueta

Ver maquete.

Maquete

Representação tridimensional, em escala (2), de um projeto arquitetônico, de engenharia ou design, para auxiliar a visualização da obra ou tomada de decisão sobre as soluções apresentadas ao projeto, e para apresentação do projeto a clientes e leigos; maqueta. Inúmeros materiais podem ser usados; os mais comuns são madeira, papel e plástico, principalmente o poliestireno expandido. Na área de design é mais comum serem usados os termos modelo (1) ou mockup.

Maquete eletrônica

Representação de um projeto arquitetônico através um programa de computação gráfica, com recursos de construção tridimensional,  e aplicação ou não dos seguintes incrementos: texturas de revestimentos e materiais, simulação de luzes natural e artificial, e diversos tipos de perspectiva e ângulos de visualização. Proporciona imagens estáticas e animações, tanto externas quanto internas.

Marco

1. Pedra, padrão ou poste, geralmente em forma de pirâmide, cone ou cilindro, que se crava no solo  (1) para demarcação e limitação territorial ou de terrenos (1). Também pode fixar a lembrança de um acontecimento ou a associação simbólica com determinado lugar. Neste último caso, é feito tradicionalmente em mármore ou granito e também é chamado obelisco.  2. Guarnição (3) de madeira, do vão das portas e janelas, correpondente à parte fixa das esquadrias (1). É composto de ombreiras nas laterais, de padieira na parte superior, e em janelas, de peitoril na parte inferior. Quando há partes móveis, os marcos têm rebaixo ao qual se encostam as folhas quando fechadas, e neles são fixadas as dobradiças.

Mármore

Rocha metamórfica de composição calcária, recristalizada, dura e compacta, que possui veios contínuos e cores variadas. De ampla aplicação na arquitetura, são principalmente utilizados em banheiros, lavabos, salas e revestimentos de paredes de áreas internas. [ENG] Marble [EPO] Marbo

Marmoreado

1. Superfície ou exterior de algo, aos quais foi dada uma aparência de mármore; como nas obras de fingido (2) e faiscado. 2. Revestido de mármore. Também chamado marmorizado, em ambas acepções.

Marmorizado

Ver marmoreado.

Marquesa

1. Cadeira confortável, espécie de canapé do século XVIII, de espaldar baixo e encostos laterais altos. É considerada cadeira para namorados, por ser demasiado apertada para duas pessoas, mas também demasiado larga para uma só pessoa. 2. Em Portugal, o mesmo que marquise (3).

Marquisa

Ver marquise.

Marquise

1. Originalmente, pequena cobertura (1), em geral estreita, plana e em balanço, formando saliência externa ao corpo da edificação, frequentemente sobre o pavimento (1) térreo do edifício. Tem como função proteger os transeuntes na parte externa e também a construção quanto a chuva e insolação. Pode situar-se apenas na entrada principal do prédio ou se estender por toda a sua fachada ou laterais. O seu uso é mais comum em edifícios comerciais ou de serviço. Ver marquise de proteção.  Modernamente, elemento arquitetônico de cobertura, lateralmente aberto, agregado a uma ou mais edificações, que serve para propiciar proteção, acesso, ligação ou delimitação. Nos três últimos sentidos, um dos elementos arquitetônicos mais característicos da arquitetura moderna brasileira. 2. Em Portugal, também pode significar área de serviço envidraçada em casas e apartamentos; e 3. Nas estações de estradas de ferro, alpendre que cobre a plataforma (2) de acesso aos trens. 4. O mesmo que marquesa (1), no sentido de mobiliário.

Marquise de acesso

Elemento arquitetônico de proteção, coberto e aberto, situado apenas à entrada de um edifício, portanto, de dimensão restrita e proporcional ao acesso ao prédio. Em geral, constrasta com as formas rígidas da arquitetura moderna, regular, racional e modulável. Com maior plasticidade, de formas côncavas, convexas, retangulares, triangulares, hexagonais e até curvas, colocam-se como surpresas arquitetônicas, chamarizes às entradas dos edifícios. Muito utilizada na arquitetura brasileira durante os anos 40, 50 e 60 do século XX.

Marquise de delimitação

Elemento arquitetônico de proteção, coberto e aberto que contorna ou abriga um espaço livre, delimitando-o. São facilmente perceptíveis e raramente provocam dúvidas quanto sua caracterização formal. Em alguns momentos confunde-se com uma laje (2) de cobertura (1), em outros, possuem perfurações espaciais sob forma de jardins, contornadas por lajes contínuas que cobrem toda a construção. Podem ser retas ou amebóides convencionais. Compõe com a paisagem e com o edifício, onde é possível dispor algum elemento a se destacar, árvore, piscina, lago, fonte, jardim, etc., que permaneça como uma ligação segura com o setor interno da edificação, constituindo-se em um elemento puramente compositivo e plástico.

Marquise de ligação

Elemento arquitetônico de proteção, coberto e aberto que, implantado num grande espaço livre, interliga construções ou edifícios que fazem parte de um mesmo conjunto arquitetônico. Em geral, são elementos em formas de amebas, que dinamizam o espaço, permitindo, através de suas curvas (1) e contracurvas maior movimento às composições arquitetônicas. Um exemplo clássico é a marquise do Parque Ibirapuera, na cidade de São Paulo, Brasil. Tais marquises extrapolam suas funções originais de ligação, são geralmente implantadas em grandes áreas livres e compõem com o espaço paisagístico.

Marquise de proteção

Elemento arquitetônico utilizado em construção no alinhamento do lote (1), muito comum em áreas centrais; cobre parcialmente o passeio público e, em geral, estabelece-se em toda a linha de uma ou mais fachadas do edifício. Tem função parecida com os antigos beirais, protege o pedestre e preserva a construção de insolação, chuvas e umidade excessivas. Ver marquise (1).

Mastro

Ver pião.

Mate

Acabamento (2) que algumas pinturas dão às paredes ou às superfícies metálicas, de aspecto fosco, não polido

Médio-relevo

Ver meio-relevo.

Megalítico

Elemento que possui características de megálito ou monumento constituído de um ou mais megálitos.

Megálito

Genericamente, bloco (1) de pedra de grandes dimensões. Especificamente, bloco de pedra bruta ou pouco desbastada, que pode variar de um a mais de 10 m de comprimento, usado em monumentos neolíticos, tais como menires, dólmens etc.

