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No primeiro pós-guerra, chega também ao Brasil o eco da batalha de vanguarda que se trava na Europa; a manifestação mais clamorosa é a Semana de Arte Moderna, organizada em 1922 em São Paulo, com exposições de pintura e escultura, concertos, récitas e conferências.
Logo após a Revolução de 1930, Lúcio Costa é nomeado para a direção da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro. Convida como professores de composição a G. Warchavchik e A. Budeus. Projeta uma completa renovação do ensino tradicional, mas provoca tais reações, que é obrigado , menos de um ano depois, a abandonar o posto.
A partir de 1936, multiplicam-se as oportunidades para os arquitetos modernos: Marcelo e Milton Roberto, A. Correa Lima, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, os dois últimos projetam o pavilhão brasileiro, construído na Exposição de Nova York de 1939.
Oscar Niemeyer, já universalmente conhecido pelos edifícios construídos na Pampulha, entre 1942 e 1943, realiza, em 1946, o Banco Boa Vista do Rio, em 1947 o Centro Técnico da Aeronáutica em São José dos Campos, de 1951 em diante o conjunto do parque Ibirapuera em São Paulo e alguns edifícios residenciais em Belo Horizonte, São Paulo e Rio.
Juscelino Kubitschek, eleito presidente em 1955, propõe a mudança da capital do país para um território deserto no interior do país. Definida a localização da nova cidade, é lançado um concurso internacional de projetos.
O projeto de Lúcio Costa é escolhido pelo júri. Um trecho do relatório justificativo do projeto de Brasília: "Nasceu do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em em um ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz."
Ao projetar os edifícios de Brasília, Niemeyer segue os mesmos critérios. Cada um deles nasce de um princípio formal extremamente simples, intencionalmente elementar. |

Plano Piloto de Brasília
Lúcio Costa
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