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PATRIMÔNIO
NO BRASIL
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CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL A questão
do patrimônio cultural cada vez mais relaciona-se com a identidade
cultural. Os termos patrimônio histórico, artístico,
arquitetônico, arqueológico, turístico e (por que
não?) ecológico, científico e tecnológico
resume-se a um só termo: Patrimônio Cultural. Apesar de ainda haver problemas de ordem conceitual do que (não) preservar, os conceitos e critérios não são estáticos, fazem parte de um processo dinâmico. Campofiorito (2) faz uma análise dos números relativos aos bens tombados na área federal: "Até 1982, foram tombados 952 bens, 40% do total em 44 anos, foram de arquitetura religiosa; 94% dos bens tombados são arquitetônicos, 4% bens móveis e 2% paisagísticos. Com relação ao território nacional, 25% dos bens tombados ficam na 6.ª Diretoria Regional, situados 22,5% no Rio de Janeiro; 20% são em Minas Gerais, 18% na Bahia e 8% em Pernambuco. Assim, simplificando (mas nem tanto), é fácil desenhar o perfil histórico do bem cultural considerado de valor: uma igreja, certamente setecentista, situado no Rio, em Minas ou na Bahia. E é exatamente a idéia que se faz em geral sobre a proteção nacional do patrimônio histórico e artístico. A simples observação de que a média de tombamentos, por lustro, nestes 39 últimos anos, caiu de 129 (1948/52) para 39 (1978/82), demonstra que o universo de bens culturais em sua acepção ordodoxa foi sendo esgotado, e justifica a reivindicação geral dos jovens e líderes comunitários em geral, de uma abertura dos critérios de valor para a incorporação de outras formas e de categorias arquitetônicas mais populares, de conjuntos urbanos mais triviais, de bens espirituais mais expressivos da criatividade dos segmentos traumatizados da sociedade brasileira, ou seja, de tudo que foi oficialmente discriminado, menosprezado e oprimido." Mas patrimônio cultural só é aquilo que estiver incluído no Tombo? A simples inclusão de um bem cultural garante a sua preservação? A resposta é obviamente não. É importante que seja definido o significado da palavra preservação. A preservação pode ser desmembrada em cinco fases: tombamento, restauração, conservação, revitalização e uso. As fases mencionadas, apesar de interagirem intimamente, contêm diferenças que possibilitam a separação das diversas fases, que vão do tombamento ao uso. As fases não seguem necessariamente a ordem apresentada. nem tampouco passa a preservação por todas elas. Esta é uma metodologia que tenta esgotar as condições ideais de um processo de preservação. Nas três primeiras fases (tombar, restaurar, conservar) predomina um trabalho de planejamento em nível jurídico-administrativo, e nas duas últimas (revitalizar, usar) predomina um trabalho de planejamento em nível sócio-político. |
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DEFINIÇÕES TOMBAR - segundo Corona e Lemos (4), "Fazer o tombo de alguma coisa. Arrolar.
Inventariar. Registrar. Normalmente para proteger, assegurar, garantir
a existência por parte de um poder." RESTAURAR - Corona e
Lemos (4) definem como "restituir a qualquer obra de arte o seu estado
primitivo. Recuperar. Os serviços de restauração
de obras arquitetônicas, a par de seu profundo interesse, encerram
problemas que exigem largos conhecimentos históricos, artísticos
e técnicos necessários à boa compreensão do
primitivo aspecto formal do resto em recuperação." REVITALIZAR - Aurélio (5) registra vitalizar - "restituir à vida; dar nova vida a ." |
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