Meia-cana
1. Moldura côncava de seção semicircular, em geral estreita e longa. Também chamada bareta, meio-redondo e junquilho inverso. Quando em colunas (1) ou pilastras é comumente chamada canelura ou estria (1). 2. Ver telha-canal. 3. Lima de face convexa e seção transversal geralmente semicircular, utilizada principalmente por carpinteiros e marceneiros.
Meia-coluna

Metade longitudinal de uma coluna (1) encostada a uma parede, apresentando efeito decorativo semelhante ao de pilastras. Também pode se constituir em um dos vários elementos de uma coluna enfeixada.

Meia-morada
Casa térrea, de frente de rua, cuja fachada tem uma porta lateral e duas janelas. Composta de sala (2), quarto (1), varanda (4) e cozinha com distribuição típica. A sala e o quarto estão alinhados e ligados lateralmente à varanda por corredor (3). A varanda une-se à cozinha por um correr (2). Adequava-se aos antigos lotes urbanos estreitos. O corredor situava-se sempre em uma das divisas laterais. Se duplicada, tendo o corredor como elemento central, caracteriza a morada-inteira. Diferencia-se da tradicional casa de porta e janela, ou simplesmente porta-e-janela,  basicamente pela presença  do corredor, que vem trazer outras modificações. Comparar com morada-inteira e casa de porta e janela.
Meio-fuste
Metade longitudinal de um fuste encostado a uma parede, apresentando efeito decorativo, como membro de uma meia-coluna ou pilastra. Também pode se constituir em um dos vários elementos de uma coluna fasciculada.
Meio-redondo

Ver meia-cana (1), bareta.

Meio-relevo

Relevo esculpido ou fundido sobre um elemento de construção, em que os motivos representados têm saliência em metade da sua profundidade real; médio-relevo. Comparar com baixo-relevo, alto-relevo e relevo gravado.

Membro

A parte de um todo. Elemento que compõe um outro. Ex. base, fuste e capitel são membros de uma coluna.

Menir

Monumento megalítico do período neolítico, geralmente de forma alongada, com altura variável, em até cerca de 11 m, fixado verticalmente no solo (1). Podia servir de marco (1) territorial ou astronômico, orientador de locais, santuário religioso ou culto da fecundidade. Também chamado perafita.

Mênsola

Ver mísula.

Mênsula

Ver mísula.

Métopa

Intervalo quadrado entre os tríglifos de um friso (1) dórico, coberto por placa de mármore ou ornado com florões (1) ou baixos-relevos; métope, ditríglifo. [ENG] Metope [EPO] Metopo

Métope

Ver métopa. [ENG] Metope [EPO] Metopo

Mezanino

Pavimento intermediário em um pé-direito de outro pavimento. Geralmente é parcial ou totalmente aberto em relação a este pavimento. É mais frequente em edifícios comerciais e galerias. Em edificações de menor porte é chamado de jirau, principalmente quando sua estrutura é de madeira.

Miniatura
1. Genericamente, qualquer objeto de tamanho reduzido. 2. Em arquitetura, qualquer representação em pequena escala (2) de uma obra (2) arquitetônica. Há vários tipos de representação; maquetes e réplicas (1) em escala reduzida são as mais fiéis. As miniaturas podem ser mais simples, estilizadas, rústicas, ingênuas ou até caricatas, mas sempre guardando semelhança com a obra original. Também chamada miniatura de arquitetura. 3. Nas artes, objeto artístico de pequenas dimensões, delicado e minucioso. 4. Pintura ou desenho (1) muito delicado, caprichado, em tamanho pequeno, feito em pergaminho ou outra superfície, geralmente com mínio ou algumas outras cores fortes.
Minuto

Duodécima ou décima oitava parte do módulo (1).

Miradoiro

Ver mirante (1 e 2); belvedere (2).

Mirador

Ver mirante (1 e 2); belvedere (2).

Miradouro

Ver mirante (1 e 2); belvedere (2).

Mirante

1. Local ou construção em ponto elevado de onde se descortina uma vista panorâmica. Muitas vezes possui tratamento paisagístico e alguns elementos tais como muretas e bancos (1). Pode também ter uma construção coberta com função decorativa e de abrigo. 2. Corpo (2) alteado habitável, erguido acima do telhado principal do edifício, com aberturas (2) para o exterior, permitindo melhor iluminação e ventilação. Nas definições 1 e 2, também chamado belvedere, belveder, belver, miradouro, miradoiro e mirador. Nas antigas construções, em geral de menor porte, é também chamado camarinha. 3. Antigamente, pelo menos no estado de São Paulo, Brasil, desvão do telhado provido de caixilho. Nesta acepção, também chamado mansarda.

Mísula

Genericamente, o mesmo que consolo, cachorro e peanha; suporte ou braço de pedra ou madeira em projeção. Na arquitetura clássica é provida de relevos, estreita na parte inferior e larga na superior, que ressai de uma parede vertical, e que sustenta uma cornija, um busto, um arco de abóbada, etc. Tem a forma de um S invertido, encostada verticalmente a uma parede. Em geral a mísula é mais larga na sua parte superior. Quando a parte inferior é mais pronunciada, é chamada de mísula reversa ou invertida. Comparar com modilhão.

Mísula invertida
Mísula reversa
Mísula cuja parte inferior é mais larga que a parte inferior, e preservando sua função de apoio. Também chamada mísula invertida.
Mocheta

Ver listel (1).

Mocheta pendente

Ver bico-de-mocho (1).

Mocho

Ver tamborete.

Mock-up

Ing. Ver mockup.

Mockup
Ing. Modelo (1), maquete. Na manufatura ou no design, modelo (1) em escala (2) real ou reduzida de um objeto ou dispositivo, usado para ensino, demonstração, avaliação do design ou outros propósitos. O mockup é chamado protótipo (1) se for provido de pelo menos parte da funcionalidade de seu sistema ou permitir testar o seu design.
Modelo
1. Ver maquete. 2. Se for provido de alguma funcionalidade, destinado a testes para fabricação industrial em série, é chamado protótipo (1).
Modenatura

1. Arte de traçar os perfis. Ordenação ou conjunto das molduras numa disposição harmoniosa sobre as superfícies arquitetônicas, em função de seus efeitos estéticos, pela determinação da alternância das saliências e reentrâncias, da relação entre cheios e vazios e dos jogos de sombra e de luz, e segundo o caráter das ordens arquitetônicas. 2. Elemento decorativo que assinala a passagem de dois elementos arquitetônicos distintos de maneira visível ou construtiva, com inúmeros tipos e combinações possíveis. A partir da arquitetura moderna, passa a ser desprezada.

Modilhão

Ornato geralmente em formato de um "S" invertido, comumente situado sob a cornija de uma edificação. Basicamente diferencia-se da mísula pela disposição e função. A mísula é disposta verticalmente e tem uma função de apoio, enquanto que o modilhão é disposto horizontalmente e tem função decorativa. Geralmente é usado em série. O espaço entre os modilhões é chamado de modíolo. Também chamado consola invertida.

Modinatura

Ver modenatura.

Modíolo

Espaço entre os modilhões.

Módulo

1. Na arquitetura clássica, unidade de proporção que serve de referência para todos os elementos da edificação. O módulo corresponde ao semidiâmetro do fuste da coluna, na sua base (2). Segundo Vinhola, o módulo divide-se em 12 partes, ou minutos, para as ordens toscana e dórica e em 18 partes para as ordens jônica, coríntia e compósita. 2. Elemento comum de medida que se adota para assegurar ao edifício, à construção, um processo normativo padronizado e lógico de desenvolvimento. Pode-se tomar como base uma simples medida corrente, como o metro e seus múltiplos e submúltiplos, ou pelas dimensões de determinado material a ser empregado na obra, tal como um tijolo, uma placa pré-moldada, painéis (2) pré-dimensionados e industrializados, etc.

Moldura

Superfície saliente ou reentrante, reta, curva, mista ou sinuosa, com a função de arrematar ou ornar muitos elementos da construção. Na arquitetura clássica, as molduras podem ser classificadas como simples ou composta. As simples são: o escapo, o filete, o astrágalo ou varinha, o toro (1), o quarto de círculo convexo, o quarto de círculo convexo-reverso, o quarto de círculo côncavo, o quarto de círculo côncavo-reverso, a gola, a gola reversa, a garganta ou cimácio, a garganta reversa, a escócia e a escócia profunda. As compostas são: o colarete (astrágalo mais filete), o cimácio na cornija (1), o lacrimal e o modilhão. Há também um agregado de moldura chamado mísula. Molduras recebem o nome pelo seu perfil (seção), pela sua função, pela sua posição ou pelo elemento que ela decora. Por exemplo, um filete, assim chamado pelo seu perfil, pode ser um ânulo (1) ao decorar um capitel dórico, uma tênia ao arrematar uma arquitrave (1), ou um listel (1) ao separar as caneluras de uma coluna jônica. [ENG] Molding [EPO] Modluro

Monolítico

Relativo a monólito. Elemento que possui características de um monólito.

Monólito

1. Obra (1) ou monumento feito de um só bloco (1) de pedra. 2. Pedra de grandes dimensões.

Monóptero
Edifício, geralmente um templo (1), que possui uma fileira de colunas (1) que o envolve. Também designa os templos (1) de planta (3) circular rodeados por uma fila de colunas (1) e arrematados por uma cúpula (1), nesse caso também chamado tolo (1). Comparar com díptero e pseudodíptero.
Morada

1. Lugar onde se mora ou habita; habitação, moradia, casa (1). 2. Lus. Por extensão, endereço de residência.

Morada-inteira

Casa térrea cujos cômodos estão dispostos de tal modo que suas janelas aparecem alinhadas na fachada, junto à porta de entrada, duas de cada lado. A circulação central organiza a planta (3), conduzindo desde a entrada, ao longo de salas (2) e quartos (1), até uma varanda (4) posterior geralmente ampla, que por sua vez dá acesso à cozinha, o que dá à planta a forma de L ou eventualmente de U, quando há variações. Em geral resulta da meia-morada duplicada simetricamente. Comparar com casa de porta e janela.

Moradia

Ver morada.

Morar

Ter residência; habitar, residir, viver.

Mureta

Muro baixo, em geral para anteparo, proteção ou guarda-corpo.

Muro

1. Em sentido genérico, parede que separa um lugar do outro, e pode referir-se a qualquer parede que divide um recinto do outro. 2. Vulgarmente, parede que divide externamente um espaço. Pode ser divisório, de arrimo, etc.

Muro de meação

Muro que separa dois terrenos ou duas construções, e que é comum a ambos.

Muro divisório

Muro que serve de divisa entre lotes, geralmente urbanos. Geralmente é comum a ambos os lotes, mas pode estar totalmente localizado dentro de um deles.

Muro insosso

Ver alvenaria de pedra seca.

Mútula

Ver mútulo.

Mútulo

Modilhão sob a cornija do templo dórico. Tem a forma de bloco com seção quadrada. Usado em série, corresponde a cada tríglifo e a cada métopa do entablamento.

Nacela
Ver escócia.
Naos

Gr. Termo grego para nau; cela (4).

Nartece

Ver nártex.

Nártex

1. Em igrejas, pórtico (1) alpendrado formando pequeno corpo avançado na fachada frontal. Pode ser totalmente aberto ou parcialmente fechado por grades (1) ou muretas. É característico de quase todas as antigas igrejas da ordem beneditina. Antigamente, nessa galeria (1) alpendrada na frente das igrejas eram reunidos os catecúmernos, os energúmenos e penitentes impedidos, por razões de ordem religiosa, de adentrar a nave do templo. Também eram os cadáveres aí depositados e abençoados antes de serem enterrados no interior da igreja. Também chamado exonártex ou nártex exterior. Modernamente, o termo designa qualquer pórtico (1) ou entrada de igreja.  2. Em igrejas, pórtico (1) com arcadas (3) situado entre a fachada frontal e a parede onde se encontra a porta de acesso à nave. Pode constituir-se de uma ampla antecâmara, de um só piso (2) e bastante decorada (2), na zona de entrada de uma igreja. Esse espaço pode também ser utilizado para batizados e casamentos. Também chamado endonártex, esonártex ou nártex interior. Em ambos os casos, também chamado anteigreja, nartece, galilé e paraíso (1). Comparar com pronau, átrio e vestíbulo.

Nártex exterior

Ver nártex (1). Também chamado exonártex.

Nártex interior

Ver nártex (2). Também chamado endonártex e esonártex.

Nascença

Superfície que determina o início de um arco ou de uma abóbada, situando-se no final do pé-direito (2) ou encontro (2). Também chamada arranque, nascimento e, em Portugal, arrancamento.

Nascimento
Origem, lugar onde nasce ou começa alguma coisa. Nascimento de uma abóbada, voluta, coluna (1 e 4), de um braço; nascença.
Nastro

Ver fita.

Nau

Ver cela (4); naos.

Nave

Espaço livre longitudinal no interior de uma igreja, entre o portal principal e a capela-mor, ladeado por duas paredes, ou duas filas de colunas ou pilares. As igrejas podem ter uma ou várias naves. As naves laterais são também chamadas colaterais. Geralmente igreja de maior porte possui três naves. É raro uma igreja possuir cinco naves. Quando existe um espaço transversal entre a nave e a capela-mor, designa-se nave transversal ou transepto.

Nave salão

Ver igreja salão.

Necrópole

Ver cemitério. Na arqueologia, termo que recebe este espaço quando se trata de cidades antigas.

Neoclássico

Movimento ou estilo inspirado nas antigas ordens clássicas das arquiteturas grega e romana. Predominou na Europa da segunda metade do século XVIII à primeira metade do século XIX, e representou, antes de tudo, uma reação aos excessos formais e decorativos do barroco tardio e do rococó. No Brasil, as construções neoclássicas passaram a ser em maior número a partir da presença da Missão Artística Francesa no Rio de Janeiro, no início do século XX.

Nervo

1. Ver nervura (3). 2. Moldura redonda que acompanha o contorno da mísula.

Nervura

1. Arco que compõe o esqueleto das abóbadas sobre arestas, formando saliência em seu intradorso. 2. Modernamente, qualquer viga saliente na superfície  de uma laje, principalmente na superfície inferior. O termo laje nervurada refere-se à laje que apresenta saliências equidistantes estabelecidas por cálculo estrutural do concreto armado. 3. Moldura em arestas de abóbadas, quinas das pedras de alvenarias ou qualquer outro elemento arquitetônico, que destaca ou divide trechos de sua superfície. É característica das abóbadas emolduradas, onde nervuras formam arcos salientes cruzados, dividindo seu intradorso em painéis (1). Também chamada nervo (1).

Obcônico

Elemento ou prédio (1) que tem forma de cone invertido.

Obeliscal

Relativo a obelisco. Elemento que possui a forma de obelisco.

Obelisco
Elemento em forma de pilar, cuja seção quadrada vai diminuindo progressivamente até o vértice, que pode ser pontiagudo ou chanfrado, formando no topo uma pirâmide (1). Antigamente, desde os egípcios, seus criadores, os obeliscos eram monólitos (1) e construídos em louvor aos deuses e suas sombras sobre o chão marcavam as horas. Hoje em dia são construídos de alvenaria comum, ou de concreto armado, e revestidos de placas de pedra, geralmente mármore ou granito. Modernamente são erigidos como marcos (1) comemorativos. Também chamado agulha (3).
Obovado

Ver obóveo.

Obovado-lanceolado

Elemento ou prédio (1) que é, simultaneamente, obovado e lanceolado.

Oboval

Ver obóveo.

Obovalado

Ver obóveo.

Obóveo

Elemento ou prédio (1) que tem a forma de um ovo (2) invertido, com a parte menor voltada para baixo e o ápice mais largo do que a base (1). Também chamado obovado, oboval, obovalado e obovoide.

Obovoide

Ver obóveo.

Obpiramidal
Elemento ou prédio que tem forma de pirâmide invertida.
Obra

1. Edifício em construção. 2. Qualquer construção ou trabalho já concluído que tenha sido projetado, planejado, calculado, executado, fiscalizado ou erigido por qualquer profissional envolvido, tal como arquiteto, urbanista, engenheiro, artista, artesão, técnico em edificações, pedreiro, canteiro, carpinteiro e operário em geral.

Obra branca
Obra (2) de carpintaria (1) bem aparelhada (3) que fica aparente, feita para expor a madeira de que é feita, depois de encerada ou envernizada. Pode ser usada em soalhos, corrimãos, portas, forros (1) etc. Também chamada obra limpa, limpos e carpintaria de limpo.
Obra faraônica

Obra grandiosa, monumental, luxuosa e muito cara. Comparar com babilônia (1) e elefante branco.

Obra limpa

Ver obra branca.

Octostilo

Edifício ou pórtico com oito colunas (1) na fachada.

Óculo

Abertura ou janela, geralmente de forma circular ou elíptica, destinada a ventilação e iluminação; olho (1). Muitas vezes tem também função decorativa (2). O pequeno óculo de forma circular é chamado olho-de-boi. O óculo de forma ovalada é também chamado olhal (2).

Óculo de inspeção
Pequeno dispositivo circular, equipado com uma lente, que se embute nas portas para que se possa ver de dentro para fora, sem ser visto. Também chamado olho mágico e visor. Em geral é colocado no meio da folha (2) da porta (2) a uma altura aproximada de 1,50 m. Comparar com espreitadeira e postigo (1).
Ocupe-se

Alvará de utilização para obras não residenciais. Ver habite-se.

Olhal

1. Cada um dos vãos, aberturas ou arcos entre os pilares de pontes ou arcadas. 2. O mesmo que óculo.

Olho

1. O mesmo que óculo. 2. No capitel jônico, o centro da voluta, também chamado olho da voluta.

Olho de cúpula

Abertura (1) no vértice de uma cúpula (1).

Olho de escada

Espaço vazio vertical que fica dentro das voltas dos lances. Também chamado bomba (1) ou lanternim (2).

Olho de pátio

Espaço vazio descoberto compreendido entre as paredes ou galerias (1) que formam o pátio.

Olho de voluta

Ver olho (2).

Olho mágico

Ver óculo de inspeção.

Olho-de-boi

Ver óculo.

Oliva

Ornato arquitetônico em forma de azeitona usado em astrágalos, caneluras, etc.

Ombreira

Cada uma das duas peças verticais fixas, das portas e janelas, que sustentam as vergas ou padieiras, nos marcos (2) ou caixões. Pode ser embutida ou aparente na alvenaria. Quando aparente, é chamada de umbral. Também chamada portal (1 e 5).

Opacar

Ver foscar.

Opistódomo

Pórtico (1) ou antessala aberta na parte posterior de um templo grego, normalmente sem portas. Comparar com pronau.

Orca

Ver dólmen.

Ordem

Na arquitetura clássica, conjunto de elementos com forma, disposição e proporção características. Em sua plenitude, apresenta três massas grandes e distintas: o pedestal, a coluna (1) e o entablamento. Cada uma delas subdivide-se em outras três partes. O pedestal compreende a base, o corpo ou dado e a cornija ou coroa. A coluna é formada pela base, o fuste e o capitel. O entablamento compõe-se da arquitrave, do friso e da cornija. Tais elementos fazem parte principalmente da fachada. O arquiteto italiano Giacomo Barozzi da Vignola (1507-1573) sistematizou cinco ordens ao todo, e mais tarde o arquiteto francês J. A. Lévèil elaborou o Tratado prático elementar de arquitetura ou Estudo das cinco ordens baseado em Vignola.  As proporções nas ordens, relações dos elementos entre si, variam de ordem para ordem. A medida que os compõe é chamada módulo (1), que equivale ao semidiâmetro inferior da coluna (1) da ordem. São três ordens gregas (dórica, jônica e coríntia) e duas romanas (toscana e compósita). Ver mais [+].

Ordem americana

Na arquitetura neoclássica, ordem que possui coluna (1) com capitel que lembra aquele da ordem coríntia, porém apresenta, em vez de folhas de acanto, espigas ou sabugos de milho e folhas de tabaco. Criada por Benjamin Latrobe para o Capitólio, em Washington, capital dos Estados Unidos da América.

Ordem colossal

Ordem clássica que consistia em colunas (1) gigantes que se erguiam do solo passando por mais de um pavimento (2); ordem gigante. Seus elementos em geral seguiam as ordens arquitetônicas.

Ordem compósita

Ordem da arquitetura clássica, caracterizada por capitel ornamentado por adornos das ordens jônica e coríntia, respectivamente duas volutas e folhas de acanto. O fuste da coluna (1) possui caneluras separadas por listéis (1). É uma das duas ordens romanas.

Ordem coríntia

Ordem da arquitetura clássica caracterizada por capitel com ábaco curvilíneo, ornamentado por folhas de acanto, caulículos e hélices (2), e por caneluras no fuste da coluna (1) separadas por listéis (1). É uma das três ordens gregas.

Ordem dórica

Ordem da arquitetura clássica, caracterizada por capitel com ábaco e equino, e por caneluras no fuste da coluna (1) separadas por arestas (2). Seus elementos possuem simplicidade e vigor. Seu entablamento compõe-se por arquitrave elevada e lisa, friso (1) decorado com métopas e tríglifos e cornija com mútulos. Sua coluna não possui pedestal (2). É uma das três ordens gregas.

Ordem dórica denticular

Variante da ordem dórica, que possui cornija do entablamento ornamentada com dentículos.

Ordem dórica mutular

Variante da ordem dórica, que possui mútulos sob a cornija do entablamento.

Ordem dórica romana

Ordem dórica alterada pelos romanos. A coluna (1) é esguia e sem caneluras, possui base (2) baixa e capitel menor.

Ordem gigante

Ver ordem colossal.

Ordem grega

Na arquitetura clássica, as ordens dórica, jônica e coríntia.

Ordem jônica

Ordem da arquitetura clássica caracterizada por capitel ornamentado por duas volutas e por caneluras no fuste da coluna separadas por listéis (1). O entablamento possui faixas e friso contínuo que pode ser ornamentado com baixos-relevos, frequentemente com dentículos na cornija. Elegante nos detalhes, menos pesada que a dórica e menos elaborada que a coríntia. A base (2) é constituída de um toro (1) seguido por duas escócias separadas por dois astrágalos, e um plinto (4) na parte inferior. É uma das três ordens gregas.

Ordem jônica ática

Ordem jônica que possui uma base ática.

Ordem jônica moderna

Ordem jônica cujo ábaco quadrado é chanfrado nos quatro ângulos. As volutas são maiores e estão dispostas diagonalmente ao ábaco, dando maior volume ao capitel.

Ordem romana

Na arquitetura clássica, as ordens compósita e toscana.

Ordem toscana

Ordem da arquitetura clássica, caracterizada por sua simplicidade, capitel sem ornato e fuste e base (2) lisos. É uma versão simplificada da ordem dórica romana. As arcadas apresentam arcos de volta inteira. É uma das duas ordens romanas.

Ordonância
Ver ordem.
Orelha

Ver hélice (2).

Origâmi arquitetônico

Ver kirigâmi.

Ornamentação

1. Ato ou efeito de ornamentar, decorar. Maneira ou arte de dispor ornamentos, formas ou cores. 2. Ornamento, ornato.

Ornamental
Relativo a ornamento ou a ornato, e cuja função é tornar algo mais atraente e decorativo.
Ornamentar

Colocar ornamento, enfeite em; enfeitar, ornar.

Ornamento
Ver ornato.
Ornar

Guarnecer com adornos ou ornatos; ornamentar, enfeitar, adornar.

Ornato

Qualquer objeto ou enfeite de um elemento da construção com a função decorativa. Guirlandas, gregas, medalhões, óvalos (1) são exemplos de ornato. Também chamado de adorno, ornamento, ou mais raramente de paramento (3). Guarnecer um elemento ou uma edificação com ornatos chama-se ornamentar, adornar, paramentar.

Ortóstato
Pedra ou pilar colocado ou fincado em posição vertical, seja como monumento, seja como parte de uma construção (2).
Otomana

Espécie de sofá largo e sem costas, à maneira turca.

Ousia
Capela-mor de igreja ou catedral. Também chamada oussia e ussia. Comparar com adússia e dússia.
Oussia

Ant. Ver ousia; capela-mor.

Ovado

1. Ver oval (1). 2. Ver óvalo (1) 3. Moldura cuja seção tem dois diâmetros diferentes chamados pequeno e grande eixos, à semelhança do ovo de ave, ou seja , do óvulo (2). É a moldura principal do capitel dórico; equino. 4. Ver quarto de círculo convexo.

Oval

1. Na geometria, curva (1) fechada constituída por quatro arcos de circunferência concordantes, sendo iguais dois a dois. Qualquer ponto de uma oval pertence a um arco (2) com um raio constante (maior ou menor), enquanto que na elipse o raio muda constantemente. Também chamado ovado (1). 2. Curvatura ou forma que se assemelha ao perfil de um ovo de ave, o que na geometria é chamado óvulo (2). Em ambos os casos, também chamado oviforme e ovoide.

Ovalado

Que tem forma de uma oval (1).

Óvalo

1. Ornato oval (1) usado em série nas cornijas e capitéis das ordens jônica e compósita. 2. O mesmo que  óvolo. 3. Moldura cuja seção é um quarto de círculo convexo; ovado (4).

Óvano
Ver óvalo (1).
Óvano e dardo

Ver óvolo e dardo.

Ovículo

Pequeno ornato oval (1).

Oviforme

Ver oval (1 e 2).

Ovo
1. Elemento em forma de um óvulo (2), assemelhando-se a um ovo de ave, ou em forma de uma oval (1), 2. O mesmo que óvolo (1 e 2).
Ovoide

1. Ver oval (1 e 2). 2. Elemento, plano ou sólido, que tem forma ou perfil de oval (1 e 2). Comparar com elipsoide.

Óvolo

1. Ornato com seção em forma de oval (1), usado na decoração da ordem dórica e em molduras lineares, sendo alternados por dardos ou folhas. 2. O mesmo que óvalo (1). 3. Moldura convexa, com perfil menor que um semicírculo, usualmente um quarto de círculo ou aproximadamente um quarto de elipse. 4. Ver equino.

Óvolo e dardo

Ornatos ovais (1) alternados com ornatos em forma de dardo usados para enriquecer molduras de óvolo, equino e faixas (2).

Óvulo

1. Ver óvolo (1). 2. Na geometria, curva (1) fechada constituída por quatro arcos (2) de circunferência concordantes, sendo dois iguais e dois diferentes. Um dos arcos (2) é uma semicircunferência, fazendo a parte maior ou a sua base (1). Dois arcos (2), simetricamente, formam as laterais. O quarto arco (2) arremata a curva (1), formando o ápice.

Padieira

1. O mesmo que verga de porta ou janela. Peça (1) disposta horizontalmente na parte superior, que solidariza ombreiras e sustenta a alvenaria acima do vão (2); também chamada travessa (3). Quando fica aparente na alvenaria também é chamada dintel (1). 2. Nos aros de pedra das antigas construções, face inferior da verga.

Padre-nosso

Ornamento composto de pequenos globos encarreirados, que se assemelham às contas de rezar.

Palheta

Cada uma das lâminas de uma veneziana.

Palma

Ver palmeta (1).

Palmas
Ornamento que faz parte da arquitetura, pintura e escultura, em forma de ramos de palma. São atributos de vitória e símbolos de martírio.
Palmeta

1. Ornamento derivado da folha da palmeira, em forma de leque. Foi usado desde a antiguidade em quase todos os estilos arquitetônicos. Também chamada palma. 2. Pequena cunha de ferro ou madeira, com diferentes usos e aplicações. É aplicada, por exemplo, na fixação de ladrilhos de vidro.

Pano
Área de parede, muro, vidro ou telhado, parcial ou em sua totalidade. O termo refere-se principalmente à parede de fachada. Pode estar delimitado por elementos verticais contínuos, como pilastras, barras ou aberturas (2), ou ser diferenciado por um material tal como uma textura ou um vidro. Especificamente, quando o elemento é parte do telhado, é chamado pano de telhado.
Pano de telhado

Ver água de telhado.

Paquife

Ornato em forma de folhagem.

Paraíso
1. Átrio (4) aberto à entrada de um templo, especialmente presente em igrejas de ordens monásticas.  Também chamado nártex (1 e 2) e galilé. 2. Átrio (5) ou claustro contíguo ao lado de uma igreja.
Paramento

1. Face aparelhada e polida de uma pedra, laje (1) ou peça de madeira, que fica aparente quando disposta na construção. Aparelhar uma pedra ou peça de madeira para integrá-las a um paramento chama-se paramentar. 2. Por extensão, face aparente, visível, de alguns elementos de vedação, principalmente as paredes. 3. O mesmo que ornato.

Parede

Elemento de fecho, vedação ou seleção de ambientes, geralmente construído de alvenaria de tijolos ou blocos de materiais variados, e modernamente, com outros materiais, tais como placas rígidas de madeira ou gesso acartonado. Até o surgimento do concreto armado, constituía-se  frequentemente também como elemento estrutural. Sua espessura é determinada pela função que desempenha nos diversos usos e ambientes a que se destina, e também por regulamentação nos códigos de obras municipais. Comumente tem espessura de 0,25 m quando externa, e de 0,15 m quanto interna.

Parede de perpianho

Ver perpianho (1 e 2).

Parede insossa

Ver alvenaria de pedra seca.

Parte

1. O mesmo que minuto, ou um doze avos do módulo (1) nas ordens toscana e dórica, ou um dezoito avos nas ordens jônica, coríntia e compósita.

Parte-luz

Ver mainel.

Partido

Ver partido arquitetônico.

Partido arquitetônico

Conjunto de diretrizes gerais que serão determinantes para o projeto arquitetônico, tais como programa do edifício, conformação topográfica do terreno, a orientação e o clima, o sistema estrutural adotado, as condições locais, a verba disponível, as codificações das posturas que regulamentam as construções, o entorno da obra e, principalmente, as intenções plásticas do arquiteto, e diz respeito à distribuição das massas construídas no terreno, aos volumes das edificações, à proporção entre cheios e vazios, às superfícies iluminadas e sombras, e aos principais materiais e técnicas construtivas a serem empregados. Partido horizontal é aquele em que predominam as circulações horizontais e partido vertical, aquele em que predominam as circulações verticais.

Passa-pratos
Abertura (2) na parede, geralmente provida de balcão (3), que estabelece ligação entre cozinha e sala de jantar, copa ou sala de refeições, em residências e refeitórios, possibilitando a passagem de utensílios e comida entre os dois espaços. Pode possuir vedo (2) opaco ou de caixilho (2) de vidro fosco, geralmente do tipo guilhotina (1). As dimensões do vão (2) podem variar muito, desde pequena passagem até aquele cuja altura, às vezes até o teto, permite visualizar bem o ambiente de um lado e do outro. Comparar com cozinha americana.
Passeio

Ver calçada, nos sentidos 1 e 2.

Passo
1. Representação em pintura ou escultura, de cada um dos episódios da Paixão de Cristo. Também designa cada uma das construções isoladas que abrigam tais representações e onde certas procissões fazem parada. 2. Piso (3) de degrau de escada. 3. Nas escadas, relação entre a altura e a largura dos degraus. 4. Distância entre as voltas da espiral (2) das escadas de caracol.
Patente.

Ver latrina (1).

Pátera

Na arquitetura clássica, pequeno ornato plano, circular ou oval, frequentemente decorado com folhas de acanto ou pétalas de rosa; roseta (1).

Pátio
Espaço descoberto, cercado por muros ou paredes, sem uso definido. Numa casa (1), pode ser utilizado como lugar de recreio. Em um mosteiro, geralmente cercado por uma galeria (1) com arcada (2), é o local para meditação e orações, nesse caso também chamado claustro; átrio (5). Pode estar situado no interior do edifício, pátio interno; ou externamente, pátio externo, anexo à edificação. O pátio interno tem muitas vezes a função de receber e distribuir iluminação e ventilação a alguns compartimentos internos. Pode ser particular ou coletivo, que neste caso está presente em algumas vilas (3) e antigos cortiços. Geralmente é pavimentado. Nas antigas edificações era em geral lajeado. Pode ser ou não provido de um pequeno jardim.
Pau de cumeeira

Ver cumeeira (2).

Pau de fileira

Ver cumeeira (2).

Pau-comprido

Ver cumeeira (2).

Pavimentação

Estrutura aplicada à superfície de ruas, rodovias, aeroportos ou grandes áreas externas abertas, constituída de uma ou várias camadas de material capaz de resistir às tensões determinadas pelo rodar dos veículos e melhorar as condições de rolamento destes. A camada superior é chamada revestimento e a inferior, leito. Existem diversas técnicas de pavimentação, que dependem de condicionantes físicas, como clima, solo, topografia e o uso. Também chamada pavimento.

Pavimento

1. Ver pavimentação. 2. Ver piso (2), andar.

Pavimento superior.

Andar imediatamente acima do térreo. Comparar com mezanino.

Pavimento térreo

Ver andar térreo, rés do chão.

Pé-direito

1. Modernamente o termo é usado para a altura livre entre o piso e o teto, de qualquer compartimento, cômodo ou pavimento. Pode ser fixo ou variável. Sua altura varia conforme os usos a que se destina, e a altura mínima é fixada por legislação. 2. Nos arcos e nas abóbadas, refere-se às paredes ou aos suportes isolados que os sustentam, tais como pilares ou colunas (1). O termo surgiu como pé, no sentido de apoio, e direito, no sentido de vertical, ereto.  Também chamado pé-direito de abóbada, encontro de abóbada e encontro (2). 3. Altura das ombreiras dos vãos das aberturas (2) tais como portas e janelas. Também chamado pilar de ombreira. 4. Cada uma das peças que sustentam os andaimes.

Pé-direito de abóbada

O mesmo que encontro (2) e pé-direito (2).

Pé-esquerdo

1. Distância vertical entre o nível do passeio e o elemento mais elevado da fachada de um edifício, considerado no plano desta fachada. 2. Se relativo apenas a um cômodo térreo, a distância vertical entre o piso e a superfície superior da laje; se relativo a um edifício de vários andares, a distância do piso do pavimento térreo à superfície superior da laje do último pavimento. Em ambos os casos, o termo surgiu no Brasil, e não se sabe a sua origem, cunhado talvez para criar um contraponto com pé-direito.

Peanha

Pequeno pedestal ornado com molduras, utilizado principalmente em fachadas, para apoio de objetos tais como vasos e estatuetas. Se é apenas uma saliência no paramento da parede, também é chamada consolo. Também chamada supedâneo.

Peça

1. Genericamente, cada elemento ou unidade de um conjunto da construção. 2. Cada uma das divisões de uma casa; compartimento, cômodo. 3. Qualquer objeto com existência individual; exemplar. Item de mobiliário ou decoração, objeto manufaturado; artefato.

Pedestal

1. Em geral, apoio, sustentáculo, qualquer elemento que seja suporte ou embasamento isolado para outro elemento ou ornamento da construção; suporte, peanha, supedâneo. 2. Na arquitetura clássica, elemento de suporte da coluna (1), sob sua base (2). Seus elementos constitutivos são base (2), dado e cornija (2) e geralmente possui molduras. Se é contínuo, servindo de suporte para uma colunata, tem o nome de estilóbato.

Pedra de ara

No catolicismo, pedra benta que se coloca no centro do altar e sobre a qual ficam o cálice e a hóstia consagrada durante a missa.

Pedra-chave

Ver fecho (1).

Pegão

Ver contraforte (1).

Pentastilo

Edifício ou pórtico com cinco colunas (1) na fachada.

Perafita

Ver menir.

Peralte

Distância entre a linha das impostas e o centro do arco (1) que está acima delas, gerando uma flecha (2) maior do que o raio ou a semiluz do arco (1).

Perfil

1. Seção ou contorno gráfico de um elemento, uma moldura, uma figura, um objeto,  um edifício ou um terreno, visto apenas por um dos lados. Desenho do corte (1), transversal ou longitudinal, de um edifício. 2. Representação gráfica de um terreno, via, edificação ou parte dela. O perfil é indicado por cotas do terreno, e é indispensável para a apresentação nos projetos de loteamento e arruamento. 3. Seção ou formato de peças metálicas estruturais verticais (pilares) ou horizontais (vigas). Os perfis metálicos têm comumente forma de "I", "T", duplo "T", "U" ou "L". 4. O termo também é aplicado para as seções de chapas metálicas.

Períbolo
1. Espaço entre um edifício e o muro que o cerca. 2. O mesmo que adro, no sentido de pátio externo. 3. Na antiguidade clássica, espaço arborizado em volta dos templos, geralmente com imagens e estátuas votivas, constituindo também parte do espaço sacro.
Periptério

Ver períptero.

Períptero

Edifício, geralmente um templo, completamente rodeado de colunas (1) isoladas.

Peristilo
Galeria (1) coberta que circunda um edifício ou um pátio, ou simplesmente situada em frente à fachada. Formada, de um lado, por colunas (1) isoladas e, do outro, pela parede geralmente externa do edifício. Comparar com colunata.
Perlado

Ver perolado.

Perolado

Acabamento (2) dado a algumas superfícies, semelhante ao de uma pérola. Quando não há muita incidência de luz, a aparência é fosca acetinada, do contrário surge um brilho suave e homogêneo. Utilizado em superfícies de algumas pastilhas cerâmicas. Alguns géis acrílicos dão esse tipo de acabamento sobre pinturas já aplicadas nas paredes.

Perolizado

Ver perolado.

Perpianho

1. Pedra aparelhada (3) disposta em alvenaria de modo que atravesse toda a espessura da parede ou muro. A parede formada por essas pedras é chamada parede de perpianho. 2. Na alvenaria, tijolo assentado de modo que seu comprimento forme a espessura da parede. Também chamado tijolo perpianho, tijolo de perpianho, tijolo tição ou tijolo a tição. A parede formada por perpianhos é chamada parede de perpianho ou de um tijolo. 3. Em Portugal, parede estreita feita de cantaria, também chamada porpianho.

Persa

Ver estátua pérsica; figura pérsica.

Pestana

1. Pequeno prolongamento das vergas e sobrevergas de portas e janelas, ou das lajes, que serve de proteção para as esquadrias contra chuva. 2. O mesmo que rufo (1).

Petecar

Ornar de modo exagerado e sem estética (2); empetecar.

Pezeira
1. Parte da cama para onde se colocam os pés, oposta à cabeceira (3 e 4). 2. Componente da cama montado junto à pezeira (1), geralmente feito do mesmo material, com desenho (2) próprio e, na maioria das vezes, alguma ornamentação (2). 3. Móvel em forma de banco (2), geralmente da mesma altura e largura da cama, que se coloca contíguo à pezeira (1). 3. Qualquer móvel, objeto, mecanismo ou suporte com a função de apoio para os pés.
Pião

Pilar central das escadas helicoidais. Também chamado mastro, pilarete (2) ou escaparate (2).

Picnostilo

Intercolúnio em que as colunas (1) são espaçadas de um diâmetro e meio, ou três módulos (1). Comparar com areostilo e outros termos análogos.

Pilar

Elemento estrutural vertical que serve de sustentação às construções. Pode ser constituído de vários tipos de material, tais como madeira, alvenaria, concreto e aço. Geralmente, o termo é aplicado quando o elemento tem seção poligonal, sendo mais comum retângulo ou quadrado. O pilar de seção circular é chamado coluna (1). Os pilares, as vigas e as lajes (2) são os elementos estruturais de uma construção, principalmente se o material empregado for o concreto armado. Recebe as cargas de lajes e vigas e as transmite para as fundações. Os pilares têm seções e dimensões muito variadas, sendo muito comum a seção quadrada de 0,20 m. O pequeno pilar é chamado pilarete (1).

Pilar compósito

Ver pilar composto.

Pilar composto

Pilar com diversos fustes, justapostos ou separados, ou com meios-fustes com faces contrapostas. Também chamado pilar compósito, pilar enfeixado ou pilar fasciculado.

Pilar de ombreira

Cada um dos pés-direitos (3) dos lados de uma porta.

Pilar enfeixado

Ver pilar composto, também chamado pilar fasciculado.

Pilar fasciculado

Pilar cujo fuste é constituído por várias meias-colunas; pilar enfeixado, pilar composto.

Pilarete

1. Pequeno pilar. 2. O mesmo que pião.

Pilastra

Pilar frequentemente de seção retangular ou quadrada, semi-embutido no paramento (2) da parede, geralmente com função apenas decorativa. Em geral é usada nas fachadas, dividindo-as em panos cegos ou com aberturas. Em construções antigas, seguindo ordens arquitetônicas, é comumente dividida em base, fuste e capitel, principalmente em prédios neoclássicos. Quando está situada na quina dos edifícios é chamada de cunhal (2).

Pilastra angular
Nas antigas construções, atribuição dada a pilastra, coluna (1) ou cada uma das pedras dispostas nos ângulos do edifício. A pilastra angular é frequentemente chamada cunhal (2) ou quina, e, quando em cantaria, é também chamada anta (1).
Pilastra misulada

Ver quartelão.

Pilone

1. Pórtico de templo egípcio formado de duas pirâmides (1) truncadas, entre as quais fica a entrada. 2. Atualmente, esse termo tem sido empregado na linguagem comum arquitetônica para designar o piloti de grande espessura ou a coluna (1) grossa quando há em pouco número sob um edifício. Também chamado pilono em ambos os casos.

Pilono

Ver pilone.

Piloti

1. Originalmente, fileira de estacas enterradas em solo alagadiço e movediço a grande profundidade para que encontrem um ponto de apoio. 2. Na arquitetura moderna, conjunto de pilares que sustentam uma edificação, deixando livre o pavimento térreo ou um pavimento intermediário. Os pilotis podem ter formatos variados, tais como cilindro, prisma, cone, pirâmide, em "V", em "Y", etc. . O arquiteto Le Corbusier foi um dos pioneiros a usar este sistema estrutural. Também chamado pilotis.

Pilotis

Fr. Ver piloti.

Pináculo

Elemento que originalmente remata (2) ou coroa o ponto mais alto de um determinado lugar, edifício, botaréus e torretas. Posteriormente foi também usado em parapeitos nos cantos das torres e em muitas outras situações. O pináculo assemelha-se a uma pequena agulha (1). Foi usado principalmente na arquitetura gótica. Possui duas funções, ornamental e estrutural. Como ornamento, é colocado no topo de um prédio (1), para dar mais imponência e verticalidade à sua estrutura. Como elemento estrutural, a ele era acrescentado chumbo, levando-o a ser bem pesado, para que proporcionasse ao arcobotante aguentar o esforço das estruturas das abóbadas e do telhado. Isso era feito pela adição de esforços de compressão, resultado do peso do pináculo, ao vetor de pressão longitudinal, e portanto forçando para baixo em vez de lateralmente. O mesmo que amortido, coruchéu, grimpa (1), flecha (1) e agulha (1). [ENG] Pinnacle

Píncaro

1. O ponto mais elevado de uma construção (2) ou elemento; cume (1). 2. Por extensão, o próprio pináculo.

Pingadeira

Elemento que tem como função evitar que as águas pluviais escorram pelo paramento (2) de paredes e muros e entrem para o interior dos cômodos. Geralmente é um sulco ou rebaixo longitudinal na superfície inferior de molduras, cimalhas (1 e 3), cornijas e demais corpos em balanço nas fachadas. Também é a moldura, escavada em baixo, colocada nas partes inferiores de portas e janelas para impedir que a água da chuva escorra pelas soleiras e pelos peitoris, molhando o interior dos cômodos. Pode ser também um elemento saliente adicionado a uma superfície inferior, causando o mesmo efeito.

Pingadouro

Ver pingadeira.

Piramidal
Elemento ou prédio (1) que tem forma de pirâmide (2).
Pirâmide
1. Poliedro em que uma das faces, a base (1), é um polígono qualquer e as outras são triângulos com um vértice comum. O número de faces laterais de uma pirâmide corresponde ao número de lados do polígono da base. 2. Especificamente, qualquer edificação que tenha forma de uma pirâmide (1), geralmente de base quadrada.
Pirâmide truncada

Ver tronco de pirâmide.

Piramidião
Pequena pirâmide (1) de base quadrangular que forma a ponta de um obelisco ou de uma pirâmide (2). Nas pirâmides (2) do Egito, era geralmente feito de diorito, granito ou pedra calcárea de qualidade, coberto com ouro ou eletro.
Piso

1. O próprio chão ou superfície construída, interna ou externamente, que reveste o chão ou elemento estrutural horizontal, e sobre a qual se pisa. Feito de diversos materiais dependendo do lugar e da função em que é empregado. Nas construções antigas era geralmente constituído de tábuas de madeira ou de ladrilho hidráulico. Atualmente utilizam-se cerâmica, pedra, tábuas e tacos de madeira, além de inúmeros materiais para esse fim. 2. Conjunto de dependências (1) de um edifício situadas num mesmo nível. Também chamado pavimento e andar. 3. No degrau das escadas, a parte horizontal na qual se pisa. O piso pode variar de 0,28 m a 0,32 m. Nas escadas de caracol, a largura mínima admitida é 0,10 m. Também chamado coberta, e em Portugal, cobertor ou passo (2). 4. Peça usada no revestimento do chão, termo mais frequentemente usado com referência a ladrilhos cerâmicos.

Piso de segurança